Eu m*l conseguia respirar. O ar na sala parecia denso, pesado, quase impossível de ser puxado para dentro dos meus pulmões. O rosto de Júlio, endurecido pela raiva e pela dor, era um reflexo c***l de tudo que eu havia perdido. Cada palavra dele era um golpe direto ao meu coração, e eu sabia, desde o momento em que ele começou a falar, que isso não seria fácil, que não seria como eu tinha imaginado. O que eu esperava? Que ele me recebesse de braços abertos? Que me perdoasse imediatamente depois de tudo que fiz? Eu sabia que não seria assim, mas o peso real da rejeição, a frieza em sua voz, me atingiu de uma forma que eu não estava preparado. Júlio não tentou esconder sua frustração, e eu não podia culpá-lo. Eu não estive presente, nunca estive. Não nas datas importantes, não nos momentos

