Eu ainda estava sentado na poltrona da minha sala, olhando para o vazio, com as palavras de Júlio ressoando na minha mente. Aquilo me consumia por dentro. Cada frase que ele pronunciou durante nossa última conversa foi como uma facada. Ele estava certo, eu sabia disso. A realidade nua e crua era que eu falhei como pai, falhei como figura presente na vida dele. O peso dessa culpa me sufocava. Nos últimos dois meses, eu tentei. Eu realmente tentei me aproximar de Júlio, mas era como se todas as minhas tentativas fossem em vão. Ele tinha fechado o coração para mim, e eu não sabia como abrir esse espaço novamente. Cada encontro ou tentativa de conversa era recebida com frieza, como se eu fosse um estranho tentando entrar na vida de alguém que nunca me quis por perto. E talvez fosse exatamente

