Sandro: Eu estava sentado no sofá, ainda sentindo o peso das palavras de Júlio. "Eu quero ir embora." Essas palavras estavam gravadas na minha mente, ecoando repetidamente, como uma faca cravada no meu peito. Cada vez que penso nisso, sinto uma dor profunda, uma dor que não consigo afastar, uma dor que eu sei que mereço. Sei que o que fiz a ele é imperdoável. Fui ausente, negligente, priorizei coisas que não tinham importância em comparação ao amor de um filho. E agora estou pagando o preço. Júlio tem todo o direito de me odiar, e, honestamente, eu odeio a mim mesmo por tudo que o fiz passar. Mas ainda assim, a única coisa que desejo é que ele me perdoe. Quero ser o pai que ele merece, quero estar presente, quero ver seus sorrisos, suas vitórias, e quero apoiar seus fracassos. Mas a real

