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1171 Words
Amizade colorida...fui avisada que não devia me apegar, mas eu la sabia quando te conheci a pessoa que tu eras realmente. Tantos momentos juntos e eu fingindo que não sintia nada. . . . O que? Ele só poderia está brincando, amizade colorida? - Você tá doido Bruno? - pergunto ainda não acreditando no que ele acabou de falar. - Não! A gente pode ficar entre nós e ainda assim ficar com outras pessoas, só que isso não pode sair daqui. - ele diz calmamente. Sorrir irônica, e tento sair da sala onde ele havia me trazido querendo ir de volta para cozinha junto aos outros. Mas Bruno agarra meu braço e me faz ficar no mesmo lugar. - Não Bruno, a gente já conversou mais cedo. Entre eu e você não vai rolar nada, eu gosto do Luan e você sabe disso. - digo com o coração na mão. Ele não diz mais nada e eu entendi que ele não tocaria mais no assunto. Saio da sala o deixando sozinho, que ideia mais absurda, amizade colorida.. ficar com outras pessoas além dele, Bruno só podia estar ficando louco. Quando chego na cozinha todos já haviam terminado de comer a pizza, me sento ao lado de Luan e o mesmo me abraça retribuo o abraço e encosto minha cabeça em seu ombro. - O que houve? - Luan pergunta beijando o topo da minha cabeça. - Vi que Bruno ficou com raiva quando viu nós dois juntos?! - continua. - Era drama, ele sempre foi muito protetor comigo. - digo baixinho. - Entendo. - diz. Fiquei feliz por mais ninguém além do Luan perguntar sobre o ocorrido, é lógico que amanhã não escaparia das meninas perguntarem, mais por hoje estava tudo em paz. Bruno chegou depois de um tempo, mandou Milena ir embora e disse que não estava mais no clima de festa e depois que ela foi embora, ele foi junto sem ao menos se despedir dos outros ou de mim. Continuamos com a "festa" mais é claro que não foi a mesma depois que o i****a do Bruno foi embora. Juntamos dois colchões e dormimos todos na sala assistindo a um outro filme, e de manhã antes de irem prometemos que faríamos isso mais vezes. - Eu não venho mais, Denise nem me deu bola - Artur diz com cara feia e vai embora. Rimos com aquilo e os outros foram embora. Clystoff e eu arrumamos tudo e nos deitamos no sofá. - Se a mãe e o pai vissem como a casa estava nós agora estaríamos mortos. - ele diz ligando a tv. - Quando eles voltam? - pergunto. - Eles disseram que daqui a duas semanas. Nossos pais vivem viajando a trabalho, depois que Clystoff fez os seus dezenove anos a responsabilidade de cuidar de mim caiu sobre ele. Ele faz o que pode e tentamos sobreviver com o dinheiro que nossos pais deixam em caso de emergência. - Sinto saudades deles. - digo olhando para o nada e sentindo as lágrimas ameaçarem a cair. - Eu também irmãzinha, eu também. - Clystoff me abraça tentando me confortar. Nós só tínhamos um aos outro, e seria assim por um bom tempo. *** Final de semana graças a Deus, amanhã seria a tal festa do Noah e Fernanda e Denise estavam animadas. Confesso que não gosto de festas, mas pela primeira vez estava ansiosa para estar em uma. Luan e eu estamos ficando e estou feliz que finalmente alguém goste de mim, tudo estava indo bem. Tirando Bruno que não veio mais aqui em casa e nem falou comigo na escola. - Que roupa você pretende ir Bea? - Fernanda pergunta, revirando as roupas do meu guarda roupas. - Não sei Nanda. - Como assim não sabe? - Dessa vez era Denise que perguntava. - Simplesmente não sei meninas. - digo sem muito ânimo. Não conseguia tirar Bruno e toda essa história da cabeça, havia se afastado de mim por um motivo tão bobo. Ele sabia mais do que ninguém que a amizade dele era importante pra mim, me ajudava a enfrentar as crises de ansiedade e saudades dos meus pais. - Ok Beatriz não vamos discutir. Você decide. - Denise diz. Agradeço as duas por elas serem tão compreensíveis e voltamos a ficar de boa sem pensar em festas. Quando deu nove horas nós três começamos a nos arrumar, optei por um vestido azul e deixar meus cabelos num penteado simples mesmo. Chegamos na festa e Noah nós recebeu já um pouco alterado, ele depositou um beijo na minha bochecha e disse para que ficássemos a vontade. Entramos e encontramos metade da escola dentro daquele enorme casarão. Olho ao redor a procura do Luan, mas infelizmente vejo Bruno aos beijos com uma ruiva que não fazia ideia de quem era. - Bruno tá pegando todas em - Fernada grita no meu ouvido por causa da música alta, concordo e vou atrás de algo forte para beber. Alguns garçons passavam com bandejas de bebidas e peguei umas delas. Tomo o líquido em um só gole, a bebida desce ardendo pela garganta e me fez querer por mais um. Vejo Fernanda e Denise dançando e resolvo me juntar a elas, dançamos juntas, fizemos o passinho e os caras ficavam olhando. Dançamos e bebemos ao som das batida da música, sinto alguém apertar minha cintura por trás e continuo dançando. Estava fora de mim, minha cabeça girava e tudo era tão diferente do que eu costumava fazer. - Tá tão linda nesse vestido. - Noah fala em meu ouvido, continuei dançando. Ele se aproximar mais e mais de mim, ficando completamente colado rebolo pra ele e o mesmo pareceu gostar. - vamo sair daqui? - pergunta. Concordo com ele e o puxo para outro lugar menos barulhento. Noah subiu as escadas comigo e entramos no primeiro cômodo, era um quarto, não prestei atenção minha cabeça girava. Senti apenas Noah me jogando na cama e ficando por cima de mim, ele me beijou e depois colocou a mão por baixo do vestido. - Não Noah, não tô me sentindo bem. - digo tentando o tirar de cima de mim. Mas ele continuou me beijando e dessa vez tentou tirar meu vestido. - Calma Bea. - ele diz aos beijos, seu hálito estava a puro álcool. - eu não mordo. - ele gargalhou. - Noah por favor - gritei desesperada. A porta é aberta com tudo e Bruno entra tirando Noah de cima de mim. No mesmo instante em que Noah sai eu vomito na cama, Bruno tira Noah do quarto e me ajuda segurando nos meus cabelos. Eu sabia que ele não tinha me abandonado, que ainda era o meu melhor amigo. - É isso que dá beber - ele diz assim que acabei. - vem vamos embora. - ele me pega no colo e eu enrolo meus braços em volta de seu pescoço. Antes de apagar escuto Bruno dizendo que ia cuidar de mim, e sorrir com aquele simples gesto.
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