Tinta na pele, amor na alma Jonas Quando vi Letícia rindo com o rosto sujo de tinta e as mãos manchadas, ali no meio do quarto do bebê, senti uma coisa que não sei nem explicar direito. Era como se, por um instante, o mundo tivesse parado de cobrar, de pesar, de ferir. Era leve. Era ela. Ela correndo de mim, fazendo birra, reclamando da pincelada no pescoço... e mesmo assim rindo com os olhos, foi a coisa mais linda que eu já vi em toda a minha vida. Letícia era força, mas também era doçura. Era tempestade, mas era calmaria também. E era por isso que eu tava completamente ferrado por ela. Quando consegui alcançar, segurei firme. O corpo dela encaixou no meu com uma facilidade que me deu até medo. Aquilo ali... aquilo não era só química. Era conexão. Era como se a gente tivesse dançado

