Carol Abri o armário devagar, quase com preguiça, e peguei o arroz, o óleo e um miojo que tinha cara de “socorro me coma”. Olhei aquilo e pensei: “é isso ou é isso”. Tava sem vontade de cozinhar coisa elaborada, e já tava até vendo que ia me arrepender de ter escolhido aquele miojo, mas paciência. Coloquei a água pra ferver e fui fritar um ovo enquanto o macarrão cozinhava. Foi então que ele apareceu. O Souza entrou na cozinha com aquele jeito meio sem jeito, mas ao mesmo tempo com o olhar de quem já tava tentando bolar alguma. — Vai botar amor nesse prato aí ou só sal mesmo? — ele soltou, cruzando os braços, com aquele sorriso de quem já sabe que tá metendo o pé na porta. Sem nem olhar pra ele, retruquei na lata: — Vai tomar no cu, Felipe. Ele riu, como se aquela minha resposta foss

