Depois de terminar o curativo, Gabriela ajudou Heitor a deitar com cuidado, ele estava exausto não apenas pelo ferimento, mas pelo peso de tudo que carregava, ela puxou o cobertor até a altura da cintura dele e ficou sentada ao seu lado, a mão ainda repousando sobre o peito dele, sentindo o coração bater firme. — Dorme um pouco — pediu em voz baixa. — Seu corpo precisa descansar. — Só se você ficar — murmurou ele, já com os olhos semicerrados. — Eu não vou a lugar nenhum. Ela ficou ali, passando os dedos pelos cabelos dele, até a respiração dele se tornar mais lenta e pesada, só então se levantou com cuidado, beijando a testa dele antes de sair do quarto, ao fechar a porta, encontrou Rita no corredor, encostada na parede, os braços cruzados, o rosto carregando preocupação e compreensão

