O quarto do hospital estava silencioso demais para o gosto de Heitor, o cheiro de antisséptico, o som baixo dos aparelhos e a visão de Matteo deitado, ainda machucado, faziam a raiva dele se manter viva por dentro. Heitor se aproximou da cama e falou em tom firme, mas baixo: — A reunião aconteceu como prevíamos. — Ele cruzou os braços. — Salvatore e Ernesto praticamente se denunciaram sozinhos, o nervosismo, as perguntas erradas… já sei exatamente quem são os traidores. Matteo abriu um leve sorriso, apesar da dor. — Eu sabia que você ia chegar lá, chefe. Gabriela permaneceu alguns passos atrás, observando tudo em silêncio, ela analisava o estado de Matteo, a forma como Heitor se movia, como assumia o controle até ali, era um mundo duro, frio… mas ela estava aprendendo a enxergá-lo. M

