O galpão estava silencioso demais quando Heitor chegou, o ar carregado denunciava que aquele lugar não fora feito para finais felizes, Ernesto e Salvatore estavam ali, feridos, algemados, mas ainda vivos exatamente como ele havia ordenado. Ao vê-los, Heitor sorriu, não havia pressa naquele sorriso, era calmo, calculado e perigoso. — Amarrem eles — ordenou, a voz baixa e firme. Dois de seus homens os colocaram sentados, lado a lado, presos às cadeiras de metal. Salvatore ergueu o rosto com dificuldade, ainda tentando manter alguma arrogância, Ernesto evitava olhar diretamente para Heitor. Heitor caminhou lentamente até a mesa, pegou uma ferramenta metálica e a girou entre os dedos, como se estivesse apenas pensando. — Quero entender uma coisa — começou, finalmente. — Vocês tinham poder

