decisões

453 Words
De noite, em casa, Aline sorriu, segurando a taça de vinho: — Amor… tô pensando em tudo o que nossas mães falaram hoje. Stefan sorriu, entregando a taça para ela e se sentando ao lado dela: — Elas são demais, né? — Demais é pouco. — respondeu Aline, sorrindo. Ele pegou a mão dela, acariciando levemente: — Amor, foi uma loucura o que elas fizeram… mas pelo menos a gente tá aqui hoje. E olha… eu não quero que a gente faça nada só porque elas estão assistindo. Aline sorriu e passou a mão pelo rosto dele, acariciando delicadamente: — Eu também, amor… eu não tô pronta pra engravidar ainda. Entendeu? Quero que a gente se conheça melhor, viva algumas coisas juntos, viaje quando você tiver tempo… que a gente troque experiências. — Tipo… viajar pra conhecer o mundo juntos? — perguntou ele, sorrindo. — Exatamente! — respondeu ela — Viajar a trabalho é uma coisa, mas viajar com você é outra. Eu quero isso tudo… e depois, mais pra frente, uns bons meses, a gente pensa em casar de verdade, fazer uma festa, convidar nossos amigos… tudo do nosso jeito. Lua de mel, vida normal, construindo nossa história. Ela respirou fundo e continuou: — Eu nunca parei pra pensar sobre ter filhos, Stefan. Ele segurou a mão dela, olhando nos olhos dela: — Eu também nunca parei pra pensar… e é bom ouvir você falar isso. Se a gente tiver que pensar nisso, vai ser no nosso tempo. — Então… a gente não precisa pensar nisso agora. — disse Aline, sorrindo — Vamos pensar só em nós, na nossa relação, em ficar bem, mesmo com essa distância. Porque… se eu engravidasse agora, e você estivesse longe, como seria? Eu sozinha, passando m*l, no parto… não dá. Stefan a abraçou com carinho, encostando a testa na dela: — Você tá certa. Se um dia isso acontecer, eu quero estar presente em todos os detalhes, Aline. Todos. Ela sorriu, aconchegando-se mais a ele: — Eu concordo, quero você presente em tudo, juntinho comigo. Ele sorriu e beijou a testa dela: — Então a gente não vai deixar nossas mães se comprometerem mais do que devem. A gente vai viver a nossa vida, no nosso tempo. O primeiro passo elas já deram… casaram a gente, mesmo sem a gente se conhecer direito. Mas agora somos nós. Estamos juntos, nos gostando, nos apaixonando de verdade… e vamos continuar assim, no nosso ritmo. Aline apoiou a cabeça no ombro dele, sentindo a segurança, o carinho e o amor dele preenchendo o espaço. Ali, naquele momento, nada mais importava além deles dois, da vida que estavam construindo e do tempo que ainda tinham para viver essa história juntos.
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