Alguns dias depois, as mães de Stefan e de Aline os convidaram para almoçar na casa da mãe dele. Quando chegaram, foram recebidos com abraços calorosos e sorrisos.
— Vocês são tão lindinhos juntos! — disse a mãe dele, sorrindo. — Viu como nós duas fizemos a coisa certa? Unidos, mesmo sem se conhecerem direito.
Eles riram, um pouco constrangidos, mas também satisfeitos.
— Mais poderia ter dado errado… a química poderia não rolar. — disse Aline, ainda sorrindo.
— Sim, verdade… mas foi um tiro no escuro, e olha vocês aí, apaixonados, em lua de mel… — disse a mãe dela, completando com um brilho no olhar — já queremos nossos netinhos!
Stefan e Aline engasgaram com a afirmação, os olhos arregalados.
— O quê?! — disseram juntos.
— É só assim pra vocês pararem de pensar só no trabalho. — explicou a mãe dela, rindo.
— Vamos ajustar algumas coisas pelo bem da nossa relação… — disse Stefan, olhando para Aline, segurando sua mão — mas filhos… não estão na nossa mente agora, tá?
Aline riu, encostando a cabeça no ombro dele:
— Exatamente… primeiro a gente curte um ao outro, e o resto a gente vê depois.
As mães riram, mas puderam ver que, apesar da pressão divertida, o vínculo entre eles era verdadeiro, sólido e cheio de cumplicidade. O almoço seguiu com risadas, histórias do passado e pequenos olhares cúmplices entre Stefan e Aline, mostrando que aquela união, mesmo nascida de um “tiro no escuro”, estava cada dia mais forte.
As mães riam, batendo palmas animadas:
— Ah, mas vocês não vão ficar se curtindo por um ano, né? Pelo menos daqui uns cinco, seis meses… vocês vão ter um bebê?
Stefan e Aline engasgaram, rindo juntos.
— Gente… olha só — disse Aline, ainda rindo — a gente já pulou todas essas etapas possíveis, né? Porque vocês casaram a gente. Depois a gente vai pensar nisso mais pra frente.
— Verdade! — concordou Stefan. — Nós dois temos que ter um casamento de verdade mais pra frente.
As mães começaram a pular de alegria, animadas.
— Que coisa mais linda do mundo! — disse a mãe dela, rodopiando com as mãos de Aline. — Imagina você com um vestido de noiva maravilhoso, filha, e um penteado esplêndido!
— E você, meu filho, com aquele terno elegante e aquele olhar… ai meu Deus, que lindo! — completou a mãe dele, segurando a mão de Stefan.
— Vocês duas demais, sabia? — disse aline sorrindo.
— A gente vai casar, mas também não vai ser agora. — disse Aline, rindo.
— Ah, poxa, vocês estragam nossos planos! — brincou a mãe dele. — É por isso que casamos vocês logo, porque se dependesse de vocês…
— Vocês duas são muito ansiosas. — disse Stefan, rindo junto. — Calma, tá? Espera passar um tempinho, depois marcamos uma festa de casamento de verdade. Depois, uns anos, a gente pensa se vai ter filhos ou não.
— Uns anos? Não! — reclamou a mãe dela, divertida. — João, estamos ficando velhas!
— Mãe… — disse Aline, olhando para ela — a senhora tem 53 anos...
— E Stefan… — brincou ela — e a senhora tem 58!
— Vocês duas não estão ficando velhas, podem parar. — disse ele, rindo.
— Ah, a gente queria tanto que vocês dessem logo netinhos pra gente. — disse a mãe dele. — Dá netinhos e a gente cuida!
Aline riu, negando com a cabeça:
— Ai meu Deus do céu, não estou ouvindo isso.
— Estamos ouvindo sim! — completou Stefan, sorrindo. — Imagina se a gente faz um filho e dá pra vocês… aí vão falar que a gente é imprudente.
As duas mães riram, balançando a cabeça.
— Olha só… eu tenho uma carreira, tá? — disse Aline, explicando — eu não posso parar minha carreira agora.
— Você sabe que dá pra dançar grávida, filha. — disse a mãe, tentando convencê-la.
— Não, mãe… no começo tudo bem, mas quando a gravidez avançar, lá pros sete meses, vou ter que parar. Depois ainda tem os riscos.
— E o Stefan não me deixar sancar com bebe recém-nascido — disse aline sorrindo
— É verdade, sogra… — disse ele, rindo — depois que a gente tiver um filho, o máximo que ela vai fazer é criar coreografias… depois que o bebê estiver maiorzinho.
— E eu ainda tenho que cumprir mais uns anos de serviço, pra garantir uma aposentadoria incrível pra gente. — disse Stefan, sério, mas com um sorriso. — Tudo tem que ser planejado. Não dá pra fazer nada agora sem pensar.
— Não… — disse Aline, segurando a mão da mãe e da sogra — a gente tá casado, vocês casaram a gente, a gente se gosta, tá feliz… mas filhos… isso a gente deixa pro futuro.
— Tá bom, meus filhos. — disse a mãe dela, sorrindo
— o primeiro passo vocês deram, completou Stefan,Agora o resto é com nos dois Combinado?
— Combinado. — disseram juntas, aliviadas, sorrindo e se olhando.
As mães suspiraram, satisfeitas, vendo que apesar da pressão e da ansiedade, o casal estava seguro, unido e feliz.