*Chayun*
Em todos os anos da minha vida até o presente momento nunca me importei com certas coisas, nada era tão importante que merecesse minha atenção, até porquê nem ao menos tinha liberdade para isso, mas com Haebom era diferente.
A cada coisa que ele fazia eu sabia que se esforçava no mínimo um pouco, acho que era por isso que acabei ficando tão curioso sobre ele, não só isso mas percebi que gosto da companhia dele de verdade.
No resumo geral eu acho que poderia dizer que o dia realmente havia sido bem divertido, tirando um pouco do cinema, mas acho que compensamos depois.
Assim que acordei pela manhã me espreguicei ainda na minha cama, o dia anterior havia sido tão legal que não consegui parar de pensar, ainda mais a noite em que fiquei jogando tabuleiro com o Haebom, que por sinal foi bem legal.
Me levantei depois de um tempo e fui direto para o banheiro, me arrumei depois de banhar e deixei minha toalha estendida no quarto.
Pelo barulho que vinha da cozinha imaginava que Haebom já estava fazendo o café, como o esperado o mesmo estava virado de costas preparando alguma coisa enquanto cantava alguma coisa.
Fui até o mesmo sem fazer barulho e o assustei.
-Meu Deus garoto.
Falou o mesmo se virando para me olhar com uma cara medonha, não é por nada mas foi muito engraçado ainda mais por ele ter colocado a mão no peito.
-Você pretende me matar?
-Bom dia.
-Bom dia, pelo visto está bem disposto hoje.
-Sim.
-Dormiu bem?
-Melhor impossível, o que está preparando?
Falei olhando para a panela e percebi que eram panquecas.
-Não sabia se iria gostar então para não ficar tão na dúvida acabei fazendo panquecas mesmo.
-Por mim está ótimo, em que posso ajudar?
-Se quiser apronta o balcão pra gente.
Acabei fazendo como o mesmo pediu e arrumei o balcão enquanto o mesmo terminava de fazer as panquecas.
Acabamos nos sentando juntos e começamos a tomar nosso café.
-Alguma coisa pra hoje?
-Jin disse que viria para almoçar com a gente hoje.
-Saudades dele.
-Só tem uma questão, o que eu vou fazer pro almoço?
-Podemos olhar na internet, eu te ajudo.
Gostava da ideia do Jin vir, eu realmente estava precisando conversar sobre ele um assunto específico.
*Haebom*
Por que nunca sabemos quando estamos gostando de alguém? Estava com uma dúvida desde da noite passada, mas não tinha chegado a uma conclusão certeza, por isso fiz questão de chamar o Jin, queria tirar uma dúvida.
Chayun e eu passamos a manhã arrumando a casa juntos enquanto nos divertíamos escutando algumas músicas.
Era sempre divertido ver que ele parecia tão animado mesmo fazendo algo que poderia ser considerado bem chato na verdade.
De alguma forma ele me chamava atenção, acho que o fato de nunca ter tido uma companhia como a dele deva ter me influenciado um pouco a me sentir mais fascinado.
Acabamos por arrumar tudo e depois fomos para a parte um pouco mais complicada, o almoço.
Chayun fez questão de olhar em um livro de receitas que eu tinha em casa a melhor opção para o nosso almoço, eu animado apenas o segui.
Fizemos tudo junto e quando faltava pouco para o Jin chegar cada um tomou seu banho, queríamos que fosse um dia incrível.
Estava bem ansioso pela chegada do Jin, queria tanto falar com ele, na verdade eu só estava precisando entender os meus sentimentos, chegava a ser ridículo ter que chamar alguém para me explicar o que eu estava passando.
O mesmo acabou chegando e eu nem vi a hora, apenas fui direto para a porta e a abri vendo o mesmo com o moletom rosa que chamava mais atenção que tudo.
-Oi Hae.
-Oi, entra.
Dei espaço para o mesmo e assim que ele entrou vi o Chay aparecer da cozinha.
-Oi hyung.
-Oi gatinho, e ai vocês tão bem?
-Sim - Chay e eu respondemos juntos.
-E quanto ao almoço?
-Está quase pronto, poderia me ajudar a terminar?
Falei olhando para o mesmo pois queria falar logo com ele.
-Hyung também preciso falar com você.
-Eu sou só um, primeiro eu vou ver a comida e depois eu venho conversar com você tá gatinho?
Chay apenas concordou.
Jin e eu fomos até a cozinha e deixei o mesmo a vontade.
-Vai desembucha, o que aconteceu pra convidar a Pink Princess pra almoçar?
-E eu não posso simplesmente te chamar pra almoçar?
-Poder pode mas sempre que me chama, ainda mais no fim de semana, é por que alguma coisa aconteceu e precisa da minha ajuda.
Ele tinha um ponto.
-Bom hoje é diferente mas não tão diferente.
Falei indo até o fogão olhar a comida.
-O que aconteceu?
-Eu queria saber como é gostar de alguém.
Olhei para o mesmo e o olhar de indignação que o mesmo tinha já me dizia muita coisa.
-Você tá zoando com a minha cara não é?
-Pior que eu queria chegar e dizer que sim, mas não é.
-Ta antes de eu começar a argumentar preciso saber quem é?
-Bom...
Olhei para a sala e vi de relance Chay distraído com alguma coisa em uma revista, havia percebido que quando ele se distraia acabava não ouvindo por conta da super audição, por isso fiquei um pouco mais tranquilo de pensar que talvez ele estivesse ouvindo nossa conversa.
-MENTIRA.
Abri os olhos meio nervoso mas assim que olhei para a sala vi que o Chay continuava concentrado lendo um livro.
-Não grita.
-Desculpa, mas é sério? Quando?
-Só ta acontecendo, depois que sai do trabalho a gente tem muito mais tempo juntos e ontem a gente acabou saindo.
-Nem chama né.
-Não sabia se estavam disponíveis.
-Não custava perguntar mas tudo bem, eu te perdoo, a questão é, o que te fez ficar confuso.
-Bom você sabe que depois daquilo eu acabei mudando um pouco.
-Eu sei.
-Enfim, esses dias eu venho me sentindo meio estranho em relação a ele, mas acho que eu sei o que é, mas não tenho certeza sobre mim.
-Está querendo que eu de uma de conselheiro amoroso e cupido?
-Basicamente.
Falei mostrando um sorriso simpático, o mesmo passou a mão em seu rosto e acenou para eu continuar.
Acabei revelando tudo que estava sentindo em relação a mim e sobre ele, desde os detalhes maiores, até os mais simples.
-Bom, não sou um bom conselheiro, mas se eu entendi você gosta dele de alguma maneira.
-Eu sei que gosto dele, a questão é e se ele não gostar de mim? Vou ficar sendo um trouxa sozinho aqui.
-Bom você tem um bom ponto mas a questão aqui é o quanto gosta dele? Você mesmo poderia chegar nele e falar com ele sobre isso.
Se existisse coragem já teria feito.
-Você nunca vai saber o que ele quer se não falar o que sente, mas já que eu vou ter que falar com ele vou ver o que consigo fazer por você.
-Obrigado Jin.
-Espero que esse almoço seja bom pois pra mim ta parecendo que vai sair meio caro.
*Jin*
É só pra isso que eu sirvo pelo visto, ser cupido, se eu não comesse algo bom estava pronto para fazer um escândalo dos grandes.
Fui até a sala e vi o Chayun parecendo concentrado em um livro.
-Chay.
Chamei o mesmo mais algumas vezes até ele olhar para mim.
-Chay, queria falar comigo?
-Ah sim hyung, poderia vir comigo até o quarto?
-E por que não conversamos por aqui mesmo?
-Bem... Acho que me sentiria mais confortável assim.
-Se você diz.
Acompanhei o mesmo até seu quarto e me sentei em sua cama enquanto o mesmo ficou andando pelo quarto.
-Se você continuar rodando assim quem vai ficar tonto sou eu, além disso me chamou e até agora não falou nada.
-Desculpa, é que to tentando pensar como posso perguntar uma coisa sem parecer... Sei lá estranho.
-Apenas pergunte.
O mesmo foi até a porta a abrindo, provavelmente para ver se o Haebom não estava perto ouvindo e voltou pegando uma cadeira e se sentou em minha frente.
-Hyung.... Como é a sensação de estar gostando de alguém?
-Depende, antes de argumentar eu preciso de um nome.
-Não.
-Qual é? Você me pede ajuda sobre e não quer que dizer o básico.
O mesmo pareceu pensar e apenas balançou a cabeça.
-É o.... Haebom.
Agora pronto, tendo que ser cupido por que nenhum dos dois tem coragem de falar um com o outro.
-Explique.
O mesmo começou a falar sobre o Haebom, não tinha certeza se era algo da minha cabeça mas parecia que os olhos dele brilhavam quando falava em como Haebom era incrível, mesmo não sendo totalmente perfeito.
Acho que esses dois ainda vão me dar muito trabalho, já estão.
-Bom, depois do que acabou de me descrever o que espera que eu diga?
-Qual é hyung, preciso de ajuda.
-Chay você gosta dele é sabe disso, por que não diz isso a ele agora?
-Não, e se as coisas ficarem meio estranhas entre nós? Não queria deixar ele desconfortável por minha causa, além disso eu gosto dele, mas eu não sei como.
-E como espera que as coisas se arrumem?
-Sei lá, esperar?
-Vocês vão ter que conversar, um fato é, se sente algo relacionado a ele você deve tirar sua dúvida com ele.
-Mas e se ele não gostar de mim?
-Você tá pensando muito sabia, isso as vezes não é bom, mas acho que posso te adiantar que ele gosta.
Me levantei da cama e fui até a porta.
-Vou chamar ele pra vocês conversarem.
-Mas o que eu faço?
-Converse com ele e tire suas dúvidas, um fato é, o não você já tem, agora corre atrás da humilhação.
Sai do quarto deixando o mesmo só e fui até a cozinha onde Haebom estava cozinhando.
-Ei.
O mesmo se virou e olhou para mim.
-E ai? Como foi lá?
-Ele está te esperando no quarto dele pra conversar.
-O que?
-Escuta, eu poderia muito bem chegar e falar que vocês dois estão gostando um do outro, mas seria irresponsável da minha parte, vocês precisam conversar sobre isso pois se vocês não conseguirem se resolver por si só, não vai ser eu quem vou conseguir.
O mesmo respirou fundo parecendo tomar coragem.
-Ta bom eu vou.
O mesmo passou ao meu lado e segurei em seu ombro antes de sair.
-Ele gosta de você, mas assim como você precisa entender isso, só te peço que não se magoe.
-Não vou.
Só espero que eles consigam conversar de verdade.
....