Capítulo 1
— Prefiro vê-lo morto do que doar meus órgãos! diz meu pai para minha mãe.
— Ela é sua filha … ela diz triste e decepcionada pela resposta que acabou de ouvir, mas isso não me surpreende, ele nunca me amou e eu também não.
— Um erro foi seu, falei para você se prevenir, que a camisinha não era segura e agora me vem com essa conversar?
— Me enganei ao casar com você, que tipo de pai e que não consegue amar sua filha e muito menos tentar salva-la. - Ela grita, seu rosto muda.
Sinto as gotas escorrendo pelo meu rosto, não consigo ver as lágrimas, não suporto ver a mamãe assim, triste e com medo de me perder. O tempo está se esgotando e com toda a minha fé eu não quero perder a esperança.
Vestindo uma camisa, e saindo rapidamente, retiro-me dessa casa. Se minha filha não e bem vinda aqui eu também não sou já aguentei muita coisa por esse casamento inútil sem brilho. Meus olhos estavam fixos na toalha de mesa e desumano saiu com um sorriso no rosto.
— Vamos, minha filha! Não quero que ele descubra que não podemos viver sem ele.
Rapidamente arrumei o que tínhamos e junto com minha filha eu decidi sozinha que ia lutar pela vida dela. Quando estávamos saindo o desgraçado voltou.
— Filha, diga adeus ao seu pai. pediu a ela imediatamente negou.
— Vamos! bati a porta e fomos para o elevador.
Quando eu nasci, minha mãe percebeu que vários órgãos do meu corpo começaram apresentar problemas e o tempo de internação só aumentou; portanto, mesmo sabendo de todos esses problemas, ela sempre mostrou para ela que ia ser forte. Entendo que se eu não fizer o transplantar minha mãe precisa deixar eu ir em paz, pois sabia que ela havia tudo que uma mãe poderia fazer para salvar a vida de um filho.
Ela tinha tudo ao seu alcance para convencer Arthur, meu pai, a ser o meu doador. Porque ela não queria me perder e ele se recusa talvez por não entender bem a situação em que me encontro. Entretanto prefiro passar o tempo que me sobra procurando um marido para minha mãe, alguém que ame de verdade e que abrace ela tão fortemente quanto eu. Isso mesmo que eu deveria fazer e sinto que quando eu partir, ela não ficará bem e feliz ao lado da pessoa certa que eu escolhi para minha mãe.
Será que a mamãe conseguirá encontrar um doador a tempo ou eu precisarei acelerar minhas buscas para encontrar um marido para ela?
Lis
Estava chovendo e ficamos presa no trânsito da cidade. Já era tarde e íamos para casa de duas avós durante o fim de semana era fantástico, mas foi um pouco cansativo e era só para ver como estávamos. Sinto vontade de ir para a cama e dormir tarde, ou lembrar no momento em que o alarmante tocava para ir na escola naquela bagunça terrível.
— Ou e eles? — pergunta a mãe.
Parecia que ela estava lendo meus pensamentos. Acredito que vou sentir falta disso tudo afinal não será tão r**m assim. Eu estava com a minha mãe e isso que importava por, mas que percebia sua tristeza espantada em seus olhos. Minha mãe não sabia, mas na escola tinha livros proibidos e que eu pegava escondido e leia assim mesmo.
— Mentirosa! — retirei rapidamente o folheto da minha cara deixando-me simplesmente em evidência — Dê-me — exija pedir o meu livro que é muito interessante.
— Mãe — renegada.
— Você tem dez anos, em vez de ler psicologia e manipulação. Eu ensino você sobre a inocência e por de trás de mim querendo ver conteúdos proibidos.
— Mãe!
— Deveria estudar os livros da escola, especialmente a matemática específica. — Mãe eu realmente odiei esse assunto.
— Eu já fiz, fiz seis exames e passei, preciso continuar como meus folhetos mais interessantes.
— Lembrei que mantive a minha promessa. Além disso, não gosto de outros livros, não tenho bons como este para defender minha posição e as linhas de expressão.
Mamãe é loira, de olhos azuis, é muito bonita e por isso sempre chama a atenção dos homens, o r**m é que eles só veem o físico dela e não a grande mulher que penso que ela é. Ele tem um coração lindo e seus sentimentos, muito mais. Nos livros diriam que ela é uma mulher extraordinária, mas para mim ela é a melhor mãe do mundo.
— Não, e não e quer que eu repita para você, da próxima vez terei que te dar um castigo exemplar, Lis.
Ela estava falando sério e avisar mais uma vez, fato que realmente me incomoda.
Volto o olhar para a janela e através dela vejo mais pessoas. Como eu, queria voltar para casa, mas a chuva nós impede e o papai também. O carro anda com a velocidade de uma lesma e vejo um homem no meio da água, sem guarda-chuva, sendo ignorado pelos demais. Ele procura ajuda, mas ninguém se atreve a lhe dar.
— Mãe, chamo a atenção dela e aponto na direção do homem de terno que está encharcado.
—Não podemos fazer nada, querida, diz ela, mas claro que é possível, ele só precisa de um lugar para ficar e nossa casa tem muitos cômodos.
Destranco a porta e saio do carro, imediatamente me aproximo dele que apenas sorri para mim. Ouço os gritos da mãe, mas não presto muita atenção.
— Olá, pequena, ele cumprimenta e seu sotaque é diferente, dá para perceber que ele é estrangeiro e que é da Itália.
— Meu nome é Lis e o seu? —Pergunto, estendendo a mão e sentindo as buzinas dos carros ao meu redor.
— Prazer em conhecê-la, Lis, o meu nome é David.
— Lis! Ouço a voz da mãe por perto.
— Acho que estão chamando você?
Ele aponta para trás de mim e encontro mamãe ao lado de Deus, que está encarregado de segurar os guarda-chuvas.