Capítulo 29

1188 Words
—O que você está dizendo é que você poderia ser meu pai, certo? —Ele garante que ouviu muito bem minhas palavras. Meu olhar não se desvia de seu rosto, regido pela diversão e felicidade causada pelas palavras que ousei verbalizar há pouco. Não tenho muita certeza sobre isso, ou sobre contar a ela, mas desde que chegou, eu contei. Ontem à noite conversamos e ela me contou sobre seu tratamento, então não pensei muito nisso e resolvi aproveitar o tempo livre que me resta, já que o negócio entre a empresa do meu pai e a da família da Manuela era finalizado por Ane. Então aqui estou eu, convencendo a criaturinha, tudo pelas costas da mãe. As palavras de Filipe, a insistência e empatia de Ane junto com as emoções que Lis desperta em mim, além das semelhanças que temos, me fizeram repensar todo o assunto e tomar a decisão de fazer o teste de DNA, só que não acho mais relevante para dizer a Manuela, eu também não deveria ter feito isso com Lis, mas ela é curiosa e inteligente, não quero excitá-la, porém, não consigo enganá-la tão facilmente. — Ouvi e li que ao repetir suas ações você consegue lembrar o que esqueceu. Talvez você devesse começar por aí, ela sugere, seu sorriso crescendo, então, você me daria um irmão mais novo, o tempo está passando e você me deve quatro, ela começa a enlouquecer. —Você me enganou naquela noite, convenha, garota, quem em sã consciência concordaria com um acordo onde teria que ter um filho por mês? —Um homem grande, com bons genes, apaixonado e menos inteligente que eu basicamente, suas últimas palavras se tornam um insulto. — Acho que o teste não é necessário, enfim, você é filha de Arthur, finalizo, fugindo da sala no meio de suas ligações. — David! Vou acusar você diante da minha nova vovó! —Ele ameaça contar isso para minha mãe e eu só estou me divertindo enquanto chego no elevador. —Ele está lá dentro, não acredite em nada do que ele diz — pergunto aos pais de David que saem do elevador no momento em que as portas se abrem. —Ok, pai de David não faz perguntas, ele apenas acena com a cabeça ao ouvir minhas palavras. —Posso me aproveitar de você e te pedir um favor? —questiono, indo além da confiança que me depositaram. — Conte-nos, David, ele imediatamente incentiva. Estou ciente de que Manuela vai procurar Lis na casa dela esta noite e quero fazer uma surpresa para ela, vou roubá-la por algumas horas, vamos jantar e gostaria que você pudesse cuidar dela esta noite, comento na esperança de que aceitem a minha proposta. — Claro que não tem problema, ele responde, deixo a emoção tomar conta de mim, acabo abraçando-o. Conversamos muito sobre minha recuperação, minha família, negócios e sobre algumas garrafas de vinho que dei a eles, pedi que enviassem na semana passada e há alguns dias entreguei. Conversamos um pouco sobre o estado de Lis e o quanto Manuela tem tentado encontrar um doador, já que há anos o diagnóstico médico tem sido desanimador e a cada dia que passa ela perde as esperanças, então estão tentando me fazer entender que o que ele está fazendo certo agora, quando ele conhece Arthur, é um dos testes mais difíceis que ela já teve que passar em sua vida. Tenho a oportunidade de assimilar um pouco mais o que ela viveu sabendo que os tratamentos não funcionam e que uma das poucas pessoas neste mundo que poderia ajudá-lo, seu pai, não se importou em deixar seu filho morrer, pelo fato de que ele imediatamente recusou a cirurgia. Além disso, eles me confessaram que não confiam em Arthur, muito menos em seu recente interesse pela filha, suas ações não fazem sentido. Por fim, terminamos nossa conversa e enquanto eles voltam para Lis, cuido de alguns assuntos pessoais que devo tratar no meu retorno à Itália, pois embora não queira ir embora, devo fazê-lo porque grande parte do meu a vida está aí, pois por outro lado, devo encerrar uma etapa da minha vida para poder estar completamente disposto e capaz de começar algo com Manuela, se ela quiser. Ao cair da tarde, volto para o meu apartamento com o propósito de tomar um banho e trocar de roupa. Consigo fazer isso rapidamente, para que às sete horas, no máximo, consiga estar na casa dos pais de Manuela, recebendo-a. na minha frente, usando um vestido vermelho justo ao corpo, os cabelos soltos caindo sobre os ombros e um lindo e excitante sorriso estabelecido em seus lábios vermelhos. —Droga! Agora sim, acho que estou no céu. – Sussurro, mas infelizmente para mim, devido ao silêncio da sala, todos me ouvem, começam a rir. — Mamãe, você é estúpida, diz Lis, fazendo até eu começar a rir. Recomendações - Ela pega a mãe pela mão e a orienta para me encontrar :quero ela aqui às doze e sem demora, sem mãos e apenas alguns beijos, a não ser que queira perder minha confiança e também suas mãos - avisa. É isso mesmo, avô? —Ela se vira e observo Wil conter o riso. — Eles são adultos, Lis, você é uma criança, vá para a cama, ele ordena e seus olhinhos se arregalam. — Não, melhor, para garantir que ele cumpra, vou acompanhá-los, não quero que ele se aproveite da minha mãe, diz, aproximando-se do casaco. — Hoje não, você vai ficar aqui com seus avós. Ele m*l chega à minha frente, minha mão vai até sua cabeça e eu o viro para que ele possa dar um passo para trás. —Eu chamo isso de traição e da pior espécie, você terá minha vingança, David, você saberá sobre mim, ela avisa e eu n**o. Aproveito a proximidade com sua mãe e a beijo, deliciando-me com seus lábios antes de pensar em me afastar e me aproximar do pequeno. Estando na frente, levanto seu rosto e libero seus braços. Olhe para mim, pergunto a ele, enquanto ela evita que seus olhos encontrem os meus. Vou sair hoje à noite com sua mãe, vai ser romântico, você não gosta, eu sei. Se ela permitir, vou te buscar e teremos um fim de semana só para nós, ok? —proponho e ela sorri, parece satisfeito com minhas palavras. —É normal eu sentir ciúmes? —ela sussurra em meu ouvido para que ninguém mais ouça. —Você não é meu pai verdadeiro, mas é meu amigo, você sabe disso, certo? —ele pergunta, um pouco hesitante e envergonhado por causa de seu comportamento. —Eu te amo, pequenina —Eu o abraço, pois não sinto nojo da atitude dele, pelo contrário, me causa muita alegria. — Já que você me ama, você deveria me dar meus irmãozinhos, lembra? —ela insiste, soltando minha risada em meio às negativas. — Devemos renegociar os termos do nosso acordo. —estou disposto a mudar sua opinião. — Não, você não vai me enganar, David, eu não sou burro. Ela mostra que não será fácil.
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