Capítulo 34

1142 Words
— Eles são apenas incompetentes malditos. — Não consigo conter meus insultos. Acabei de descobrir que eles têm microfones na casa daquele bastardo e os equipamentos para vigia-lo, nenhum foi capaz de intervir quando ele a atingiu exceto quando ele atacou a Lis. — É uma investigação de anos, alguns distúrbios familiares não vão arruiná-lo e se não realizarem o transplante esta semana, lamento, mas não têm mais tempo. — Sentencia o agente encarregado da investigação. — Por outro lado, não e o queremos aqui, Sr. Alex Aguiar, obrigado por dever alguns favores aos seus superiores no exército, caso contrário não estaríamos a falar, ele iria encontrar-se atrás das grades. — Eu levanto-me do meu lugar, tento ir contra ele, mas Filipe me impede. — Miserável — Não me prendo, insulto-o numa nova oportunidade. — Vinte e quatro horas, mais um minuto e apodrece na prisão — o bastardo sorri. — Eu me levanto e tomo meu lugar, tento ir contra ele, mas Filipe me impede. Ele quer me ver longe da investigação dele, a poucos metros de Manuela. A minha explosão estragou a operação deles para encontrar mais provas contra os cúmplices do Arthur, mas não me podem julgar, não quando a mulher que amo foi atingida por aquele raio que se aproveita da sua vulnerabilidade. — Preciso ver — Eu avisei o Filipe. — Quer ir para a maldita cadeia? Aquela merda que isso? — enfurece, o meu comportamento em relação aos agentes mudou o humor dele. — Não posso sair, não desta forma — lamento, mas não as minhas ações, consequências que acabaram de ter. — Desculpe, já consegui as passagens de volta para Itália e até a investigação acabar, não pode voltar para cá. — repetir a indignação que aqueles covardes infelizes impuseram como vingança. — Ela está no hospital, vamos rapidamente — suplico. Continuo insistindo. — Estou aqui para ver que você não faz algo e******o, se algo mais acontecer com você, sua mãe e irmã vão cortar minhas bolas. — Reviver suas ameaças. — Além disso, se você chegar perto, não só eles vão te mandar para a cadeia, você sabe, eles vão atirar em você se você está armado ou não, você quase morreu duas vezes, não tente a sua sorte. — Lembre-se da ordem e apenas me encheu de desamparo. Sair? Essa merda é o que eles me perguntam que raios! Não quero, mas se ficar, mandam-me para a prisão e de lá não poderei fazer nada, apenas preocupar a minha família, causar mais problemas de saúde para meu pai e minha mãe. Esta situação não me beneficia em nada, apenas Arthur, deixa Manuela mais uma vez à sua mercê e isso não me permitirá ficar calmo. Quero longe dela, a quilómetros de distância e não há nada que eu possa fazer para o afastar. — Leve-me para Lis. — Eu pergunto, eu sei que você está na casa dos pais de Manuela. — Para o apartamento, temos malas e você vai vê-lo, de lá, direto para o aeroporto. — Oferece e eu não posso fazer nada, mas concordo, aceito a única opção que tenho. — Obrigado. — Não me atrevo a negar, quanto mais insistir em alguma indignação, nem sucumbir aos meus desejos. Nós dirigimos para o apartamento e embalar apenas o que é necessário. Eu tomo um banho para remover o sangue do meu corpo, mas toda vez que fecho meus olhos, eu a vejo: seu rosto coberto de lágrimas, seu lábio inchado e quebrado, disse ela, contusões nas bochechas e evidências de um golpe direto nos olhos. Odeio o Arthur, odeio-o, e se a decisão recaísse sobre mim, matava-o com as minhas próprias mãos. Eu não contemplo mais a opção de permitir que a vida cuide dessa escória. Penso em Lis e no que lhe direi, desta vez se lhe partir o coração, que estava a tentar curar, mas o impulso produzido pela raiva, bati-me e estraguei tudo. Agora tenho que ir e a despedida será difícil. O pior é que não sei quando posso voltar. Nós vamos para a casa dos avós de Lis e a poucos metros de distância, eu o vejo nas escadas esperando, eu os avisei que ele viria, mas não se diga que é realmente uma despedida. — David! — Assim que saio do carro, ouço o seu grito. Ela desce as escadas com cuidado, mas ela faz isso correndo na minha direção. Assim que ela está a poucos passos de distância, ela dá um salto enorme e eu o pego em meus braços, eu a abraço com força. Não sei quando precisarei da oportunidade de tê-la na minha frente e estar tão perto um do outro. O amor que tenho por Lis é indescritível, não é fácil de explicar porque em pouco tempo, a pequena ocupou grande parte do meu coração. — Senti mesmo a tua falta. — Guincho no meu ombro. — E eu mais de você, pequenina. — A humidade aglomera-se nas minhas pálpebras por causa do sentimento que desperta cada uma das nossas palavras. — Vá lá, vamos lá para dentro, fique um pouco enquanto a mãe retorna. — Ela propõe mover-se, indicando que ela quer ir para baixo. Eu devolvo-o ao chão, mas recuso-me a acompanhá-la. — Não consigo, tenho de ir. — Respondo, percebo um enorme caroço na garganta, tenho de o esclarecer. —, mas prometo que vou devolver parece que se tornou um maldito hábito. — Leva-me com você, depois dizemos à minha mãe e ela pode ir, por isso nós três vamos conhecer a sua uma família, lembras-te? Você prometeu. Suas palavras viajam direto para o meu peito, acabam fragmentando meu coração. — Eu te amo, Lis, gostaria de poder levar comigo, mas é impossível para mim. — Tornar-me honesto com ela. — Você mentiu para mim, você disse que seria meu pai e você mentiu para mim. — Enfurece, suas mãos seguram, ela descarrega contra mim. Eu o abraço novamente, conseguindo detê-la, propondo se acalmar. A levanto subo as escadas com o meu aperto no pescoço e envolto em lágrimas, uma aparentemente incontrolável, causada pela minha estupidez. — Vou ligar, vamos jogar todos os dias depois da escola e do tratamento, e quando eu puder voltar, tu será a primeira que vejo, ok — n**a imediatamente, não quer aceitar a minha proposta. — Não, eu quero um pai e se você sair, eu não vou ter mais porque você vai esquecer de mim. — Posso ver a dor em seu coração. — Eu nunca te esqueceria, eu te amo Lis. Olhe, você está aqui. — Eu coloquei a mão dela no meu peito, nada vai tirar você daqui. — Beijar sua testa antes de tentar deixá-lo nos braços de sua avó. — David, não vai. — implorar, mas tenho de ir. — Eu te amo, pequena…
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