— E quanto ao acidente? — averíguo, já que isso pode ser um impedimento.
— Temos a certeza de que o pai de Lis tem algo a ver com isso, o seu ódio por David foi notado depois de o confrontar sobre Lis. Não tenho dúvidas de que foi ele e se encontrarmos alguma coisa para provar isso, ele vai para cadeia e o processo por violação do acordo de custódia, disse, vai ficar sem noções básicas revela a única maneira que eles podem se livrar.
Manuela tem tudo contra ela: A atitude de Lis em relação a seu pai por não a reconhecer e não querer da sua existência. Seria triste se eles fossem separados só porque aquele homem quer algo dela, pior, que eles mandem a pequena com a pessoa que não se importa em vê-la morrer.
— Aqui está, já procuro há algum tempo. Deus não atende o telefone e não tinha como saber sobre ele. — diz Manuela entrando no quarto.
— Olá, cunhada. — Fico sem cor com minhas bochechas rosas.
— Saímos por um tempo e quando voltamos, o encontramos lá, dormindo, abraçando-o. — Eu explico a cena na nossa frente.
Ele parece muito feliz, você pode ver que ele ganhou o amor de Lis e, embora ele não fale sobre isso, eu me lembro muito bem que a casa que ele adquiriu com Odete, foi muito boa. Tinha quartos, e não posso esquecer a sala de jantar com a qual desanima cada vez que a sua memória está muito presente, é imensa. Seu desejo de ter uma família com ela era evidente e que ela está experimentando isso com eles, é bom.
Todos os três são necessários, disso não há dúvida.
— Não deve estar lá. — Aponte para a cama e negue.
— Deixe-o, vou tirar-lhe uma fotografia para que no momento em que acordar tenha mais motivos para ficar aqui. — Sorria.
As chances são de que ele queira sair porque o que aconteceu pode lembrá-lo de Odete e como ele se sentiu impotente por não estar lá por ela, incapaz de protegê-la.
— Fique? — Ele importa-se e é o que eu menos quero que ele faça.
— O meu pai e a minha mãe ainda não sabem sobre o acidente, por isso, assim como eu o conheço, ele vai querer ir vê-los e deixá-los saber que. — Mentira está bem. No devido tempo, eles serão capazes de esclarecer as coisas e se David sair, ele será o único a dizer a eles.
— Bem, sim, se fosse eu, eu também responderia. — À minha resposta.
— Agora, falando sério e toda a verdade do mundo, jura-me que não te lembrava de David, ainda mais importante, que não se voltaram a encontrar mais tarde, eles tiveram uma noite de paixão que ninguém tem em sua memória e eles fizeram Lis…
— Diga Thau, por favor. — Pergunto Lis, já que já estamos atrasadas.
Antes de irmos ao tribunal, decidimos visitar David aproveitar a oportunidade para cumprimentar Ane e Filipe. Dependendo da decisão tomada pelo juiz, Lis pode não ver David novamente por um longo tempo, o que é triste demais por todo o amor que eu tenho pela minha filha e ele tem por ela também.
Toda manhã, ela me pergunta sobre ele, ela faz isso na esperança de que informe que ele já acordou e eu odeio decepcioná-la.
— Mamãe, mais um momento. — Rezamos com uma voz terna, juntando as duas mãos.
— Manuela, tem cinco minutos, por favor. — Emita David e isto me deixa cheia de vergonha.
Naquela noite, durante o jantar, a expressão em seu rosto, ouvindo aquela maneira amorosa que David costumava me abordar, era muito cômica. Naquele momento, nós dois rimos um pouco e comecei a imaginar como ele me questionaria quando eu chegasse em casa; no entanto, ela adormeceu e o acidente aconteceu.
— Já era hora, querida, diga adeus, por favor. — Eu não mudo de ideia.
Precisamos conversar sobre o que aconteceria, caso o juiz opte por aceitar os termos de Arthur enquanto chegamos a um novo acordo de custódia.
— Espero que quando voltar, possa encontrá-lo acordado. — Sussurra, mas todos conseguimos ouvi-la.
— Não seja mau, David, lembra que não tenho mais ninguém para brincar porque a mãe perde sempre, em vez disso, você é bom e ainda assim eu bati em você.
Refere-se ao seu hobby e eu sinto meus olhos começarem a coçar.
—Eu te amo, minha mãe também...
Depois de dizer adeus a todos na esperança de que tudo acabe como desejamos, enquanto Deus dirige, eu falo com Lis sobre isso.
— Muito bem sabe que te amo, a minha vida e se estivesse nas minhas mãos, nunca te deixaria ser tirado de mim.
Paro, a sensação que essas palavras desencadeiam, impede-me de continuar.
Eu respiro fundo, removo cada uma das minhas lágrimas, enquanto limpo minha garganta na tentativa de recuperar a nuance da minha voz. Em nenhum momento passou pela minha cabeça que Arthur ousasse isso, eu pensei que seria apenas ameaças, só isso, eu nunca pensei que chegaria ao ponto de querer me separar de Lis. Porque parei de insistir no transplante e tenho andado ocupada à procura de outra pessoa.
— Não chore, mamãe, eu não vou com ele. — Solto com segurança e ingenuamente, acreditando que a decisão está em nossas mãos.
— Eu amo-te, pequenina, sabes que te amo. — Repito rodeando-o com os meus braços.
— E eu muito mais, mamãe...
(...)
Eu observo todos ao meu redor, nos encontramos dentro de um tribunal de Londres. Estou sentado no banco do acusado, com o meu advogado, ao meu lado. Meu coração está batendo enquanto eu assisto o juiz no estande. A sala está cheia de murmúrios e olhares expectantes. Minha mãe está lá fora com Lis, enquanto meu pai está sentado atrás de mim ao lado de Deus. Sinto que toda a minha vida está pendurada por um fio.
Eu olho para o meu advogado, eu tento segurar minhas lágrimas. Só quero sair e abraçar Lis, pedir-lhe desculpa.
— Mrs. Christine Hathaway, este tribunal reuniu-se para discutir a violação repetida do acordo de custódia conjunta entre ele e o Sr. Aubrey Harper. Eu lhe diria que o violou ou acordo em várias ocasiões, recusando-se a entregar Noé ou os dados acordados.
Sinto um nó na garganta. Minha voz treme enquanto tento me defender.
— Meritíssimo, posso explicar. Não era minha intenção violar o acordo. Simplesmente, Lis e eu temos passado por tempos difíceis. Seu pai ... ele não entende as necessidades da nossa filha.
O advogado de Arthur levanta-se, num tom frio e calculista.
— Meritíssimo, a Sr. Manuela mostrou um padrão de comportamento que não só viola o acordo de custódia, mas também coloca em risco o bem-estar emocional de Lis. Acreditamos que uma medida de custódia provisória é necessária para garantir a estabilidade da criança.
Eu sinto uma pontada no meu coração quando ouço essas palavras. O Arthur quer fazer-me sofrer, vai tirar Lis de mim.
— Meritíssimo, não pode fazer isso. Não separe a minha neta da minha filha, ela estava errada, mas não é culpa dela que este homem é um mau pai, quem não está interessado no bem-estar da sua própria filha. — interrompe o meu pai com uma voz zangada.
O juiz, com uma expressão simpática, mas firme, olha para o meu pai.
— Senhor Deputado, compreendo como é difícil para si, mas hoje estamos aqui para fazer cumprir a lei, a que, por várias razões, a sua filha evitou.
Não consigo conter as lágrimas.
— Por favor, a sua honra. Lis é tudo para mim. Separar-nos só vai prejudicá-la mais. Eu posso mudar, eu posso seguir o acordo. Só preciso de outra oportunidade.
O juiz me observa severamente.
— Sr. Manuela este tribunal não pode ignorar o seu registo de incumprimento. No entanto, tendo em conta os melhores interesses de Lis, vamos conceder a custódia provisória ao seu pai, Sr. Arthur, até que uma avaliação completa possa ser feita.
— Espere, não me diga que está realmente a considerar essa opção — Eu imploro imediatamente, porque aceitar o que Arthur pede é uma loucura.
Se fosse apenas dinheiro, não haveria problema, até eu lhe daria tudo o que tenho, mas casaria com ele mais uma vez? p***a, isso deve ser uma armadilha, mais com o acidente, ainda não tenho provas, mas tudo em mim indica que foi ele quem deu a ordem para manipular o sistema de freio do carro de David.
— Que pai e esse que pode salvar sua filha, mas não quer pretende deixa-la morrer do que deixa-la viver e ser feliz. Vossa Excelência ele não ama sua filha e será que ele merece ficar com ela?