Capítulo 3

1031 Words
— Você já tem dez anos e este livro é seu? — Provavelmente. — Você tem medo da certeza? - Eu insisto. — Minha biblioteca, Shih!, ela não me deixou sair deles, ele sussurra e recusa, enquanto continua movendo tudo dentro dos painéis. Resolvi tomar um banho e descer para preparar o café da manhã em sinal de agradecimento pela sua hospitalidade e para me dar uma mão na chuva. — Então você é italiano? Percebo sua desconfiança. No entanto, sinto assim que levo um pedaço de chocolate à boca — Está solteiro? Observo com confiança. — O que?! Está em busca por uma explicação razoável para sua pergunta. — Minha mãe é solteira, tem trinta anos, e pelo jeito que você olhou para ela ontem, ficou claro que você se sente atraído por ela. Além disso, se você quer ter filhos, um ato que eu não me importaria, ela ainda está em idade reprodutiva e também li que os Italianos são bons amantes e que ela precisa de diversão na vida. Ouvindo isso, sinto o líquido expelido dos meus lábios e percebi que havia queimado minha boca. Essa menina e mais esperta do que nós adultos. — Que? Minha confusão vem à tona em meio às risadas um tanto malvadas deles. —Você tem mesmo dez anos ou está apenas brincando comigo? Pergunto tentando processar suas palavras. — Lis pare de me incomodar e vá tomar um banho, se vestir para a escola. A voz da mãe dela chega aos meus ouvidos e eu tento limpar a bagunça que acabei de fazer. — Bom dia, Sr. David! Ela me cumprimenta, cruzando a soleira da cozinha e tentando agir com naturalidade. —Bom dia, Manuela! Eu olho para ela e a vergonha invade seu rosto a ponto de ela desviar o olhar. — Ela está te incomodando? — De forma alguma, estamos apenas conversando ela e bem adulta para dez ano! —Ela está te usando a meu favor acredite essa menina da trabalho. —Uh... digamos que sim. Eu respondo, só para que a mãe dela não continue a chamando. —É uma ordem, Lis, ele confirma sua decisão. — Eu não me importaria de ter um padrasto. A criatura sussurra e meus olhos ficam arregalados. Meu Deus, essa menina e demais pensa minha mente. — Obedeça, Lis e deixe isso na biblioteca, ela exige, massageando o crânio e só posso concluir que a pequena é um pé no saco. Rapidamente, ela sai, deixando-nos sozinhos num silêncio um tanto constrangedor que a obriga a interrompê-lo. —Tem alguém encarregado de preparar a comida? Ele se dirige a mim sem poder me olhar nos olhos. — Eu percebi isso, mas quero agradecer por me dar sua ajuda, um banho quente e um teto para passar a noite, revelo, já que ontem foi um desastre total. — Acho que ontem à noite foi gratidão suficiente. Ele ri um pouco, tenta encontrar coragem para falar sobre o que aconteceu. — Estou passando por um momento difícil, sou um tanto sensível, por isso peço que não pensem que trago estranhos para minha casa e durmo com eles, muito menos que exponho Lis a tal risco. Ela justifica suas ações e eu apenas me aproximo ele. Assim que me encontro diante dela, levo delicadamente uma das minhas mãos até seu queixo e levanto um pouco, sorrio para ela, uma tentativa fracassada de lembrá-la, já que nós dois experimentamos ontem à noite uma sensação familiar, não tenho a menor dúvida sobre isso. — Eu nunca acreditaria nisso; porém, a culpa é minha, pensei que assim poderia me lembrar de você, Manuela, mas me empolguei e claramente, você também assume toda a responsabilidade. E mais uma vez, obrigado repito. — Não há muito o que agradecer, nós dois nós ajudamos ontem à noite. Ela sorri, mas o faz com tristeza, dá para perceber que algo a está dominando; No entanto, não me atrevo a investigar. — Eu tenho uma pergunta, o que você estava fazendo lá? Pelo terno, com nome e tudo, posso perceber que ele não é pobre e que algo o levou àquela situação infeliz. — Ele assume e tem razão. — Até poucas horas atrás eu poderia jurar que odiava seu país. — Não me preocupo em esconder o pouco que gosto de vir aqui. Porém, mudei de ideia. - Dou risada e suas bochechas ficam com uma cor avermelhada forte, azul-sagrado! É bonita. —Sempre que venho é só umas duas horas e depois vou embora, mas tenho uns assuntos para tratar e tenho que ficar pelo menos uma semana e confesso que não aguento mais ficar aqui, então quando cheguei ao aeroporto, decidi não esperar pelo meu motorista, pois ele estava atrasado e peguei um táxi. Sua doce risada à custa da maneira como tento fazê-lo entender que não estou aqui por decisão própria, inunda meus ouvidos e enche meus lábios de ansiedade, pois quero prová-lo novamente. — O fato é que eu não conhecia a cidade e o taxista se aproveitou e ficou dando voltas comigo. Expliquei porque estava na rua, naquela chuva terrível, para pedir ajuda. Confira o relógio do meu país, meu telefone, malas e documentos não gosto disso, mas você tem toda razão para desconfiar de mim. — Está bem, acredito em você! -disse Manuela para ele —Lis pode voltar a qualquer momento e fazer um monte de perguntas a você acredite ele não e como as outras crianças. —Ela justifica sua preocupação e simplesmente dá um assentimento, e óleo ou o que você vai preparar? —Ele está interessado em se livrar de mim, aproximando-se de dois queimadores. —Omelete! Limpo um pouco a garganta, mas é inútil, mas quando ela levanta as costas para mim e se vira novamente com um sorriso deslumbrante, para não dizer sensual e fico desconsertado. — O primeiro ovo e o segundo, pão velho? - tente adivinhar. — Rabanada — repito e se posso evitar, pressiono contra as gavetas  —. Boa Manuela! Você é a mulher mais linda e mais viva. —Eu não entendi—Ela ri, parece muito engraçada e nervosa por causa da minha proximidade.
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