— Para a água! — grito carregando Lis comigo.
— Não! E tarde demais.
A água nos cobre completamente e não fazemos nada além de descer ao lago. Eu abraço apertado e começo a flutuar para encontrar o riso dos outros e o rosto da criatura, olhando para mim assustadoramente.
— Você não queria entrar? Tentou ficar sério, no entanto seus gestos são serial killer.
— Eu não gosto do Davi, eu vou encontrar minha mãe outro marido — ameaça.
— Espos ... o que…?
— Nada. — Ela lamenta as suas palavras.
— Se não me falar, deixo ir e saio.
Planejo chantageá-lo e ela começa a rir.
— A única coisa boa que Arthur fez foi ensinar-me a nadar.
Ela minimiza as minhas palavras.
Ele é o teu pai? — Pergunto.
— Não, para a minha desilusão, foi o homem que a minha mãe escolheu por engano doar o esperma que me deu vida.
Respostas dando uma risada enorme.
De onde obtém tanta esperteza?
Eu descubro sem parar o meu riso, enquanto continuo a mover as pernas para me aquecer.
— Quando ver um anel seu na mão da minha mãe, falámos sobre ele.
Demonstramos as suas esperteza como empresário e desta vez n**o.
Manuela me atrai e é claro que o que eu sinto é mútuo, apesar disso, a conversa de ontem me fez duvidar um pouco sobre minhas intenções com ela, disse ele. Porque eu sempre fui um livro aberto quando se trata de relacionamentos, eu gosto de saber e deixar as pessoas saberem mais sobre mim. No entanto, com ela é um pouco impossível, já que assim como ela aceita que poderia haver algo entre nós, uma comunicação um pouco mais assertiva comigo não é permitida.
Mesmo assim, se funciona ou não, o que eu sou claro é que eu gosto desta pequena. Estou impressionado com a forma como cuidam da mãe e de quem está procurando maneiras de vê-la feliz, não importa a dificuldade que eu perceba que elas estão passando.
Não consigo pensar na razão pela qual o pai dela, a única pessoa que aparentemente tem a chance de lhe dar a ajuda que ela precisa, se recusa.
Nadámos até à plataforma de onde saltámos e saímos da água, para receber uma pequena repreensão.
— Espero que seja você quem cuida de lavar aquela camisa.
Aponta para Lis.
Seu suéter era branco, já que com a água do lago não é tão cristalina, mas um pouco nublada, acabou de mudar de cor.
— Podemos negociar.
Eu respondo e fica m*l comigo, mas eu apenas rio.
A tarde cai, então almoçamos na mesa ao lado do lago e depois voltamos para a cabana, onde, em vez de insistir com Manuela, eu me dedico a fazer a brincar com Lis, no entanto isso me consola e logo depois vi ela no seu vídeo game e fico admirando.
— A tua mãe deixa-te jogar isto?
Continuo com a minha dúvida depois de ter sido massacrada pelo pequena dedo hábil.
Em minha defesa, não conheço este videojogo, exceto os controlos, é o que vou dizer quando alguém me perguntar qual foi uma das minhas derrotas mais embaraçosas.
Sou um amante de videogames. Depois de um longo dia de trabalho, seja no campo ou na empresa da minha família, faço o download por trás da enorme tela, fones de ouvido e um console, isso mais e minha reserva secreta de vinho que espero que seja herdada por três ou mais gerações, meus sobrinhas ou se a qualquer momento eu ousar, meus filhos.
Abandonando parte dos meus pensamentos, retornando para pequena ao meu lado, o nível de ação do videogame é para aqueles com mais de treze anos e ela está três abaixo. Embora, investigando o assunto, em relação aos seus comportamentos, eu poderia jurar que ela é a alma gêmea do meu pai, daquelas pessoas que se dão bem, já que suas personalidades são semelhantes, mas ao mesmo tempo diferente. No entanto, isso pode ser porque, como Manuela me deixou saber, ela leva as palavras de seu avô muito a sério.
— A violência é má, nunca o farei e se sobreviver às dez, quando crescer, serei médico, especialmente cirurgião, salvando assim muitas vidas.
Dá uma resposta à minha pergunta, enquanto não se atrevem a tirar os olhos da tela.
— Céus! — A minha atenção é captada pela loira que acabou de entrar.
— Mamãe, não, eu estou esmagando David. — Imploro, mas sem sucesso.
Nós dois vemos a tela escurecer depois que sua mãe nos deixa com corrente elétrica.
— Queria acampar? Bem, estamos quase no meio da floresta, então saia e aproveite a natureza, jogos de vídeo em casa mocinha.
— Mas lá não tenho ninguém com quem jogar, eu sempre te venci e tu não me deixas contactar outros jogadores.
Ela queixa imediatamente. Sua carranca está franzindo a testa e, pela segunda vez, sinto que ela se comporta como uma criança.
— Eles são adultos, estranhos e você tem apenas dez anos de idade, mesmo assim, você me entende perfeitamente.
— Posso brincar com ela, não me importaria.
Ofereço-me instantaneamente.
Se você sabe o que sua mãe gosta quando se trata de sair e jantar, tenho certeza que você sabe de uma maneira eficaz de baixar a guarda.
— Você conhece mamãe ...? — Fique pensativo.
— Pense nisso, David deve ser meu pai ou melhor, me dê uma irmã ou um irmão, ou se você ousar os dois, mas em menos de um ano, já que nunca se sabe o que pode acontecer no futuro e nem comigo.
Especula com inocência ou que eu quero acreditar.
Nós olhamos um para o outro, enquanto ouço o menina sair depois de nos deixar em uma situação um pouco estranha.
— Deus, Vitoria e eu vamos à cidade comprar algumas coisas que precisamos para o churrasco e como o Filipe disse que não vai sair da cabana, temos uma baby-sitter, querem juntar-se a nós?
Estende o convite para mim.
— Coloco os meus sapatos e alcanço-os. — Aceito.
— Ok! Ele vira-se e afasta. — Lis! — Ouço o grito e só posso sentir pena dela.
Eu me preparo rapidamente, para encontrá-los lá fora, esperando por mim. Manuela e eu estamos saindo em um dos campos, enquanto Vitoria e Deus estão saindo no outro, já que devemos trazer muitas coisas, ou então eles explicaram o momento em que eu questionei.
A estrada para a cidade é de quase quarenta e cinco minutos, então enquanto eu dirijo, para não gerar pressão, muito menos forçar uma conversa, eu coloco alguma música. Cada música que sincroniza o rádio canta com paixão, deixando-me surpreso com a quão bonita é sua voz.
— Acho que não conheço uma música ou não me diga que é tão chato.
Perguntar sem poder assimilar que só a tenho ouvido.