— Obrigado por nos trazer.
Estamos em frente à casa dela, só que ela, Lis, eu e Deus, vamos ficar com a família dele hoje e o Filipe nos abandonou. Ele foi direto para o aeroporto porque temos que lidar com um assunto importante em outro país.
— Criatura, deixas-nos em paz por um momento? — Cid e Manuela está apenas a divertir-se da forma como me dirijo a Lis.
— Um pouco apenas.
Eu vejo abrir a porta e sair da parte de trás do carro, indo para os degraus da entrada da casa onde ela se senta sem olhar para longe de seu videogame.
— Como sabe, Manuela, odeio este país. — Brinco e divirto-me fora time.
Adoro o seu riso, apesar de disso, prolonguei uma estadia minha, mas como tudo de bom termina, tenho que viajar, tenho que atender a algumas questões.
— Só para ouvir sua tristeza em olhar, ele tenta surpreendê-la.
— Mesmo assim, eu não pensei que eu vou viver facilmente, espero que você vai se comunicar e também responder aos pequenos tons. Nota seu iluminar novamente.
— Vou pensar nisso. — diz que quer torturar-me e não é justo.
— Se quiser perder, estarei sempre pronto para ouvi-la, por isso não hesite em me ligar a qualquer momento. —Davi se oferece.
Quem deve voltar e não diminui meu interesse por ela e agora mais do que nunca em Lis, já que começo a entender cada uma de suas palavras, do desejo de que Manuela esteja com alguém caso ela não consiga encontrar um doador.
Eu ainda não entendo onde ela recebe tanta força nessa idade, a maneira como ela se preocupa com sua mãe e negligencia a situação que ela está passando.
— Obrigado, realmente, obrigado por ouvir, precisava de desabafar com alguém que não fosse o Deus.
Confessa trazendo a mão para mais perto da minha cara, guiando a bochecha até aos lábios.
Eu me viro um pouco e capturo seus lábios, eu me dou o privilégio de experimentá-los novamente e ela não coloca oposição, ela apenas se deixa ir, o que me deixa completamente satisfeito, disse, já que não tenho dúvidas de que seu coração bate com o mesmo impulso que o meu toda vez que nos beijamos.
— Se eu disser que adoro, vai pensar que estou maluca? — murmúrio nos lábios dele.
— Se assim for, precisaríamos de um hospício onde ambos somos recebidos por — E negamos antes de beijá-la novamente.
— Eu devia ter-me deixado ser roubado há anos. — Atrevo-me a fazer outra piada em referência a esse dia.
— Se tiver uma máquina do tempo, certifique-se de que é há onze anos. — Sugerir.
— Agora, tenho que entrar e ajudar a Lis a acompanhar a escola, fazer uma boa viagem, Sr.Davi. — Tento despedir dele.
Abro o porta-luvas e tiro dois dos colares: as duas metades do coração e ela olha para mim surpresa.
— Isto pertence lhe e o outro é para Lis.
— E a chave? — Curioso.
— Vou fazer com que nada nos separe. Prometo e espero poder cumprir.
— Falei com Deus e agora que indo para França, vou tentar contribuir com meu grão de areia para a busca de um doador, já que não há necessidade de desistir. Se esse homem não quiser ajudar, encontraremos aqui, na França e, se necessário, na China ou na lua, alguém que deixe vê-la crescer e tornar-se uma cirurgiã que me disse que quer ser quando crescer.
— Sério?
Os seus olhos estão invadidos por lágrimas que sem permissão descem pelas suas bochechas.
— Estou em dívida com Lis por duas razões: Ela ajudou-me quando eu mais precisava dela e fez-me conhecê-la, eu seria um i****a se não tentasse fazer algo sobre isso. Além disso, eu sou um fã dessa criança e quanto a ela eu a amo, é impossível não se apegar a ela. — Davi revela.
Eu odiava vê-la triste, só queria observar aquela seriedade que esconde o lindo sorriso que ela mostra quando quer. Além disso, suas emoções se tornam as de Manuela e percebê-la aflita, preocupada a ponto de ficar desesperada, é algo que eu começo a odiar.
— Então eu tenho que ir para uma sala de operações ou melhor, eu sacrifico minha irmã. — Rir no meio do choro.
— Vamos ter esse rim, então, se calme, e de ficar nervosa, concorda?
— Acho que não lhe posso pagar pelo que está fazendo Sr. Davi! m*l se conhecemos e está fazendo pela minha filha o que o pai dela deveria fazer.
— Primeiro, Davi, Manuela, e apoio a Lis, depois resolvemos o tal casamento e levar um golpe? — Essa Lis não tem limites.
— Obrigado! — Permiti um último beijo, já que, aparentemente, estou a ficar viciado no sabor dos teus lábios.
— Vamos lá. — Ela sai do carro
Estou a sair e me próximo de Lis.
— Vou embora por uns dias, mas a tua mãe disse que se quiser pode me ligar a uns jogos novos já que quero a minha revanche. — Eu converso sobre o que falei com Manuela.
— Você vai manter a sua promessa? — pergunta franzindo a testa.
— Claro que sim, Lis. Cuide de sua mãe, não deixe que nenhum outro homem está se aproximando dela para que ela seja nossa, uma parte para você e a outra para mim, não deixe. — Recomendando antes de ir.
— Isto é para você, manter conectado comigo e dei uma outra metade para sua mãe.
— Prometa que devolverá?
— Tome isso como garantido.
Recupero a minha altura, aproximo-me de Manuela uma última oportunidade dou beijo na bochecha. Eu não arrisco fazer isso em seus lábios porque Lis está presente e eu não quero que ela fique chateada, muito menos cause falsas expectativas.
Eu queria fazer algo por essa garotinha que ganhou meu coração. E sinto que e meu dever mesmo sabendo que não e minha filha de sangue mas como dizem pai e quem cria e se eu casar com a mãe dela será minha filha. E amo de todo o meu coração nunca pensei que isso pudesse acontecer mas vou fazer o impossível para salvar ela malandrinha.