Capítulo 26

1041 Words
Eu ouço seus passos, eu me levanto e tento ficar assim o maior tempo possível. — David! — Ouço o seu grito e o sorriso no meu rosto, só denota felicidade. Eu fico no mesmo lugar, enquanto de braços abertos, espero que ela se aproxime. Assim que ela está na frente, eu tento me curvar um pouco e cercá-la; No entanto, eu não me atrevo a igualar sua altura, menos a levantá-la, porque só por um milagre, eu não posso fazer isso, eu carrego meu próprio peso e me levanto. — Como está? — pergunta com um enorme sorriso na cara que tende a infectar-me. — Melhor. — Eu respondo acariciando o cabelo dela, deixando os meus olhos derivarem para o verde dos olhos dela. — São idênticos, penso eu. — David ... — pronuncia e a minha visão passa de Lis para a mãe dela. — Manuela... — Vamos lá, é altura de evacuar o local. — diz o pequenina, desencadeando o riso de todos os presentes. — Obrigado. — Eu verifico sem poder tirar os olhos delas. Tenho estado furioso, desapontado e coisas sem fim, sentimentos que não posso decifrar, nem entender, e é culpa dele. Eu tentei me comunicar, mas ela simplesmente me ignorou e é por isso que eu desisti, eu entendi que se eu continuasse insistindo, isso só traria problemas para ela e ninguém obteria nenhum benefício. — O que está fazendo aqui? — pergunta, deixando de lado aquela forma particular e não muito pessoal em que nos comunicamos desde o primeiro momento em que nos encontramos novamente. Eu permaneço em silêncio enquanto me aproximo e consigo perceber a umidade descendo de seu rosto. — Agarre! — avisa Filipe quando vejo que tropeço nos meus próprios pés. — Eu tenho você. — Sorria com os olhos encharcados. Ele me segura com força, virando meu sutiã, impedindo-me de cair no chão. Eu respiro fundo e tento coordenar para ficar em meus pés, enquanto uma das minhas mãos viaja para o rosto e a outra, se agarra à cintura. Não tenho vontade de deixá-la ir. — Desculpe ... — tente pedir desculpa pela forma como ela se despediu no hospital, mas os meus lábios interrompem-na. Eu não paro, de observar seus lábios, já que, embora a dor das memórias que reviveram o acidente, estejam presentes todas as vezes, devo admitir que senti falta dela. — Estou apaixonado...? — Manuela... — Rosna na direção que as minhas mãos estão para pegar em seu cabelo e o desejo que surge num dia em que vençamos a chuva e eu tenha uma oportunidade de vê-lo novamente. — Paro, desisto, não insisto, não quero aproveitar meu desamparo — revelo e tento me conter. Dificilmente especificamente, por alguns minutos, está claro para mim que nada vai acontecer entre vocês, pois, à medida que a manifestação se aproxima a cada minuto, algumas horas atrás, então, ao mesmo tempo, ele não consegue controlar seus movimentos. Não há necessidade de eu demorar muito, nem do fato dela recusar, ou se dissipar, ou do desespero que leva meu corpo neste exato momento, mas sim da maior ou pequena confissão que ele fez na frente de todos. — Você realmente diz? Não faça nada além de duvidar que minhas orelhas estão queimando. — Lembra-te de mim? —pergunta para longe dos meus pensamentos eu a desejo. Eu tinha vergonha de ouvir o que Ane fala sobre David e eu, que nos conhecemos na infância, e que o assediava e, por último, mas não menos importante, eu não lembrava dele, mas o sabia que o sentido causado por cada beijo não era estranho. — Eu era uma garota. — Estou tentando encontrar uma forma de justificar meu comportamento naquele momento. — Em minha defesa, agora entendo porque estou viciado em seus lábios. — Revela que o blush está depositado em meu rosto. Também pela razão de o azul dos teus olhos se ter tornado algo familiar para mim. Meus olhos namora os seus olhos, dedico-me a apreciar as tuas carícias. Já faz muito tempo que eu não precisava dizer, uma forma de descrever o inferno que estou suportando e, não é verdade, não é para sempre, é por um breve momento, não me arrependo, não porque, como o David, não me sinto m*l e nem um pouco do meu ser, vivo ou mesmo sentimento, aquele que apenas se expressa, dizendo: Eu me apaixonei. — David! — chorou um pouco quando minhas costas acabam descansando nos lençóis e no corpo dela no meu. —Sh! Você quer que a polícia venha? —ele pergunta em referência a Lis e eu silencio minha risada. Começo a negar enquanto minhas mãos vão até seu pescoço e tento trazê-lo para mais perto, já que não terei nem um pouco de privacidade dele, preciso de mais beijos. —Você tem medo dele? —sussurro perto de seus lábios. — Não para ele, sim para os bebês, comenta, rindo, enquanto aquelas ideias malucas voltam à minha mente. Pensei nisso, em diversas ocasiões, fiz: outra gravidez de Arthur. Um bebê seria a solução para o problema de Lis, pois poderia ser o rim de que ela tanto precisa; porém, seria um ato pouco altruísta, pois só o traria a este mundo para não perder minha filha, e não porque realmente queira ser mãe mais uma vez. Mas a vida sabe conduzir a nossa vida como bem entende, pois mesmo que eu me propusesse a consegui-lo, não daria certo, pelo fato de Arthur, em meio às censuras a Lis, me ter revelado que fez uma cirurgia isso evitaria cometer esse “erro” em uma nova oportunidade. Suas palavras apenas lhe confirmaram que ele nada mais é do que um ser egoísta, que só está interessado em seu próprio benefício e no benefício que pode adquirir através do sofrimento dos outros; apesar disso, tomar essa decisão foi a melhor coisa que ele fez em toda a sua existência, pois nenhuma outra criatura merece o desprezo que demonstrou por nossa filha. — O que você pensa sobre? —Em uma nova oportunidade, isso me liberta da minha mente e eu agradeço. — Bem, está demorando muito para me beijar de novo, não acha? —Como defesa, minto automaticamente.
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