Capítulo 9

1674 Words
O tratamento não funciona, temos de agir o mais rapidamente possível, uma vez que o seu rim irá finalmente falhar e terá de estar aqui até que um novo seja encontrado. Suas palavras não deixam minha mente, elas só fazem a bebida amarga assumir com muito mais força de todo o meu ser e as lágrimas querem continuar transbordando. Eu tentei de tudo, bati em muitas portas, até ofereci dinheiro; no entanto, ninguém apareceu que queira doar para Lis é compreensível, ainda, a busca torna-se desesperada e a espera acaba com todas as minhas ilusões. A cada dia que termina, vejo ainda mais perto o momento em que seu corpo não resiste e a vida a tira de mim. Toda vez que participo dessas consultas, sinto-me culpado porque, se minha diabetes fosse detectada ao mesmo tempo, nada mais estaria acontecendo. Foi por minha causa a infecção de Lis se nada disso estivesse acontecido ela estaria bem. Nada adiantava falar com Arthur ele não iria fazer nada para salva-la. — Onde há? pergunto ao lado de Deus — Com o meu novo padrasto. Ela reage, batendo no ombro. — Mas ele não é nada meu, ela apenas ri. Ele é maluco, tenho a certeza acrescenta e não consigo pensar que tenho essa doença, quando vamos entender isso? E só pedir e assinar em silêncio. O que aconteceu foi errado, apesar da dissidência, eu não preciso que alguém para me lembrar e, aparentemente, Deus não entende. — Nunca, quer ir acampar? — É quase meia semana, há escola, você tem um emprego, não há tempo para isso, além disso, você odeia essa parte da natureza quando se trata de mosquitos. Como eles diriam: Eu sou doce para eles. Eles sempre me atacam, sabendo que há mais carne fresca por perto. — Convide as meninas, pediremos permissão na escola eu insisto. Lis queria acampar por um tempo, mesmo assim, eu recusei, agora tudo o que ela quer é passar mais tempo ao seu lado e ir acampar, é vê-la feliz e acompanhá-la. — Ok, Pronúncia de Manuela. Sempre que ela desiste, ela me chama pelo nome. — Vamos lá? — Você o conhecia antes de pegá-lo na rua? — Não me esqueceria desse rosto, exceto pela forma flagrante e evidente com que respondo. Não posso negar que gosto disso. O problema em me ver dessa maneira e depois falar Italiano torna-se uma fraqueza, devido ao fato de que eu sempre amei essa língua e sua acentuação, mas quando tento aprender, não retenho nem um pouco, porque a informação entra por um ouvido e sai do outro. — Lembre-se também de que nas ocasiões em que estivemos na Itália, por ordem de meu pai, você se certificou de que ele não cometeu nenhum erro e, portanto, estava navegando no passado. Quando você diz que ele é louco, ele é o cara legal ou o bandido? — Fico empolgado um pouco por curiosidade. — Descubra. sugere seguir em frente. — Deus! Eu levanto minha voz enquanto vou atrás dela. Por mais que eu tente igualar seu ritmo, calcanhares e paralelepípedos, deixe-me em grande desvantagem. Quando finalmente chego, me encontro na frente dos quatro, diante do sorriso de Felipe que se diverte com a reação de David. — Bom dia! — Saudação. — Ho ... oi, Manuela. — Limpa a garganta e ri. Acho que sou velho demais para essas situações, mas não negarei que goste da atenção que isso me dá. Faz muito tempo desde que o recebi. — Mãe, podemos ir almoçar com o Davi e o Filipe? perguntar Lis. — Posso comer Ratatouille ou Galeto eles são vegetais, por isso é saudável. — Isso vai fazer você feliz? — Eu a vi sair do escritório e ela estava muito triste, isso dói. Eu odeio vê-la assim, caída e fora de espírito. — Sim, muito. — Então, andando. — Eu pego a mão dela —, nós os seguimos? — pergunta. — Não, vou contigo, acho que o Filipe não sentirá a falta. Ele abandona o motorista, fá-lo dando um passo em frente. — E um traidor! Fala pelo tom que usa, deduzo que não é uma coisa boa. — A menino fala italiano. Grita à distância e o rosto de Felipe fica muito pálido. —Merda! — Essa é a única coisa que compreendo perfeitamente. Desculpe, mas ele é um i****a para os seus amigos. — Justifique. — Que você mora em uma casa, no país, não faz de você um campista. Responde Felipe antes da minha oferta. A p***a não faz nada além de se divertir, opondo-se a mim em tudo o que eu digo. Acho que já não consigo resistir. Vou acabar por bater-lhe da próxima vez que abrir o focinho só para me envergonhar. — Sim mamãe, vai ser divertido. Peço a Lis que junte as mãozinhas, cumprindo parte do nosso acordo. Vou fazer sua mãe sorrir e ela deve me ajudar a cumpri-lo. — Ok! A aceito o apelo da pequena que, do seu lugar à mesa, pisca para mim. — Vamos sair às cinco, espero por você em minha casa, Filipe. Estende também o convite e o rosto dele está deformado. — Não estou incluído. É recusado instantaneamente. — Eu espero por você. — Parece a tua irmã ou parece-se contigo. — Fala Deus chamando a minha atenção. — Conhece Ana? — Pergunta imediatamente. É um pouco tarde, jantamos, as crianças e Manuela estão dormindo e estamos desfrutando de uma garrafa de vinho. — Sim, num evento, ela foi oradora e foi por isso que me deixaste tão familiar, perguntei à Manuela, depois comecei a investigar e descobri que ela tem o seu nome de casada, mas eles são quase idênticos. Apesar disso, isso não responde por que eu acho que conheço Manuela, ou talvez eu conheça, já que estive em dois eventos e vi os lembretes, entre eles, registros fotográficos. Ainda assim, me sinto um i****a por não lembrar dela. — Vamos dormir. — diz ele. Ele ajuda sua esposa a se levantar e imitá-la. — Eu te demito. Fico mais um momento, até terminar a minha bebida. Recolho tudo e regresso à “cabana” que é quase do tamanho da minha casa na Itália, para entrar na cozinha e deixar tudo no seu lugar; no entanto, eu paro e apenas observo a loira na geladeira, devorando o recipiente de sorvete. — Então eu queria encontrá-la. Eu falo e um assalto junto com uma pequena e grito. — Raios! Não é engraçado. Você reclama e tenta me segurar por que você está me assustando, Sr. Davi? — pergunta. Eu cerco a parede de madeira para estar do mesmo lado que ela, o que é uma péssima ideia, já que seu pijama poderia me fazer perder a pouca sanidade que me resta. Tem merda! Eu olho para longe, tento me concentrar na garrafa e nos óculos em minhas mãos. — Não foi minha intenção. — Eu respondo. — Porque é que ela está acordada? Pensei que estaria a dormir ao lado do Lis. digo-lhe o que consegui assumir quando decidiram subir. — Não consigo adormecer. — sorria. Atrevo-me a virar e mais uma vez, meus olhos estão fixos nela, desta vez, eu não consigo fazer mais nada em seu rosto. Caminhe onde estou, com o sorvete e uma garrafa de doce de leite em suas mãos. — Dieta! Li o envoltório do recipiente e aceno de cabeça. — Gosta mesmo dessa atrocidade? — Já que não quer me diz respeito, falta saber. — O dia em que engravidei, tive diabetes gestacional, a minha filha o desenvolveu e isso torna a sua saúde uma bagunça e pode voltar a ter diabetes, vai entender. — Respondo — Quer experimentar? Ofertas deixando o pote no balcão ao lado do doce de leite. — Se — eu afirmo. No entanto, arrisco, atrevo-me a levá-la pela cintura, um ato que a pega de surpresa, eu a levanto, colocando as pernas em volta do meu torso e as mãos um pouco frias viajam para a minha nuca. — Davi, com uma voz fraca quando as minhas mãos acariciam as suas coxas e o meu rosto está posicionado à frente do dela. — Claro, quero tentar, Manuela… Sem encontrar qualquer oposição, ele atacou seus lábios e não só andou suas pernas, mas eu me deleito com a pele nas costas que imediatamente o faz torcer e ofegar novamente, desta vez, nos meus lábios. Meus dedos caminham de volta, enquanto nossas bocas continuam a debater aquela batalha em que me encontro em desvantagem. Eu paro, eu faço isso mais uma vez em sua cueca, percebendo a umidade novamente. — Não, para que raios! — Maldição pela segunda vez esta noite. — Manuela. — Não. Se você vai ficar aqui o resto da semana, você terá que me prometer que vamos manter a nossa distância, porque eu não vou negar isso, me atrai, eu gosto, Davi, mas acima está a minha filha e o exemplo que ela poderia tomar disto, não é o que eu quero dar-lhe. — Eu entendo perfeitamente. — Em vez de estar aqui, desejando que isto acabasse na cama, devia pensar numa forma de ajudar a minha filha. — E obrigado, agradeço muito aquele que fez a sua tarde feliz, continua a ser sensível, pois a voz dela enfraquece um pouco mais. — Foi doloroso vê-la chorar, como fez agora. — Eu removo a humildade da cara dele. Por isso se houver alguma coisa que eu possa fazer, sinta-se à vontade para me perguntar, eu estarei disposto a ajudá-la com o que você precisar. — A única pessoa que pode é o pai dela e ele não se importa ... — A voz dela quebra e a raiva no meu peito aumenta. Não conheço aquele homem, mas começo a odiá-lo. Apenas um miserável não se importaria com o sofrimento da filha e da mulher que ele deveria ter amado um dia. — Se precisar falar com alguém, Manuela, pode falar comigo, eu estou aqui enquanto precisar…
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