Por Pouco

1489 Words
Kakashi Olhei pelo retrovisor e vi que se aproximavam aos poucos. - Vou precisar fazer manobras perigosas. Fique atenta caso precisemos fazer algo. - Avisei Naomi assentiu e se segurou no banco. Estávamos correndo pelas ruas da cidade e os caras não desistiam. Vi que estávamos nos aproximando de um cruzamento e aproveitei a oportunidade. O sinal fechou e acelerei. - Kakashi! Ficou maluco?! - Gritou a loira - Relaxa, caipira. Passei a marcha rápido e fiz um drift, jogando o carro para o lado direito e seguindo outra direção. Vi um dos carros tentar fazer o mesmo, mas acabou batendo, sobrando só um. - Você ainda me mata. - Ela pôs a mão no coração - Não relaxe agora, nós temos um ainda. Mesmo com minhas manobras, o carro conseguia nos alcançar. - Alguma idéia? - Perguntou - Esse carro é do cara, né? Então, se tinha uma arma aí, deve ter outra coisa por aqui. - Falei - Boa. Eu vou ver. Ela se esticou e procurou nos bancos de trás pelos espaços dos bancos. Virei e ela quase caiu no meu colo. Se concentre, Kakashi. Sem esses pensamentos agora. - Não tem nada aqui. - Disse - Procure mais. Ela passou para a parte de trás e procurou. Vi pelo retrovisor que a loira tirou o banco e encontrou algo. - Tem uma granada aqui. - Voltou para o seu lugar com ela na mão - Só uma? - Sim. Então só temos uma chance de explodir eles. Mas tem que ser onde não machuque os civis. - Tá. Já sei o que onde. Viramos e saímos da cidade, entrando em outra estrada. - Preste atenção, tá? Só temos uma chance. Quando eu virar, você vai jogar a granada dentro do carro deles. - O quê?! - Fique atenta! A estrada estava deserta. Diminuí um pouco e esperei o momento certo. Quando chegaram mais perto, acelerei, passei a marcha e puxei o freio de mão, virei o carro 180° graus e quando eles passaram, Naomi jogou a granada lá dentro. Seguimos caminho e vimos o carro explodir. - Boa! - Ela comemorou - Beleza. Agora temos que... Parei quando escutei seu gemido de dor. - Que foi? - N-Não sei. Ela levantou um pouco da saia do vestido e vimos sangue sair de sua perna. - Como não vi isso antes? - A adrenalina. Você focou tanto nos inimigos e em fugir que acabou não sentindo. - Mas agora, está doendo. - Nós já vamos parar, só preciso achar um lugar bom. Estamos em outra cidade e eles ainda podem estar atrás de nós. Naomi Nunca tinha levado um tiro antes, só de raspão. E aquele estava doendo bastante. O carro parou em um lugarzinho que ficava a beira da estrada, não parecia confortável, mas teria que dar pro gasto. - Deixe-me ver se tenho algum dinheiro. - Kakashi revirou seus bolsos Não levamos carteiras em caso de deixarmos cair. - Encontrei um pouco. - Falou ele - Tem algo aí? - Acho que sim. Mas preciso que não olhe. - Por quê? - Só faça isso. Ele revirou os olhos e virou a cabeça. Peguei dinheiro na parte do bojo do vestido e ajeitei ele. - Pronto. - Falei - Quantas coisas você esconde em si mesma? - Será que pode ir logo? Isso tá doendo! - Foi m*l. Fique aí que vou ver se tem quartos. Consegue aguentar? - Sim. Vi ele sair e entrar na recepção. Peguei uma outra faca e rasguei o paletó que ele deixou ali, enrolei na minha perna, e consegui estancar o sangue. - Tenho uma boa e uma má notícia. - Ele apareceu - Fale logo. - Quer a boa ou a má? - Só fale logo! - Calma. A boa, é que consegui um quarto. - E a má? - É o nosso dinheiro só deu para um quarto. Suspirei. O vi dar a volta no carro e abrir a minha porta. - O que vai fazer? - Perguntei - Te ajudar. Ele me pegou no colo e fiquei surpresa. - Vamos, minha noiva. - Brincou - Vai pra m***a, Hatake! Ele riu e conseguiu abrir a porta. Me levou até uma cama de casal e deixou-me nela. - O tablet tá com você, né? - Perguntou - Sim. - Mostrei - Ótimo. Vou ver se eles têm um quit de primeiros socorros e vou me livrar do carro. Já volto. Para tentar esquecer a dor, peguei um controle ao meu lado e liguei a pequena TV. - Só tem cinco canais? Que saco. Deixei em um jornal qualquer e tentei prestar atenção para esquecer a dor. - ...Nesse último sábado, o bilionário, Hyuga Hiashi esteve no hospital, fazendo outra de suas doações. - Disse a jornalista - Ele é mesmo incrível, não é? - Falou o outro - Falando em Hyuga, sua filha, Hinata, foi fotografada em sua ilha particular com algumas crianças. - Ela disse que aquelas crianças eram do orfanato, e que as levou para elas desfrutarem um pouco da vida. - Eles são mesmo incríveis. A porta foi aberta e Kakashi apareceu com uma caixa em mãos. - Demorei muito? - Um pouco. Ele ficou de joelhos ao lado da cama e abriu a caixa. - Vou precisar levantar um pouco do vestido. - Tá. Mas é para manter seus olhos na ferida. - Pode deixar. Fiquei com a perna um pouco levantada e ele limpou um pouco do sangue, em seguida, tocou para tentar tirar a bala, mas gemi de dor e ele parou. - Preciso que você fique quieta. Não quero machucá-la. Depois de estar mais relaxada, deixei ele terminar de tirar a bala e também, tirar pequenos pedaços de vidro que grudaram ali. - Kakashi, quem são esses Hyugas? - Estou surpreso em saber que não os conhece. - Esse tal Hiashi é prefeito da nossa cidade? - Não. Mas quase é. Ele e sua família são bilionários. Quase sempre estão na televisão por terem feito algo legal. Como doações, festas e outras coisas mais. - Quem pode, pode. - Pois é. - Ele levantou e foi lavar as mãos sujas de sangue - Agora, vou enfaixar a ferida. Observei ele enfaixar minha perna e meu olhar foi para o mesmo. Agora, sem a parte de cima do paletó, ele estava com uma camisa social branca que marcava bem seus braços, as mangas dobradas e os primeiros botões estavam abertos. - Se continuar olhando, não responderei por meus atos. - Falou me fazendo corar - Não sei do que está falando. - Disfarcei - Afinal, aonde você vai dormir? - E aonde você acha que vou? - Não vai dormir ao meu lado. - E por quê não? - Quero você e suas mãos longe de mim. - Eu não vou te fazer nada, a não ser que você queira. - Você é um i****a, Hatake. Ele levantou de novo e foi para o banheiro. Deitei e bem devagar, para não a minha perna não doer, me ajeitei e me cobri. Virei de lado e bocejei cansada. Estava quase caindo no sono, quando senti ele deitar ao meu lado. - Vamos fazer o seguinte. - Me sentei - Já que quer dormir aí, vamos colocar um muro. O Hatake estava sem camisa, com as mãos atrás da cabeça e riu quando eu disse. - Um muro? Por acaso está com medo de mim? - Não. Só quero distância. Como tinha quatro travesseiros, peguei dois e coloquei entre nós. - Pronto. Um muro. E você está proibido de passar por ele. - Me deitei de novo - Que pena, pois eu queria dormir de conchinha com você. - Ele se virou para mim - Mas não vai. Tenha uma boa noite, Hatake. - Apaguei o abajur - Igualmente, senhorita. Kakashi Realmente, ter uma mulher daquelas ao seu lado e não poder fazer nada é uma tortura. [...] Ainda de olhos fechados, senti um corpo quente colado ao meu. Abri os olhos devagar e me encontrei com uma cena que jamais esqueceria. Naomi dormia profundamente em meus braços, seu rosto estava um pouco abaixo do meu, sua perna machucada estava por cima das minhas, me dando a visão perfeita de sua b***a - Pois seu vestido tinha subido um pouco - e seus s***s estavam colados em mim. Olhei para nós dois e já imaginei ela surtando, dizendo que eu tinha ultrapassado seu "muro". A mesma se remexeu um pouco, me apertando em um abraço, e senti meu amiguinho - Que por sinal, estava bem acordado - roçar nela. Tá, Kakashi. Pense em outras coisas. Carros... Eu gosto de carros, carros são legais. Carros nos levam para vários lugares, como festas. Festas tem gente nova e bebida, gente nova e bebida nos levam às mulheres. As mulheres nos levam ao prazer e... Isso não está funcionando bem.
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