Despedida

1163 Words
Naomi - Eu não acredito que você perdeu o garoto! - Gritei enquanto entrávamos no carro - Eu não perdi! Só esqueci da existência dele! Isso é normal. - Hatake ligou o carro e acelerou - Depois que encontrarmos ele, eu te mato! [...] Saímos correndo do carro e entramos na lanchonete. - Aonde você acha que ele está? - Perguntei - Deixa eu ver... - Ele olhou em volta - Aquele velhote estava ali quando entramos. Fui até um senhor e perguntei pelo menino. - Ah, sim. Eu vi ele entrar naquela loja ali. Olhamos para a loja. - Essa não... [...] Paramos na entrada de uma loja enorme de brinquedos. O lugar tinha dois andares e muitas crianças correndo e gritando. - Vai ser meio difícil encontrar ele aqui. - Kakashi disse - Quem mandou perder ele? - Bufei - É só procurarmos por uma cabeleira laranja com uma mala vermelha nas costas. A mala de Kioshi tinha alças iguais a de uma mochila. E ele levou consigo ao sair com o Hatake. - Tá. Vamos nos separar. Vou ver lá em cima e você procura aqui. - Falei - Beleza. Qualquer coisa, um liga para o outro. Corri e subi as escadas rolantes. Parei ao ver várias estantes de brinquedos - Parecia um labirinto. - Respirei fundo e comecei a procurar. Kakashi Por que eu tinha que perder o pirralho? Me perguntava isso enquanto corria e empurrava alguns garotinhos. Vi algo laranja entre vários pirralhos e corri o chamando. - Kioshi! Pirralho! Segui ele até uma piscina de bolinhas. Vi o mesmo mergulhar nelas e pulei também. Ao pegá-lo, vi que era um urso nas costas de um garoto. - Socorro! - Gritou ele - Calma, foi só um engano! - Me desesperei Soltei ele e percebi que estava cercado de outros pirralhos. - O que um bando de pirralhos como vocês vão fazer? - Ri - Eu sou um oficial da- - Atacar! - Gritaram Começaram a jogar vários brinquedos e bolinhas em mim. - Ai! - Acertou meu olho Quando um dos pirralhos pegou um robô de brinquedo e jogou direto nas minhas bolas. Caí de joelhos com as mãos em baixo enquanto as crianças riam e comemoravam. Naomi - Com licença. Licença. - Pedia quando passava entre as pessoas Vi um homem muito suspeito entre a multidão. Pela aparência e pelo jeito, tive a certeza de que não era pai de nenhuma criança ali. Fiquei mais desesperada, corri olhando para os lados, precisava achá-lo logo. Recebi uma ligação do Hatake e atendi. - Você viu o que eu vi? - Perguntou - Sim. Eles estão aqui. Devem ter visto ele. - Temos que esvaziar esse lugar. Podemos dar um tiro para o alto e todo mundo sai. - Ficou maluco? Se fizermos isso, eles vão usar armas também e podem machucar alguma criança. Temos que pensar direito... - Parei quando vi Kioshi - Encontrei ele! Corre aqui! - Estou indo. Desliguei o celular e corri. Kioshi estava em um daqueles playgrounds que a gente vê em shoppings. - Kioshi-kun! - Gritei mas ele não olhou Avistei o mesmo homem de antes do outro lado, parecia estar esperando Kioshi sair por ali. Precisava impedir, mas outro apareceu na minha frente e discretamente, pôs uma arma na minha barriga. - Acho bom você nem tentar. - Disse ele - Não me importaria de atirar na frente de todos. Olhei novamente para Kioshi, vendo o pequeno descer por um escorregador e se aproximar do homem. Não. Não vou deixar! - Agora, a senhorita vai se virar lentamente e- Rapidamente, tomei a arma da sua mão e chutei sua barriga. Escondi a arma por de baixo da minha blusa e fiquei em posição de ataque. - Então é assim? - Disse se levantando - Terei que me livrar de você de outra forma. - Não deixarei que levem o garoto. Sem dizer mais nada, parti para cima dele. Pulei, girei e chutei sua cabeça. - Traduzindo: dei uma voadora nele. - O mesmo caiu em um monte de ursos. Aproveitei para correr, mas segurou meu pé. Chutei-o com o outro pé, até me soltar. Levantei e fui em direção ao homem que já estava pegando Kioshi. - Fique longe dele! - Puxei o menor para mim - Não se meta, v***a. - Disse entre dentes Ele partiu para cima, me pegando e jogando-me em uma estante. Me pegou pelo pescoço e levantou-me. Estava ficando sem ar, vendo a tristeza no olhar do pequeno Kioshi. Não poderia deixá-lo me ver assim, passei minha perna sobre o braço que me segurava e girei. Caímos no chão com seu braço entre minhas pernas e o quebrei. As crianças que estavam em volta gritaram e aplaudiram. - O que essas crianças assistem na TV hoje em dia? - Peguei Kioshi e corri com ele. - Aonde você estava? - Perguntei ao me deparar com Kakashi - Aonde acha? Esbarrei em alguns deles ali. Kioshi foi para o seu colo e saímos, antes que viessem mais. - Vamos levar ele logo. - Suspirei [...] Voltamos para a estrada e me esforcei para me manter acordada. - Tia, tio. - Kioshi chamou - Oi. - Dissemos juntos - Estou com fome. Kami, me ajude. [...] Saímos do carro e esperamos, até um homem aparecer. - Olá, vocês devem ser os seguranças do Kioshi. - Disse um homem - Sou Hyuga Neji. - Prazer, Neji-san. - Dissemos - Aonde está a babá do menino? - Perguntou - Infelizmente, ela faleceu. - Entendo. - Ele se agachou - Oi, Kioshi-kun. Seja bem-vindo ao meu lar. Quer ver a casa? O menino ficou atrás de mim e abraçou minha perna. - Está tudo bem. - Afaguei seu cabelo - Pode ir. - Eu ainda vou ver vocês? - Perguntou nos olhando - Algum dia, pirralho. - Disse Kakashi O menino sorriu e correu para Neji. Eles acenaram e entraram. [...] A chuva tinha voltado com tudo. Estava esperando no carro enquanto Kakashi ligava para alguém em uma cabine telefônica. Ele correu para o carro e entrou. - Se importa se pararmos em um lugar? - Perguntou - Depende do lugar. - Você vai ver. Decidi não perguntar mais e dormi um pouco. [...] Não fazia idéia de que lugar era aquele, mas era um bairro bonito. Segui Kakashi até uma casa de dois andares e ficamos na varanda. Chovia muito e os raios iluminavam o céu. O Hatake bateu na porta, então aguardamos. - Kakashi! - Uma mulher atendeu - Meu filho, quanto tempo que não vem nos ver! - Eu sei, mãe. Também estava com saudades. A mãe do Kakashi era uma mulher bonita, de longos cabelos negros e olhos azuis escuros. Ao me ver, ela paralisou. Cheguei a achar que não era uma boa ter vindo. - Sakumo! - Ela gritou - Kakashi está aqui, e com uma mulher! - Que?! - Escutamos
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