Naomi
Entrei e fui direto para a minha mesa onde me joguei na cadeira.
- Bom dia, Naomi-chan. - Obito esboçou seu sorriso iluminado
- Bom dia, Obito-kun. Como vão as coisas?
- Bem. E você?
- Também vão. - Levantei - Vou pegar um café, você quer?
- Não, obrigado.
Fui até a cafeteira e peguei um pouco do café. Assoprei e bebi um pouco. Me virei e esbarrei em alguém.
- Ah, meu Deus. Me desculpe.
- Não. Está tudo bem.
Olhei o homem e fiquei boquiaberta.
- H-Hyuga Hiashi-sama?!
- Eu mesmo. - Ele riu - Fique tranquila. Só está um pouco quente.
- Kami. - Coloquei as mãos sobre meu rosto - Que vergonha.
- Hyuga-sama - Meu ojii-san apareceu - Estava te esperando. Minha nossa, o que aconteceu?
- Nada demais. Vamos logo. Até mais, senhorita.
- Até. - Acenei sem jeito
[...]
- Você derrubou café nele?! - Obito-kun falou alto
- Legal, fale mais alto. - Falei em um tom irônico
- Desculpa. Ele não ficou com raiva?
- Não. Ainda bem.
- Que f**o, caipira. - Kakashi apareceu - Agora ele vai te processar e você vai perder seu emprego, que triste.
- Por quê não toma conta da sua vida, Hatake?
- Agentes Uzumaki e Hatake, na minha sala, agora. - Jiraya-Ojii san nos chamou
[...]
- Hyuga-sama, estes são Hatake Kakashi e Uzumaki Naomi. - Ele nos apresentou
- Essa loirinha eu já conheço. - O Hyuga riu - Prazer em conhecê-los.
- O prazer é nosso, Hyuga-sama. - Dissemos
- Senhor, Kakashi e Naomi são uma ótima dupla. Desde que foram postos juntos, completaram todos os casos com sucesso.
- É mesmo? Então serão ótimos para o trabalho.
- Qual trabalho?
[...]
Kakashi dirigia e xingava todos os palavrões possíveis enquanto eu tampava os ouvidos.
- Quando eles disseram que éramos ótimos para o "trabalho", achei que fosse algo perigoso e digno de mim! - Ele falava
- Foi o próprio Hiashi que nos pediu, não tinha como recusar.
- Eu não quero ficar de babá!
- Nós não vamos ficar de babá. Só vamos escoltar um garotinho e sua babá até outra cidade em segurança.
- Isso é ficar de babá!
- Será que pode parar de dar chilique?!
Ele me deixou no meu apartamento para pegar minhas coisas. Alimentei Bull e deixei a ração sobre o balcão para o meu ojii-san lembrar de alimentá-la.
[...]
Paramos em frente a um portão enorme com um símbolo Hyuga. Ele se abriu e uma mulher apareceu, acompanhada por um garotinho que deveria ter 7 anos.
- Vocês devem ser os agentes que me falaram, sou Malan, babá do pequeno Kioshi-kun aqui.
Kioshi era um menino de cabelos alaranjados e olhos azuis.
- Somos sim. - Sorri - Deixem que Kakashi vai pôr suas malas no carro, podem entrar.
Eles assentiram e Kakashi bufou.
- Vai ficar de birra até quando? - Sussurrei nervosa
- Até essa "operação babá" acabar.
Ele pegou a mala da moça e colocou no carro, foi pegar uma pequena mala, mas o garotinho a pegou antes dele.
- Ninguém mexe na minha mala! - Disse fazendo um biquinho
- Me desculpem. - Disse Malan - Ele é apegado a essa mala de brinquedos.
[...]
Seguimos pela estrada em silêncio. Kioshi dormiu depois de nos fazer escutar suas músicas infantis e Kakashi parecia que iria explodir de raiva.
- Malan-san, por que estão levando ele para outra cidade? - Perguntei - Se não quiser responder, tudo bem.
- A-Ah, é que... vão adotar ele. E o Hyuga-sama fez questão de levar ele em segurança até lá.
- Entendi.
Como já estava escuro e tarde demais, paramos em um hotel. - Daqueles de meia estrela, onde caminhoneiros dormem.
Para a segurança de todos, escolhemos um quarto, onde haviam três camas de casais.
- Eu vou pôr ele na cama. - Malan carregou o garoto até uma cama no canto
- Eu vou pedir comida. - Kakashi pegou um telefone na parede
- E eu vou pro meu banho. - Falei
[...]
Quando saí, vi Malan dormindo com Kioshi e Kakashi assistia TV com uma caixa de pizza ao seu lado.
- Como entregaram a pizza tão rápido? - Sussurrei sentando ao seu lado
- É aqui perto. - Respondeu
Peguei um pedaço e comi, desviando minha atenção para o filme.
Como a pizza era pequena, acabou rápido e depois, só sobrou um pedaço. Nos entreolhamos e tocamos nela ao mesmo tempo.
- Qual é, deixa para mim. - Sussurrei
- Nem vem, você comeu mais do que eu. - Ele sussurrou também
Nos encaramos.
- Nós não vamos brigar por causa de um pedaço de pizza. - Falei
- Tem razão. Somos profissionais, não nos deixaremos levar por um pedaço de pizza.
Em um movimento rápido, chutei ele da cama, peguei a pizza e corri para o banheiro, trancando a porta em seguida.
- Sua caipira oxigenada, abre essa porta. - Ele sussurrava furioso
Terminei a pizza e abri a porta.
- Pois não?
- Você me paga.
- Pagar o que? - Fingi inocência
Segurei minha risada ao ver sua expressão furiosa.