Kakashi
Me deitei furioso e a vi se deitar toda sorridente. Desliguei a televisão e fui dormir desconfortável, já que sempre dormi só de cueca.
[...]
Uma luz bateu nos meus olhos e ela piscou algumas vezes, achei estranho e levantei sonolento. Caminhei até a janela e vi alguns homens de preto caminhando pelos corredores. Continuei a observar, até ver que eles estavam armados.
- d***a. - Murmurei
Não sabia quem eles eram, mas dava para saber que estavam procurando alguém.
- Naomi, acorda. - Balancei ela - Tem gente aqui, levanta logo.
A mesma levantou rápido.
- O que foi?
- Tem gente lá fora. Vá acordar os outros.
Peguei minhas coisas e ela pegou a suas.
- São gente perigosa. - Malan olhou pela janela - Eles querem... eles querem o Kioshi-kun.
- Vamos ter que arranjar outra saída. - Naomi disse
- Por que? Posso sair e atirar neles. - Falei
- Seu i****a, tem criança aqui. Não vamos traumatizar ele.
Ela abriu a janela e olhou para baixo.
- Acho que dá para sairmos por aqui. Estamos só no segundo andar mesmo.
Me aproximei e olhei para baixo.
Pular de janelas vai virar rotina agora?
- Como espera que isso dê certo? - Perguntei
- Não sei. Mas vai ter que dar. Podemos descer eles dois e dar um jeito nos caras. - Ela parou e pensou - Melhor não. Não sabemos se tem mais gente lá em baixo.
- Eu posso dar um jeito neles. Vocês podem descer. - Olhei pela outra janela de novo, vendo eles se aproximarem - Naomi, você cuida dos dois e eu cuido desses caras.
- Eu não vou te deixar.
- Muito fofo você falar isso, mas vocês tem que ir. Se eu der um jeito nisso logo, não vão nos seguir depois.
- Tá bom. Acho que dá para pular, posso pegar Kioshi-kun. Malan-san, aguenta pular daqui?
- Acho que sim.
- Então vão logo. - Carreguei minhas armas
Naomi ficou pendurada na janela e depois se soltou. Peguei o garoto e fui descendo ele até onde eu conseguia, soltei e ela o pegou.
- Eu quero a minha mala de brinquedos! - Kioshi disse
Malan pegou e jogou para os dois.
- Agora vai. - Falei para ela - Eles estão na porta ao lado.
- E-Eu não sei se consigo.
- O quê?!
A porta foi arrombada e os caras nos viram. Malan se pôs na minha frente e recebeu tiro, aproveitei a distração dos caras e atirei neles.
- p***a, Malan. - Me agachei e verifiquei sua pulsação
Essa não...
Ouvi vozes e passos rápidos, então, sem pensar, saí pela janela.
Naomi
Peguei Kioshi-kun e esperei por Malan-san. Quando ouvi tiros, corri para me esconder com ele até ver Kakashi sair. Acenei e ele me viu.
- Aonde está Malan? - Perguntei
- Ela... - Ele fez um sinal de morte - Não consegui fazer nada.
Olhei para Kioshi-kun que estava com a cabeça no meu ombro.
- Temos que ir. Não sabemos se tem mais. - Kakashi me ajudou a levantar
Corremos até o carro, coloquei Kioshi no cinto do banco de trás e fomos.
[...]
- Não entendo por quê querem tanto ele. - Falei - Kioshi-kun é tão importante assim?
- Não sei. Talvez porquê o cara que vai adotar ele seje importante demais, aí querem um jeito de pegá-lo através de outra pessoa. Por isso nos chamaram.
Olhei para trás e vi que Kioshi dormia abraçado com sua mala.
- Não acha estranho ele ser tão grudado a essa mala? - Perguntei
- Não. Quando tinha a idade dele eu não desgrudava da minha revista pornô.
- Credo, Hatake!
Ele riu e lhe dei um t**a no ombro.
[...]
Começou a chover e trovejar, o carro seguia pela estrada asfaltada e deserta, onde só o nosso e outro carro atrás seguiam por ela.
- Hatake... - Olhei para a picape preta atrás de nós. De trás dele, apareceram mais dois. - Acho que nos acharam.
- Acha mesmo? - Ele passou a marcha e acelerou.
- Tenha cuidado, está chovendo demais e tem uma criança conosco.
- Confie em mim, caipira. Sou tipo o Dominic Toretto no volante.
Um dos carros ficou na nossa frente e os outros dois ficaram nos lados.
- Eles querem forçar a gente a parar.
- Mas isso não vai acontecer comigo aqui.
Quando o carro da frente freou para nos parar, Kakashi deu ré e continuou assim.
Os outros carros deram ré também e nos seguiram. Homens apareceram na janela e começaram a atirar.
- Kakashi!
- Se segura!
Ele virou o carro e entramos em uma floresta. Os carros passaram direto, mas pararam e entraram também.
O carro balançava por causa da estrada de terra abandonada e cercada por árvores.
- Presumo que esse carro não é adaptado para estradas de terra. - Comentei
- Não mesmo. - Ele sorriu
Vimos as picapes se aproximarem, então, descemos uma ladeira alta com algumas árvores.
Kakashi desviou delas e um dos carros acabou batendo contra uma.
Entramos em uma trilha e fomos na direção de uma pedra.
Fiquei quieta, mas nervosa. Tinha que confiar no Kakashi.