Naomi
- Eis aqui, a primeira missão de vocês. - Jiraya-Ojii san jogou uma pasta sobre a mesa
Peguei antes do Hatake e abri.
- Vocês vão investigar o caso de uma mulher que foi encontrada morta em casa. A polícia já isolou o local e estão esperando por vocês.
Saímos do prédio e segui o prateado até seu carro.
- Não é para sujar o meu carro. - Disse abrindo a porta
- Acha que sou o que? - Indaguei
Entramos e ele ligou o veículo. Aproveitei para ler mais sobre o caso.
- Lê para mim aí também. - Falou sem tirar os olhos da rua
Suspirei revirando os olhos.
- Custa pedir por favor?
- Por favor, pode ler? - Bufou
- A vítima é Kakhel Kuki, 25 anos e pelo que aparenta, era solteira. Trabalhava em um restaurante como cozinheira. Morreu com 8 facadas no peito e um tiro na mão.
- E então, novata, o que acha que foi isso?
- Não vou cair nessa, Hatake. - Fechei a pasta - Não tirarei conclusões até ver a cena do crime.
- Nada m*l.
- Você é assim com todos ou é só comigo?
- Só com você.
O encarei incrédula.
- Ei, eu sou o Investigador aqui, certo? Sou o mais velho, mais experiente e o de cargo mais alto. - Disse ele pensativo - Cadê o meu "Kakashi-senpai"?
- No seu... - Pensei em responder, mas preferi ficar quieta
[...]
Descemos do carro e caminhamos até a casa que estava cercada por repórteres e polícias.
- Hatake Kakashi e Uzumaki Naomi, agentes do FBI. - Mostramos nossos distintivos
- Estávamos esperando vocês. - Disse o policial - Venham comigo.
Entramos na casa e ele nos levou até a cozinha.
- A vítima foi encontrada pela vizinha, que viu a porta aberta, chamou e como ninguém atendeu, entrou achando que tinham esquecido de trancar.
Coloquei luvas e analisei o local.
- Acha que foi ex, Hatake? - Passei um ** na bancada da cozinha
- Na maioria das vezes, é. Policial, viram se a mulher estava com um celular ou algo que pudesse nos ajudar a saber mais sobre sua vida?
- Não. Não tocamos em nada desde que chegamos. - Respondeu
Tirei o excesso do ** e consegui algumas digitais.
- Vou verificar o quarto dela. - Guardei as possíveis provas
Procurar pelo quarto não foi tão difícil, pois a casa era pequena. Adentrei e comecei a procurar em uma cômoda que ficava ao lado da cama.
Encontrei uma foto rasgada da vítima abraçada com um homem.
- Achou alguma coisa? - A voz do Hatake me fez pular de susto
- Sim. O celular não, mas achei esta foto. - Entreguei para ele
Ele analisou a foto.
- Vamos interrogar a vizinha dela, aí perguntaremos sobre esse cara.
[...]
- Senhora Suny, certo? - Me sentei de frente para ela - Qual era sua relação com a vítima?
- De vizinha mesmo, sabe? Era só um "bom dia, boa tarde e boa noite". De vez em quando parávamos para conversar, mas só durava alguns minutos.
- E por que foi a casa dela? - Kakashi a rondava como um tubarão
- Eu e ela tínhamos marcado de tomar café juntas para conversarmos mais.
- A senhora tem provas? - Perguntei
Ela pegou seu celular e esperamos até que a mesma colocou o aparelho sobre a mesa. Peguei e li; era verdade.
- Mais uma coisa, senhora Suny. - Meu parceiro pôs a foto na mesa - A senhora já viu este homem?
- Sim. Eu o conheci quando ela fez uma festa de aniversário para a mãe. Kayo-san e ele é padrasto dela.
Nos entreolhamos.
[...]
- Aynko Kayo, 47 anos. Casado com Aynko Myla há 7 anos. - Lia a ficha - Acho que ele teve um relacionamento com a garota sem a mãe saber.
- a***o s****l não foi. Só de ver aquela foto, deu para perceber que era amor. Pelo menos, da parte dela.
- Kayo deve ter entrado na família quando a garota tinha entre 17 e 18 anos.
- É nessa idade que fazemos loucuras. - Ele sorriu pensativo
- Mas essa loucura aqui foi longe demais.
Paramos e saímos. Batemos na porta e uma mulher atendeu.
- Senhora Aynko-san?
- Eu mesma. - Disse ela
- Somos do FBI, viemos ver seu marido.
- Ele não está aqui no momento.
- Sabe para onde ele foi? - Kakashi perguntou
- Ele está trabalhando, é pedreiro.
Ela nos deu o endereço e fomos para lá.
[...]
- Kayo, tem gente aqui que quer falar com você. - O chefe da construção nos anunciou
Os pedreiros pararam e procuramos o homem, mas ele não estava ali.
Avistei um cara correndo e corri atrás dele.
- Ele está fugindo! - Falei
Kakashi correu também e perseguimos ele.
- Parado, FBI! - Gritamos
Ele continuou até que saiu atravessando uma rua e quase foi atropelado por um caminhão. Tivemos que dar a volta no veículo para continuar e avistamos ele virando a esquina.
- Ele é rápido! - Resmunguei
Viramos a esquina e o avistamos correndo em linha reta. Hatake pegou sua arma e só precisou de um segundo para mirar e atirar, acertando sua coxa esquerda. Corri e peguei minhas algemas, o prendendo.
- Aynko Kayo, você está preso. - É bom dizer isso
[...]
Na sala de interrogatório, Kayo se recusava a dizer qualquer coisa.
- Só vou falar quando eu estiver com o meu advogado.
A porta abriu e um rapaz apareceu.
- Kakashi-senpai, eu descobri algumas coisas. - Disse ele
Kakashi fez um sinal para que eu o seguisse e deixamos o suspeito preso. Fomos até uma sala cheia de computadores e alguns aparelhos da qual eu não conhecia.
- Naomi, este é Nara Shikamaru. Shikamaru-kun, esta é a novata, Uzumaki Naomi. - Ele nos apresentou
- Prazer em conhecê-la, senhorita.
- Igualmente, Shikamaru-san.
- E aí? O que descobriu? - Kakashi se jogou em uma cadeira
- Pesquisei as digitais que vocês trouxeram e já obtive os resultados. Outra pessoa esteve na casa da mulher.
- Conseguiu saber quem era? - Perguntei
- Sim. Três digitais: a da vítima, do Kayo e de um sujeito chamado Nian. Já fui ver o corpo dela no necrotério e descobriram que tinham restos de sêmen do rapaz nela.
[...]
- Kawake Nian, 28 anos, certo? - Olhei para o rapaz na nossa frente
- O senhor estava de caso com Kuki? - Kakashi perguntou
- Não era um simples caso, eu queria um relacionamento sério com ela. - Disse ele
- Pode nos contar mais? - Manti um tom calmo
- Eu queria namorar com Kuki-chan. Estávamos juntos há meses, mas ela só me enrolava, dizendo que ainda não estava pronta.
- E foi aí que você a matou? - Kakashi cruzou os braços
- O quê? Não! Não me ouviram dizer que eu a amava? Por quê a mataria?
- Quando foi que a viu pela última vez? - Perguntei
- Na noite antes da sua morte. Eu levei uma janta e comemos juntos com vinho.
- Aí vocês transaram. - Diz o Hatake
- Sim. Depois fui embora, só isso.
- Isso explica o sêmen. - Fico pensativa - Ou seja, ela foi morta pouco depois dele ir embora.
[...]
Kakashi e eu ficamos de frente para um quadro de investigações; onde tinham fotos da cena do crime e dos suspeitos.
- Então é o seguinte. - Falei - Às sete da noite, Nian apareceu e Kuki o recebeu. Eles jantaram juntos e depois, acabaram na cama. Kuki não quis que ele ficasse e Nian se foi lá para as nove e pouca da noite.
- Porém, a garota não sabia que estava correndo perigo. - Kakashi falou - Kayo ficou enciumado por ver sua garotinha com outro e assim fez: adentrou na casa e por ter a chave, não precisou chamar. Procurou por ela e a viu na cozinha.
- Nisso, Kuki viu que ele estava prestes a puxar uma arma. Tentou tomar de sua mão e acabou disparando tudo pelo local, mas uma acabou atravessando sua mão.
- E a cena foi resumida em uma única frase: "se você não vai ser só minha, será de mais ninguém". Pegou a faca que estava na pia e lhe deu as oito facadas.
Suspiramos juntos.
A porta se abriu e Shikamaru-san apareceu.
- Consegui. - Disse
- O que exatamente? - Perguntamos
Ele saiu e o seguimos sem entender. Entramos na sua sala e o mesmo foi até seu computador.
- Passei a noite toda acordado, mas consegui. Procurei por câmeras de segurança daquela rua, encontrei uma que dá a visão da janela da sua cozinha.
Nos aproximamos e vimos a imagem.
- Aqui mostra ele entrando na casa. - Ele apontou
A câmera tinha a vista para parte da janela, mas não tinha como vermos o que aconteceu lá dentro.
- Não tem como ver. - Falei - Não tem outro jeito?
- É agora que a mágica acontece, senhor e senhorita. Observem. - Shikamaru moveu o mouse
Ele focou na janela da casa vizinha e conseguimos ver eles pelo reflexo.
- Você é um gênio! - Kakashi deu tapinhas em suas costas
- Graças a você, vai ficar mais fácil de prender Kayo. - Sorri
[...]
Como tinha dito, foi mesmo mais fácil prender Kayo depois daquelas filmagens.
- Aynko Kayo, você está condenado a 11 anos de cadeia por agredir e m***r Kakhel Kuki. - O juiz decretou e bateu o martelo - Caso encerrado.
Os policiais pegaram o homem. A mãe da vítima levantou do seu banco e correu na tentativa de poder agredi-lo.
- Seu cretino! Ela era a minha filha! - Gritou
Kakashi e eu fomos até ela e a seguramos enquanto a mesma se debatia.
- Miserável! Filho da p**a! Quero que morra! Morra!
[...]
- Que dia. - Suspiramos ao entrar no carro
- Você foi bem. - Kakashi disse - Nada m*l para uma caipira.
- Obrig... Do que me chamou? - O olhei
- Se veio do interior, é uma caipira. - Rui
- Eu não sou uma caipira. E não vim do interior, b****a.
- Acredito.
Não acredito que esse i****a é meu parceiro.