Naomi
Os dias se passaram e mais casos vieram. Parecia que a cada caso que tinha, Kakashi e eu ficávamos piores.
Mas isso não era mais por causa do café; nós simplesmente não nos dávamos bem.
- Ele é insuportável! - Revirei os olhos
- Eu!? Ela que é controladora!
- Eu sou controladora?! Você é egocêntrico! Tudo tem que girar em torno de você e do seu carro.
- Falando nisso, você manchou ele com o sangue daquele cara!
- Eu te salvei! De nada!
- Será que vocês podem parar? - Jiraya-Ojii san nos interrompeu - Afinal, por quê vieram aqui sem que eu os chamasse?
- Quero outro parceiro! - Dissemos juntos
- Não. - Disse na mesma hora
- Por que não, ojii-san? - Perguntei - Todo mundo sabe que não nos damos bem.
- Exato, Comandante Jiraya-sama. A única coisa em que concordamos é que não concordamos em mais nada. - Kakashi disse
- Não importa o que outros dizem ou o que vocês dizem. Eu juntei vocês porque tem habilidades compatíveis. Não viram? Nesses últimos dias, vocês completaram todos os casos que lhes entreguei. Apesar das brigas, são bons juntos.
Ficamos quietos porquê sabíamos que aquilo era verdade. No nosso último caso, Kakashi nos salvou graças às suas habilidades no volante, e eu, consegui pegar o cara com a minha boa mira; atirei nas rodas do carro do fugitivo e conseguimos pegá-lo.
- Agora, vamos parar com essa palhaçada. Não sou um psicólogo para ficar escutando os problemas do relacionamento de vocês.
Bufei e saímos da sala. Fui direto para a minha mesa e me sentei. Liguei o computador e vi que tinha uma mensagem; era dos meus pais.
"Oi, filha. Estamos com saudades. Esperamos que esteja indo bem aí. Mamãe quer que você arranje um namorado, tá? Mas seu pai... não.
Enfim, esperamos notícias suas em breve. Beijos."
Sorri e aproveitei meu curto tempo livre para responder.
[...]
- Oi, Omi-chan. - Obito-kun apareceu
- Oi, Obito-kun. - Sorri para ele
Obito-kun e Shikamaru-kun se tornaram meus amigos nesses últimos dias. Principalmente, Obito, que vinha na minha mesa todos os dias.
- Tá com fome? Estou indo almoçar. - Disse ele
- Até que estou sim.
Desliguei o computador e saí com ele pelas ruas da praia. - Konoha é uma cidade cheia de praias. - Paramos em uma lanchonete de frente para a praia e esperamos nossos pedidos.
- E aí, Omi-chan, de onde você veio? - Obito perguntou
- Bom, eu vim de uma cidadezinha. Mas não sou caipira. - Falei antes que pensasse em dizer
- Veio para cá por que?
- Meu ojii-san me ofereceu essa oportunidade de trabalhar com algo que eu sempre quis.
- Sempre quis ser uma agente?
- Sim. Por causa dos meus pais.
- Uau. Eles são também?
- Hoje em dia, estão aposentados. Mas a minha mãe pertencia a Cia e meu pai era do FBI.
- Uma família incrível a sua.
- É. Só o meu onii-san que escolheu outro caminho. Ele é dois anos mais velho que eu.
- E qual foi o caminho que escolheu?
- Ah, ele...
- Aqui estão seus pedidos. - A garçonete entregou nossos almoços
- Obrigado.
Almoçamos e voltamos para trabalhar.
- Uzumaki, Hatake, quero vocês na minha sala. - Jiraya-Ojii san nos chamou
[...]
Estávamos no carro do Hatake, indo buscar Shikamaru-kun na casa dele. Nesse novo caso, precisaríamos das habilidades dele com computadores.
Teríamos que nos infiltrar em uma festa de um cara que andou transportando drogas da nossa cidade para outras cidades vizinhas. Mas os caminhões dele sempre pegavam rotas com pontos cegos e acabavam perdendo eles.
Por isso, teríamos que entrar na festa e encontrar um aparelho que continha as rotas que eles seguiriam. Segundo o meu ojii-san, descobriram que ele carrega o aparelho consigo. Se pegarmos o aparelho, pegaremos ele.
- Então... - Kakashi quebrou o silêncio - Você e o Obito estão muito próximos, ultimamente. Por acaso estão...?
Fiquei curiosa e me virei para ele.
- Diga. - Incentivei
- Você sabe.
- Não. Não sei. - Me fiz de boba
- Transando. Pronto. Vocês por acaso estão transando?
- Por que quer saber?
- Por nada. É que vocês tem estado tão... juntos ultimamente, já disse.
- Isso seria ciúmes, Hatake?
- Claro que não. Por que eu sentiria ciúmes de você?
- Eu que diga. Por que quer tanto saber?
- Porque... somos parceiros.
- Essa foi a pior desculpa que eu já escutei.
O carro parou e Kakashi buzinou. Não esperamos muito, Shikamaru-kun logo apareceu e entrou. - Rimou
- Oi, gente.
- Oi, Shika.
[...]
Seguimos em silêncio, até Shika se pronunciar.
- Gente, vou precisar da identidade de vocês para resolver isso aqui. Estão com elas aí?
- Estou. - Peguei a minha e entreguei
Kakashi revirou os bolsos e procurou sem tirar os olhos da rua.
- Caipira, veja se a minha identidade não está no porta-luvas.
Bufei e procurei, mas a única coisa que encontrei foram camisinhas.
- Nada aqui. - Falei
- Será que esqueci com ela? - Ele murmurou
Ela? Ela quem?
- Vamos ter que passar em um lugar antes de irmos. - Disse ele
[...]
O carro parou em frente a um apartamento.
- Vocês ficam aqui, já volto. - O Hatake saiu do carro
Revirei os olhos e saí também.
- Ei, por quê veio?
- "Porque somos parceiros". - O imitei forçando a voz
Passamos direto pela recepção e entramos no elevador vazio. Encostei na parede e ele apertou o botão.
Quando paramos, saímos e o segui até uma porta. Ele bateu e esperamos, até uma mulher sair e o abraçar.
- Kakashi-senpai! Não sabia que viria agora. Se soubesse, teria me preparado.
Pigarriei, chamando sua atenção.
- Quem é ela? - Perguntou lançando-me um m*l olhar
- Sakura, eu esqueci meus documentos. Estão aqui? - Perguntou sem responder
- Ah, sim. Estão no meu armário. Pode entrar.
Entrei logo depois do Hatake e vi o olhar esquisito da rosada para mim. Ele entrou em um quarto, eu me sentei em um banco e observei a garota abrir a geladeira.
- Quer suco? - Perguntou
Assenti e ela me serviu um suco de laranja.
- Você é o que do meu senpai? - Ela perguntou
- Parceira. E você?
- Eu lhe proponho prazer, querida.
- Então você é p**a? - Perguntei na cara de pau
- Que?! Não!
- Kakashi não é de namorar. Então, você é o que dele?
- A futura namorada e quem sabe, senhora Hatake. - Sorriu convencida
- Iludida. - Murmurei
- Escuta aqui, sua oxigenada. - Ela se aproximou rosnando - Se você der em cima dele, vai se ver comigo.
- f**a-se, rosinha. É ele que dá em cima de mim mesmo. - Dei de ombros
Sakura se afastou sem expressar nada. Provavelmente, sabendo que aquilo era a cara do Hatake.
- Encontrei. - Falando no diabo... - Tá tudo bem aqui?
- Sim. Só estávamos conversando. - Sorrimos
- Melhor irmos logo. - Levantei - Até mais, Sakura.
- Até, Naomi.