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Noite De Acasalamento

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Blurb

Maya entrou na floresta para provar que os lobisomens existiam.

Mas naquela noite, ela encontrou algo que jamais deveria ter despertado.

Quatro alfas lendários, irmãos, temidos há mais de mil anos, estavam esperando pela única mulher capaz de mudar seus destinos. Maya não sabia que, ao cruzar aquela floresta, acabaria ligada aos quatro por um vínculo que nem mesmo o tempo conseguiu destruir.

E quando sua melhor amiga Suzana também entra nessa história, o impossível se torna ainda mais perigoso.

Agora, duas humanas estão ligadas aos quatro lobisomens mais poderosos daquele mundo.

Só que nem todos aceitarão essas escolhas.

Enquanto o vínculo se fortalece, antigos segredos começam a despertar nas sombras. E alguma coisa, escondida na Floresta n***a, parece ter esperado por mil anos apenas para encontrá-los novamente.

Maya queria descobrir se monstros existiam.

Talvez ela tenha descoberto algo muito pior.

Porque algumas lendas não foram feitas para serem encontradas.

Foram feitas para permanecerem enterradas.

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A noite (HOT)
A floresta nunca pareceu tão escura. Ela corria sem olhar para trás, os galhos arranhando seus braços, os pés afundando na terra úmida enquanto os uivos ecoavam por entre as árvores. Eles estavam atrás dela. Muitos. O cheiro dela havia sido levado pelo vento, e naquela noite, justamente naquela noite, a floresta inteira parecia ter despertado. — Socorro! — gritou, mesmo sabendo que talvez ninguém pudesse ouvi-la. Seu peito ardia. A respiração vinha em golpes curtos, desesperados. Ela tropeçou, recuperou o equilíbrio e continuou correndo até avistar uma construção de pedra parcialmente escondida pela vegetação. Uma masmorra. Sem pensar duas vezes, entrou. Encontrou uma porta pesada, puxou-a com todas as forças e conseguiu fechá-la. Encostou as costas na madeira. Ofegante. O coração parecia querer sair pela boca. Por alguns segundos, apenas ouviu os próprios batimentos. Então percebeu que não estava sozinha. Ela abriu os olhos lentamente. Dois homens estavam dentro da masmorra. Gigantes. Muito mais altos que ela, com ombros largos, músculos definidos e uma presença que fazia o ar parecer pesado. O primeiro tinha cabelos negros que chegavam aos ombros e olhos vermelhos, intensos, que pareciam enxergar através dela. Ao lado dele estava outro, igualmente imponente, com olhos amarelos e uma expressão tão intimidadora que ela imediatamente recuou. — Caralho... — murmurou um deles, respirando profundamente. — Que cheiro é esse? Os dois se aproximaram. Ela tentou recuar, mas encontrou a parede. Um deles apoiou o braço acima da cabeça dela, bloqueando sua passagem, enquanto fechava os olhos e inspirava lentamente. Os lobos dentro deles começaram a rosnar. Ela ficou imóvel. — P-por favor... não. Não me machuquem. O homem abriu os olhos. — O que você está fazendo aqui? — Eu... eu estava fugindo. Tinha muitos lobos atrás de mim. Um sorriso lento surgiu no rosto dele. — Claro que tinha. Ela franziu a testa, sem entender. — O que isso significa? Antes que ele respondesse, a porta da masmorra se abriu. Mais dois homens entraram. Um era ruivo, de olhos azuis e expressão séria. O outro tinha cabelos loiros e uma postura igualmente ameaçadora. Os quatro olharam para ela. E o silêncio que se seguiu foi absoluto. — Então é verdade — disse o ruivo. — O quê? — ela perguntou, quase num sussurro. O loiro respirou fundo. — A noite de acasalamento começou. Ela sentiu o sangue gelar. — E daí? O homem dos olhos vermelhos respondeu: — Seu cheiro deixou a alcateia inteira enlouquecida. Ela balançou a cabeça rapidamente. — Que cheiro? Eu sou normal! Eu não fiz nada! — Nós sabemos. — Então por que estão olhando para mim desse jeito? Nenhum deles respondeu imediatamente. Porque a verdade era simples. Nenhum dos quatro conseguia ignorar o chamado. Mas também nenhum deles queria vê-la assustada. O homem dos olhos amarelos se aproximou devagar. — Shhh... Ela estremeceu. Ele parou antes de tocá-la. — Você está com medo de nós. — Estou. — Então ninguém vai obrigá-la a nada. Ela levantou os olhos. — Promete? Ele sustentou seu olhar. — Prometo. O silêncio voltou a dominar a masmorra. A tensão continuava ali, forte, quase sufocante, mas havia algo diferente agora. Proteção. Os quatro homens se posicionaram ao redor dela, não para prendê-la, mas para impedir que qualquer outro lobo entrasse. Do lado de fora, os uivos ficaram mais próximos. Ela olhou para a porta. — Eles vão entrar? O ruivo respondeu: — Não enquanto estivermos aqui. Ela respirou fundo. O primeiro a tomou no colo encostando na pedra ,ela a beijava com intensidade... os outros se aproximaram tambem , abeijando ... ela tremia , eu nunca ,nunca fiz isso.. eles sorriram, e voltaram a beija-la.. o primeiro começou a invadi-la,ahh ela gemeu alto ...lagrima escorrendo dos olhos dela ... "virgem ele sussurou sorrindo ...seu lobo rosnando ...ele a beijou...relaxa gostosa e intensificou os movimentos.... beijava seus se ate arranhava ele ..então ele a mordeu ....ela gemeu mais alto sentindo a dor , e os movimentos se intensificando... depois foi a vez segundo ...ele beijou seu lábios a puxando pra si , seus corpos se encaixaram e ele gemia ohhh...caralho...oh ela arranhava a escosta dele , ele a mordeu marcando ela ...ela gritou sentindo a dor invadi-la... as lagrimas escorrendo... até o terceiro a toma-la . ele era ruivo ,olhos azuz lindo a puxou pro beijo e começou a invadi-la, beijando seis s***s , e se movimentando com desejo ....ahhh aihh ela gemia sentindo a dor e o prazer a invadi-la...ate o lobo reagir marcando ela tambem ...ahhh ela gritou as lagrimas escorrendo ... e os movimentos dele sendo mais fortes e intensos. até o ultimo ,o loiro a toma-la ele a colocou de quatro e começo a entrar com vontade,p***a que delícia....ohhh caralho...ele era intenso ...seu corpo forte a dominava ...ate seu lobo tambem reagir e mandar ele marca-la ...ela gritou sentindo o impacto denovo....ate finalmente tudo cessou e ela apagou sobre eles. Quando ela acordou, seu corpo inteiro reclamava. Os músculos estavam doloridos, os ombros pesados e cada movimento parecia lembrá-la da noite anterior. Ela respirou fundo e olhou para os próprios ombros. Havia marcas visíveis dos quatro. Dois de um lado. Dois do outro. Seu coração acelerou. Ela não queria pensar muito sobre aquilo. Vestiu-se rapidamente, ajeitou os cabelos e olhou para os quatro homens adormecidos. Nenhum deles parecia perceber que ela estava indo embora. Era sua chance. Abriu a porta devagar e saiu. Assim que pisou do lado de fora, começou a andar. Primeiro devagar. Depois mais rápido. Seu corpo doía demais, mas ela continuou. Não olhou para trás. Precisava sair dali. Precisava encontrar uma estrada. Precisava voltar para a própria vida. Depois de muito tempo caminhando pela floresta, finalmente viu uma estrada. — Meu Deus... — sussurrou, quase sem acreditar. Parou por alguns segundos, respirando aliviada. Então uma lembrança atravessou sua mente. — Eu dormi com quatro lobos... Ela levou as mãos ao rosto. — Quatro lobos... Antes que pudesse pensar mais, ouviu o barulho de um veículo. Um ônibus surgiu na estrada. Ela fez sinal. O motorista parou. Ela entrou rapidamente, pagou a passagem e escolheu um banco próximo à janela. Quando o ônibus partiu, ela finalmente conseguiu respirar. Horas depois, muito longe dali, dentro da masmorra, Lotão abriu os olhos. Foi instantâneo. Algo estava errado. Ele se levantou. Olhou para o lado. Vazio. Seus olhos vermelhos ficaram mais intensos. — Acordem. Sua voz firme ecoou pela masmorra. Efron abriu os olhos primeiro. — O que aconteceu? Gibal se levantou logo depois, ainda confuso. Oton foi o último, passando a mão pelos cabelos loiros que ultrapassavam os ombros. — Que merda aconteceu? Lotão apontou para o lugar vazio. — Ela sumiu. O silêncio caiu. Gibal olhou para a porta. — Cadê ela? — É exatamente o que eu quero saber — respondeu Lotão. Efron levantou-se lentamente. Seu olhar ficou sério. — Ela saiu sozinha? Lotão assentiu. — Nossa Luna está andando sozinha por aí. Gibal fechou os punhos. — Ela acabou de ser marcada. Não pode simplesmente sair sem proteção. Oton soltou uma risada baixa, lembrando da noite anterior. — Ontem foi fenomenal, c*****o. Efron lançou um olhar cortante para ele. — Não é hora para isso. Oton ergueu as mãos. — Só estou dizendo a verdade. Lotão ignorou os dois. Seu rosto estava fechado. — Eu quero a minha mulher. Gibal virou o rosto imediatamente. — Nossa mulher. Lotão encarou o ruivo. — Eu fui o primeiro. Oton soltou uma gargalhada. — f**a-se quem foi primeiro. Ela é nossa, p***a. Não vem meter essa agora. O ambiente ficou pesado. Lotão deu um passo na direção dele. Gibal também se aproximou. Mas Efron entrou no meio dos três. — Chega. A única palavra bastou. Os três ficaram em silêncio. Efron olhou para cada um deles. — Se continuarmos discutindo, vamos perder tempo. Lotão respirou fundo. Efron continuou: — Ela está sozinha. Não conhece nosso território, não sabe o que aconteceu e provavelmente está assustada. Gibal passou a mão pela barba. — Então vamos atrás dela. — Vamos — respondeu Efron. Oton pegou o casaco. — Finalmente uma decisão inteligente. Lotão caminhou até a porta. Seus olhos vermelhos brilhavam na escuridão. — Vamos encontrar nossa Luna. Gibal mostrou os dentes em um sorriso determinado. — E quando encontrarmos? Lotão olhou para ele. — Primeiro vamos descobrir se alguém a machucou. Efron completou, frio: — Depois vamos descobrir por que ela fugiu. Oton sorriu de lado. — E depois? Lotão abriu a porta. — Depois ela vai ouvir tudo o que temos para dizer. Os quatro saíram da masmorra. Quatro lobos. Quatro personalidades diferentes. Mas uma única certeza. A mulher que havia entrado naquela noite como uma desconhecida tinha despertado algo que nenhum deles conseguiria ignorar. Ela era a Luna deles. E eles iriam encontrá-la.

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