ROCCO DELUCA Quando voltei para o corredor do andar de cima, Laura Gallo estava parada na porta do quarto de hóspedes. Vestido simples, cabelo preso, olhos vermelhos de quem chorou a noite toda, mas agora carregava uma determinação que eu reconhecia bem. Mãe leoa. — Rocco — ela chamou baixo, mas firme. — Podemos conversar? Só nós dois. Eu parei a dois passos dela. — Claro, signora. Ela indicou a varanda no final do corredor, a que dava para o mar. Fechei a porta do meu quarto com cuidado pra não acordar Caterina e fui atrás dela. O sol já estava alto, o mar da Calábria brilhando como se nada tivesse acontecido na noite passada. Laura encostou no parapeito, cruzou os braços e me encarou direto. Sem medo. Corajosa pra c*****o, considerando que eu tinha arrancado o coração do padrasto

