Minha mente ficou enevoada, meus pensamentos estranhamente confusos, enquanto tentava entender o quê estava acontecendo. - Tá sangrando demais - Ele comenta, pouco tempo depois, pressionando um pano contra meu ombro. A dor aumentou. - A bala ainda deve tá aí dentro. Um breve silêncio. - Então vamos tirar - diz a primeira voz com a voz firme. Como assim, tirar?, minha mente grita. Não podiam simplesmente decidir tirar aquele projétil sem a higienização necessária, que sabia que não tinham. Se aquele tiro não me matasse, com certeza uma infecção me mataria. - Isto aqui foi tudo que achei - diz a segunda voz. Semicerro meus olhos, numa tentativa de ver o quê estavam planejando fazer, entretanto minha visão não estava cooperando. O pano é retirado e alg

