O barulho da lataria sendo amassada pelos tiros, era ensurdecedor e tentava me encolher ao máximo no espaço apertado. Até que o barulho cessa e entorpecida abro os olhos, sentindo tudo ao meu redor rodar. Noto quando pisam nos cacos de vidros espalhados no chão e em seguida, a porta do motorista é aberta abruptamente e meu corpo puxado para fora sem muita delicadeza. Pelas pálpebras semicerradas, encaro dois homens na minha frente, desviando o olhar para o céu com poucas estrelas visíveis, graças a poluição da cidade. Sinto uma forte dor no meu ombro, entretanto não consigo me mexer para massagear o local. Os dois parados na minha frente, conversam entre si, antes de um me pegar pelos pés e outro pelos braços, me colocando em seguida dentro de um porta

