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1390 Words
Depois do jantar, Thomas — o CEO da Atlas — propôs estender a noite. — A gente costuma ir a uma boate aqui perto para relaxar depois de fechar negócios. O que acham? Dante não hesitou. Olhou para Isadora, que deu de ombros, sorrindo com leveza. — Por mim, tudo bem. O grupo foi levado até uma boate sofisticada e discreta, frequentada por executivos e empresários. A iluminação era baixa, com luzes de LED coloridas cortando a penumbra, e música eletrônica pulsando no ritmo certo para embalar corpos cansados do mundo corporativo. Isadora não estava acostumada com aquele tipo de ambiente, mas havia algo na energia da noite — e talvez nas taças de vinho — que a deixava mais solta. Dante, por outro lado, parecia completamente à vontade. Enquanto os dois conversavam próximos ao bar, um dos diretores da Atlas — um americano alto, de sorriso fácil e olhos claros — se aproximou dela. — Você é brasileira, certo? — perguntou com um sotaque carregado. — Sim. E você definitivamente não é — respondeu ela, brincando. Ele riu e se inclinou um pouco mais, confiante. — Seu inglês é perfeito. Mas o que mais me impressionou foi seu talento na mesa de negociação. Confesso que foi difícil focar nos números com você ali. Isadora não teve tempo de responder. Sentiu o olhar de Dante sobre ela. Esperava que ele interrompesse, talvez demonstrasse ciúmes. Mas não. Ele continuava onde estava, observando a cena como se fosse... interessante. Aquilo a confundiu por um segundo, mas a noite seguiu. Depois de algumas bebidas, risadas e mais insinuações do americano, Thomas se aproximou de Dante com um convite: — Vamos mudar o clima? Tem um lugar exclusivo, nos fundos da boate. Discreto. Mais... íntimo. Isadora arqueou uma sobrancelha. — "Mais íntimo"? Dante se virou para ela, o olhar mais sério. — É uma casa de swing. Separada, com segurança. E você não precisa fazer nada. Só... ver. Entender. Se quiser ir embora, a gente vai. Ela hesitou. Mas o olhar dele era calmo, sem pressão. Só convite. — Tudo bem. Mas só olhar. Dante assentiu. — Só olhar. Eles passaram por uma entrada lateral vigiada, e foram levados por um corredor iluminado em tons rubros. A música ali era diferente. Mais lenta. Sensual. Ao entrar no espaço, Isadora sentiu o ar mudar. Era mais quente, mais denso. Casais interagiam em sofás de veludo escuro, alguns se beijavam de forma intensa, outros... estavam nus, entregues ao prazer, sob olhares atentos e interessados de outros. Ela parou, perplexa. Dante se aproximou por trás, a boca perto da orelha dela. — Não é só sexo, Isa. É entrega. Liberdade. Um jogo de sensações. Sem máscaras. Ela não respondeu, absorvendo cada detalhe. Sentiu quando ele se encostou em seu corpo, as mãos repousando em sua cintura. — Vamos ficar só um pouco — ele murmurou. — Se quiser ir embora, você me diz. Mas ela não disse. Ela ficou. Isadora não conseguia tirar os olhos dos corpos à sua frente. A cena era quase hipnótica — uma mulher de vestido rendado era lentamente despida por dois parceiros que a beijavam e acariciavam com devoção. Não havia vergonha, nem pudor. Apenas desejo. Ela sentiu Dante se aproximar ainda mais, as mãos deslizando pela lateral de sua cintura até o quadril. Ele a envolveu com o corpo, como se a protegendo... ou marcando território. — Está tudo bem? — ele sussurrou. Ela assentiu, o corpo mais quente, os sentidos embriagados por tudo o que via, ouvia e sentia. As mãos de Dante subiram, devagar, como se quisessem descobrir cada centímetro de pele sob o vestido dela. Isadora mordeu o lábio inferior quando os dedos dele tocaram o interior de suas coxas, subindo com firmeza. Ela sabia o que viria, mas não impediu. Queria aquilo. Precisava sentir mais. Dante encontrou seu centro e a tocou por cima da calcinha. A pressão suave, mas decidida, fez seu corpo estremecer. Ela segurou a respiração quando ele afastou o tecido com destreza e passou a estimulá-la com movimentos circulares, sem pressa. — Tão molhada — ele murmurou, e ela apenas fechou os olhos, deixando-se levar. Foi então que o americano — o mesmo que havia dado em cima dela na boate — se aproximou por trás. — Posso? Dante encarou Isadora. Ele não respondeu. Apenas observou a reação dela, como se a escolha fosse totalmente dela. Isadora hesitou por uma fração de segundo, mas o desejo a dominava. Acenou que sim. O americano sorriu, se aproximou e a beijou. Primeiro de leve, mas logo o beijo ficou mais intenso. Isadora retribuiu, enquanto Dante continuava a estimulá-la, o dedo firme, ritmado, como se soubesse exatamente como levá-la ao limite. Ela estava entre dois homens, sendo desejada, tocada, levada ao prazer de forma crua e intensa. Era como mergulhar num abismo — e por algum motivo, não queria voltar à superfície. O americano a segurava pelo rosto, os lábios colados aos dela, enquanto Dante, agora atrás dela, explorava seu corpo com mais ousadia. Mas em momento algum os dois homens se tocaram. Dante não dividia i********e com outros homens. Seus olhos estavam apenas em Isadora — nos seus suspiros, na forma como ela se entregava, mesmo hesitante. Aquilo era sobre ela. Sobre ver até onde ela podia ir. Até onde ela queria ir. E naquele instante, Isadora queria tudo. O ambiente ao redor parecia ter desaparecido. O som abafado da música, os sussurros, os gemidos distantes... nada era mais intenso do que o que Isadora sentia naquele momento. O americano a conduziu para um dos espaços mais reservados, com iluminação suave e espelhos que ampliavam cada ângulo. Dante a seguiu, em silêncio, os olhos fixos nela. Ele ainda a tocava, e Isadora sentia que estava perdendo o controle — e adorava essa sensação. Quando chegaram ao cômodo, o americano tirou lentamente o vestido de Isadora, revelando sua lingerie. Ela se sentiu exposta, mas ao mesmo tempo desejada de uma forma crua, real. Dante, ainda completamente vestido, observava, como se cada movimento dela fosse seu espetáculo particular. O americano a beijava, a acariciava com firmeza e familiaridade, como se soubesse exatamente como fazer aquilo. Isadora deixou-se guiar. Sentia o calor dos dois homens a cercando, o toque alternado, as sensações se misturando. Dante, em silêncio, se aproximou mais. Agora, era ele quem beijava sua nuca enquanto suas mãos deslizavam pela pele já aquecida. Dante ficou atrás dela, a boca encostando na curva de seu pescoço, a respiração quente arrepiando sua pele. As mãos dele firmes em sua cintura a guiavam com precisão, como se cada movimento dela já tivesse sido ensaiado em sua mente. O americano, por sua vez, estava à frente, os olhos fixos nela enquanto deslizava os dedos por suas coxas. Isadora sentiu-se invadida por sensações conflitantes — nervosismo, desejo, medo e liberdade — todas ao mesmo tempo. Mas nenhum deles a apressava. Era como se ambos a tivessem estudado, como se soubessem quando ela estava pronta para mais. Dante foi o primeiro a tocá-la de verdade, invadindo-a com os dedos enquanto murmurava algo em seu ouvido que a fez estremecer. O americano a beijava, lento, profundo, explorando cada canto de sua boca, enquanto uma de suas mãos acariciava seus s***s por cima da lingerie. Quando Dante a penetrou por trás, sem pressa, ela soltou um gemido abafado entre os beijos do outro homem. O contraste entre os toques, os cheiros, os ritmos, a faziam se sentir completamente dominada. E ela não lutava contra isso. Pelo contrário, se entregava. O americano sentou-se à frente dela, guiando-a até ele. A entrega foi completa. Isadora o cavalgava enquanto Dante não parava de se movimentar dentro dela, mantendo firme o controle da situação. Era intenso. Quente. Quase fora de controle. Ela gemia o nome de Dante sem nem perceber, enquanto se arqueava entre os dois corpos. O ritmo acelerava, os corpos se chocavam em harmonia, como uma dança íntima que ela nunca tinha vivido. No auge, Isadora perdeu completamente a noção de espaço, de tempo, de limites. Seu corpo tremia, e quando o prazer a tomou por completo, ela sentiu como se estivesse se despedaçando e sendo remontada por mãos que sabiam exatamente como tocá-la. Ali, entre dois homens — mas com os olhos fixos nos de Dante — ela soube que nada mais seria como antes.
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