Prólogo
A paisagem que você observava pela janela lhe trazia segurança e conforto. Um pingo de felicidade e esperança habitava em ti toda vez que olhava o jardim do colégio, já que, as flores muito bem cuidadas deixavam o seu coração em paz.
Embora a classe gritasse cheia de euforia, você não se importava. Seus ouvidos só conseguiam ouvir os passarinhos cantando, e as árvores balançando por conta do vento forte.
Você se assemelhava a cada rosa dali. Tão linda, mas tão cheia de espinhos. Quem te visse de longe, diria o quão sortuda era. Beleza invejável.
Uma mãe médica, e um pai soldado. Não que fosse ruim, mas não era tão bom. Você não foi planejada, e, o encontro noturno de seus pais a levaram até ali. Sua mãe se dedicava muito à clínica, e seu pai nunca esteve presente mais do que uma semana. Você podia ter tudo o que quisesse, mas na verdade, só queria o amor de um dos dois.
— Ei.
Você saiu de seus devaneios, vendo uma de suas colegas de classe. Aya Hiraki. Uma menina com uma beleza e postura gentil, que sempre esteve ali, nunca te excluindo.
— O que é? — perguntou você, ajeitando-se na cadeira.
— Iremos ao intervalo, você vai querer vir? — perguntou a Hiraki.
— Não, obrigada. Preciso terminar alguns deveres de hoje.
— Está bem, até mais! — Ela se despediu enquanto saia da sala com as outras meninas.
Por fim, você pegou seu fone da bolsa e o conectou no celular. Antes de terminar suas atividades, você pegou a garrafa de água vazia e saiu da sala, com o objetivo de enchê-la.
Ao virar o corredor, o seu corpo debateu-se com o de alguém muito maior do que o seu. Seu celular, assim como a garrafa, voou para longe.
Você viu um garoto (desconhecido) abaixar-se e pegar o seu celular, assim como a garrafa, estendendo-os. Seus olhos se prenderam nos dele, ficando o encarando por alguns segundos.
— Aqui. Me desculpe. — Ele cortou o contato visual, estendendo o celular e a garrafa.
— Obrigada. — Você pegou os objetos nas mãos e quando iria o agradecer, o garoto já não estava mais ali.
Você rodou os olhos pelo recinto, sabendo que não havia passado muito tempo encarando o celular e a garrafa. Por que ele havia desaparecido tão rápido, de um corredor tão grande?
Seus pés a levaram para o bebedouro, onde você encheu a sua garrafa e voltou para a sala.
Com o passar do tempo, você ouviu o sinal bater e viu seus colegas voltarem para a sala, e como já era de imaginar, teve que ir com Aya até a biblioteca, pegar os dicionários para a aula de inglês.
Você e a japonesa desceram até o segundo andar, onde se encontrava as salas dos primeiros anos.
Aya permanecia calada, andando ao seu lado. Seus corpos passaram em frente a uma das salas do primeiro ano e seus olhos encontraram o garoto do corredor. Ele encarava o quadro, até te encarar, como se ele soubesse que você o olhava.
Você não conseguia desprender-se dele. Era como se fosse um ímã. Quanto mais o olhava, mais queria chegar perto.
— Você tá bem? — Aya perguntou, preocupada. Seus olhos saíram dos do garoto, e encararam Aya.
— Sim, vamos. — Você continuou a andar junto de Aya.
Mesmo que tentasse esquecer do olhar bonito do menino, não conseguia.
Ele a perseguia em sua imaginação.
[ . . . ]
Assim que bateu o sinal, todos da sala se levantaram e seguiram em direção à saída. Como sempre, você e Aya saiam por último.
Bendita hora em que aceitaram ser representantes de classe.
— A aula foi boa hoje — disse a Hiraki, te ajudando a guardar os dicionários que usaram na aula de inglês.
— Passou rápido — respondeu você, saindo da sala com Aya, e fechando a porta.
Ambas rumaram até a biblioteca, para guardar os dicionários.
Logo depois de terminar, você e Aya se despediram, tomando rumos diferentes.
Você abriu o aplicativo de mensagens de seu celular e checou todas, principalmente as de sua mãe.
Vai precisar que eu te busque? Só vou para o hospital às duas da tarde. [ 12:00 ]
Se precisar, me diga, estou livre. [ 12:04 ]
vou sozinha, o tempo está bom hoje [ 12:35 ]
Você fechou a aba e voltou a andar sobre a calçada em direção à sua casa.
Com o decorrer do tempo, o céu se fechou, e você sentiu o vento vir mais forte. Sabia bem que choveria.
Você virou a esquina, cortando caminho para sua casa, foi quando viu de longe o menino que antes havia esbarrado, entrar em um beco, aquele beco não levava ninguém à lugar algum, pelo simples motivo de ser rua única.
Você sentiu pingos fracos em sua cabeça e decidiu ignorar o garoto, apenas começou a aumentar os passos, para chegar em casa com rapidez.
[ . . . ]
Você olhava pela janela o carro de sua mãe entrar na garagem.
Você sabia que ela havia voltado só para dormir e ir trabalhar de novo na manhã seguinte, ela nunca falava com você mais do que 10 minutos, então por quê hoje seria diferente?
Já eram uma da manhã, e você ainda não tinha dormido. Não conseguia, nem mesmo se quisesse dormir para sempre. Não conseguia.
Você desceu as escadas até a sala e sentou no sofá esperando que a porta se abrisse e mostrasse ali sua mãe, com a feição emburrada, prestes a te dar uma bronca por estar acordada tão tarde.
A porta então se abriu mostrando sua mãe com um guarda chuva nas mãos, ela o desarma e o deixa no canto da sala, tira seu casaco de lã, e o pendura no cabide.
— Ainda está acordada? — perguntou sem mesmo te olhar.
— Não estou com sono — respondeu, observando a mulher tirar os saltos brancos.
— Você tem aula amanhã cedo, e eu não quero que se canse e falte. Vá dormir.
— Eu só achei que a senhora pudesse querer minha companhia para jantar ou conversar um pouco. Talvez pudéssemos ver algum filme até pegarmos no sono. — A mulher de aparência bonita e jovem te olhou. Ela sorriu. Vocês eram gêmeas, mas em idades diferentes.
— Quem sabe outro dia. — Sua mãe tocou levemente seu braço em um carinho e se virou, subindo as escadas para o quarto. Você deixou um suspiro frouxo escapar e murmurou, voltando para o quarto.
Ao deitar em sua cama, passou a observar o teto branco. Lágrimas silenciosas escorriam por seu rosto e você apenas deixava seus pensamentos a levar para bem longe dali, onde ninguém sabia, mas doía.
Você adormeceu.
[ . . . ]
— Bom dia. — Você adentrou a sala de jantar, vendo sua mãe se servir. Era hora do café da manhã, e você já estava pronta para a aula.
— Não foi trabalhar? — Ignorou o cumprimento da mais velha, sentando-se junto a ela.
— Por agora não. Os legistas estão cuidando de tudo lá, só vou depois do meio dia, como ontem.
— E irá voltar de madrugada de novo?
— Provável.
Você bateu os ombros. Já esperava isso mesmo.
— Fique atenta na hora de voltar para casa, eu soube que tinha dois adolescentes mortos perto daquele beco sem saída.
Você franziu o cenho, lembrando-se do beco. Aquele beco.
— O que aconteceu?
— Não sei direito, mas pelo o que eu entendi eles morreram de hemorragia. Em suas barrigas tinham muitos cortes, aproximadamente uns seis ou sete, mas não sabem dizer ainda.
— Isso foi tão de repente, e estranho ao mesmo tempo. Aquele bairro não é perigoso, e apenas pessoas da minha faixa etária frequentam ali.
— Pode ter sido um ladrão, ou algo do tipo. Caso haja algo sobre, eu te falo.
Você assentiu, cortando o assunto. Enquanto sua mãe assistia o jornal, você tomava o seu café da manhã.
Você não deixava de estar intrigada.
O local do crime era o mesmo beco em que aquele menino havia entrado, e, se caso o horário das mortes fossem entre 12:00 e 13:00, você saberia muito bem quem seria o suspeito.
[ . . . ]
— Dizem que foi um vampiro, mas eu acho isso patético, vampiros transformam as pessoas, não é? — Aya e Yumi conversavam nas mesas ao lado.
— Na verdade, vampiros não existem, isso é apenas desculpa da mídia querendo fazer o assassino inocente!
— Seja o que for, minha mãe me proibiu de sair de casa a noite, e eu nem vou brigar com ela, tenho amor à minha vida.
— Vampiro? Isso está mais para um Serial Killer. — Aya e Yumi te olharam.
— Faz sentido. Como uma simples pessoa mataria dois jovens ao mesmo tempo? Ele teria que ter experiência.
— Independente do que for, não matando a mim, tudo bem. — O trio riu.
Você se lembrou então do menino do beco, e se caso ele fosse o Serial Killer, teria que descobrir. Você se virou para Aya e Yumi.
— Vocês sabem do nome de algum garoto do primeiro ano?
— Bom, o meu irmão é do primeiro ano, o Yuan.
— Quero saber o nome do menino quieto que se senta na última fileira.
— Ah, sim, Hwang Hyunjin. — Yumi riu. — Ele tem 19 anos. Deveria estar na nossa série, mas ele repetiu dois anos, e acabou ficando preso no primeiro.
— Repetiu? Como?
— Faltas. Ele sempre deixou de vir, por isso não consegue passar de série.
— Ah, entendi, obrigada.
Hwang Hyunjin.
Esse era o nome do menino que não saia de sua cabeça. Hyunjin permanecia em sua mente como se fosse um imã. Um feitiço.
Você não sabia ao certo, mas Hyunjin parecia tão suspeito como qualquer outro. Nunca havia chegado ao ponto de se interessar pela vida das pessoas, mas você se sentia agora, por certo Hwang.
Você saiu da sala sem dizer uma palavra, deixando olhares curiosos pousarem sobre ti.
Seus pés rumaram até o banheiro feminino, em frente ao masculino. Com a visão boa que tinha, você viu certo Hwang sair pela porta do fundo e ir em direção ao jardim do colégio, e como uma bela curiosa, o seguiu.
O corpo de Hyunjin escorava-se numa das maiores árvores dali, e você observava ele encarar as próprias mãos, com desânimo.
A cabeça do garoto inclinou-se para trás, deixando óbvio que ele tinha conhecimento de sua presença. O que não fazia sentido, já que você estava distante dele, e não havia feito barulho.
Hyunjin ignorou a sua presença, e encarou o céu azulado, agora, com as mãos no bolso.
— Porque você me seguiu?
O seu sorriso se alargou, vendo que o garoto havia saído debaixo da árvore e se encostado ao muro de cimento que separava a quadra e o jardim.
— Estou desconfiada de você. — Ousou se aproximar dele, ficando em sua frente.
— E qual seria o seu motivo?
— Eu te vi no beco naquele dia, e no dia seguinte, duas pessoas aparecem mortas. Faz sentido pra você?
O garoto riu.
— Se caso eu for o assassino, não acha melhor correr? — Ele sorriu ladino, enquanto você permanecia em silêncio. Se ele fosse mesmo o assassino daqueles dois garotos, te mataria sem nenhum ressentimento, e isso era preocupante.
Você viu o Hwang dar um passo à frente, e você foi se afastando.
— Tá com medo, gatinha? — Ele encarou seus olhos, fazendo você se sentir presa na energia que ele exalava. Era uma sensação de conforto e domínio, como se ele pudesse guiar cada movimento seu apenas com o olhar. Você se sentia dominada por algo que o dominava.
— Não! — A sua voz saiu firme, não demonstrando o medo que sentia. Você cruzou os braços.
— Esqueça que me viu naquele beco.
— Porque eu faria isso?
— Por amor a sua vida.
O silêncio permaneceu por mais alguns segundos.
— É brincadeira, gatinha. — Hyunjin piscou, soltando um riso baixo. — Você deveria voltar para a sua sala, não vai querer perder aula por minha causa.
— Tanto faz. Sou inteligente e dedicada demais pra reprovar por uma simples falta. — Você descruzou os braços, estendendo as mãos. — Song _____. Muito prazer, Hwang Hyunjin.
— Como você sabe o meu nome? — Ele apertou as suas mãos.
— Eu sei de tudo. — O sorriso do menino foi fofo, e envergonhado. — Você é muito bonito.
— Quer me seduzir? — Ele arqueou uma sobrancelha.
— Você não faz o meu tipo. — Suas mãos se soltaram das dele.
— É? — Ele as colocou no bolso. — E qual o seu tipo?
— Os que não matam.
A risada de ambos preencheram o recinto. Você e o Hwang ouviram o sinal tocar e se olharam.
— Foi bom conversar com você, Song. Até.
— Até, Hwang.
Você deu as costas, indo para a sua sala.
[ . . . ]
Assim que a pizza chegou, você chamou sua mãe para comer e assistir na sala.
Era uma das pouquíssimas folgas que ela tinha, e vocês decidiram assistir um filme. Enquanto a casa estava quente e confortável, lá fora chovia e trovejava forte.
Você observou a rua escura iluminada pelas lâmpadas dos postes enquanto sua mãe colocava o filme. Estava um cenário digno de filme de terror.
— Mãe, você já teve alguma atualização daquele caso?
— Qual? — A matriarca perguntou, parecendo não se lembrar. — Ah, sim. Hm, ainda não. Tudo o que eu sei foi que eles morreram de hemorragia, o corte não pegou em seus órgãos, mas o mataram pelo sangramento. Talvez se tivéssemos encontrado há uma hora antes e chamado a ambulância, eles teriam sobrevivido.
— Porque dois morreram ao mesmo tempo se há apenas um assassino? — Sua mãe te olhou. Você ainda observava a rua escura. — Pensa comigo, mãe. Dois garotos da minha idade morreram no mesmo lugar, no mesmo dia e provavelmente na mesma hora. Qual ser humano seria forte o bastante para atacar duas pessoas ao mesmo tempo sem ser ferida de volta ou uma das vítimas conseguir fugir?
— O que quer dizer com isso?
— Talvez seja um animal selvagem que fugiu. Não podemos colocar a culpa em uma pessoa se sabemos que ela jamais seria capaz de fazer algo assim. — Você se virou, encarando a mulher.
— De quem você está falando, Song? Alguém te falou algo suspeito? — Ela carregava um olhar frio.
— Não. Eu apenas cogitei essa ideia, nada demais. De qualquer forma, se fosse um ser humano, obviamente não estava só, mas sim acompanhado.
— Não fique gastando a sua mente com algo assim, tá bom? Os policiais irão cuidar disso, e o culpado será detido. — Ela te chamou para perto, e você foi, sentando-se ao lado da mulher, esta que deu play no filme, apagando a luz.
Enquanto a animação passava, você focava em comer sua pizza e tentar decifrar o que havia acontecido naquele beco.
Não queria imaginar que Hyunjin fosse capaz de matar alguém friamente. Mas porque ele olhava as próprias mãos daquela forma mais cedo? Como se houvesse culpa em seu corpo, ou como se fosse impuro aos seus próprios olhos. O ar que o Hwang exalava era de poder, mas você não queria imaginar que ele fosse um psicopata.
E não iria.
[ . . . ]
Depois de ter copiado os exercícios do quadro, você pediu permissão para ir ao banheiro a qual a professora cedeu, e então, saiu da sala, andando sobre os corredores do colégio lindamente.
É claro que havia um pingo de interesse, ao saber que, naquela aula o Hwang estaria na biblioteca, no mesmo andar em que a sala ficava, ficava também o banheiro.
Havia se passado uma semana desde que falava com ele, sempre sendo palavras ou frases curtas, mas nunca deixavam de conversar por um dia.
Incrivelmente o via todos os dias da semana, e por ele ter fama de quem nunca ia à escola, agora ele passava a frequentar todos os dias.
O seu corpo se debateu com o de alguém ao virar o corredor e seu sorriso se alargou, vendo as mãos do Hwang te segurarem, pra você não cair. Seu olhar se levantou diretamente para os dele, encarando a pupila dilatada do maior.
– Você não se cansa de esbarrar nas pessoas? – perguntou ele, soltando-a.
– Eu nunca esbarrei com ninguém nessa escola, você foi o primeiro.
O menino te soltou. Só estavam vocês dois ali.
— Como foi o final de semana?
— Comum. Fiquei em casa e estudei. E o seu?
— Matei pessoas. — Você nem se importava mais com as "brincadeiras" bestas do Hwang, apenas ria da cara dele, e da piada interna que criaram.
— Preciso ir, a professora vai passar conteúdo novo hoje. — Você sorriu, vendo o Hwang murmurar, descontente.
— Tudo bem, estude bastante pra não ser um fracasso como eu.
— Não fale assim, Hwang, já conversamos sobre isso. Você vai passar de série, é só se dedicar!
— Eu te vejo mais tarde, até. — Ele deu as costas, sumindo de sua visão.
Você por sua vez usou o banheiro, e depois retornou para a sala.
Assim que atravessou o corredor, viu pela janela alguém entrar no jardim da escola, que ficava perto da quadra. Você estranhou, até porque, eram poucas as pessoas que tinham interesse em entrar lá.
Quando foi se virar para voltar para a sala, viu o jardineiro da escola atordoado, andar em sua direção.
— Senhorita Song, você poderia tomar conta do jardim por um minuto? Eu escorreguei e bati a cabeça, não estou raciocinando bem, acho melhor ir para a enfermaria. — O homem que beirava seus 30/40 anos, pedia delicadamente.
— Claro, senhor Kim, pode deixar comigo.
Após um agradecimento do homem, você se pôs a descer todos os andares e seguir diretamente para o jardim, a fim de cuidá-lo enquanto o homem se tratava.
Você observou Lin (um gatinho que pertencia ao senhor Kim) rondar por ali. Ambos eram muito amigos. Você amava acariciar o gato, e ele por sua vez, amava miar para ti.
Você se aproximou do felino tocando os pêlos acinzentados com amor, acariciando como se fosse a primeira vez, Lin passava a cabeça pelos seus braços, e deitava-se no chão, oferecendo a barriga. Continuaram assim por vários minutos, até o gatinho cinza se levantar assustado, como se tivesse escutado algo. Você por sua vez o viu correr dali e pular o muro. Confusa, você se levantou, encarando o muro, esperando que o gato voltasse. Mas foi totalmente o contrário.
Seus olhos captaram uma silhueta alta ali debaixo da árvore grande, e seus pelos automaticamente se enrijeceram ao ver pela pouca sombra, olhos da cor de mel.
— Então você é a senhorita Song… — O rapaz de voz grave pronunciou o seu sobrenome, dando um passo à frente, mostrando assim, o seu rosto angelical e bonito. Ele não parecia ser uma pessoa má, mas seus olhos diziam o contrário.
Com a medida que ele se aproximava, você se afastava, até que não havia mais saída, pois seu corpo se debateu com a parede gélida. O garoto dos olhos amarelos parou em sua frente, e levantou as mãos.
— Não toque nela, Bang Chan!
O garoto de olhos amarelos automaticamente abaixou suas mãos com a ordem de Hyunjin.
Você viu o Hwang andar rapidamente até o tal Bang, o agarrar pela gola da camiseta, e o encarar com raiva.
— Saía daqui, Irmão… antes que eu não tenha mais dó de você!