Morto em 1973, através da junção de duas famílias: a da mãe, vinda de Porto da Folha, e a do Pai, vinda de Carmópolis, ambas para trabalhar em Aracaju. Assim veio ao mundo, o aracajuano de número cento e quinze mil, Francisco Marques de Jesus Santos, atualmente conhecido no Brasil e na Europa como o pintor artístico Chico Marques. Filho terceiro de uma família de sete pessoas, Francisco tem um hobby extremamente exótico, que é o de ficar admirando o pôr-do-sol nos fins de tarde.
Esse hobby começou quando ele ainda tinha meses de nascido. Seu pai estava tomando conta dele, e como não tinha muita experiência com crianças, não sabia o que fazer quando elas começavam a chorar. E com o pequeno Francisco não foi diferente, pois quando ele se sentia sozinho, ele abria um grande berreiro. Desesperado e sem saber o que fazer, seu pai o leva para o quintal, estende um lençol embaixo de um pé de carambolas e deitou ao lado dele. Era um fim de tarde de verão. O garoto olhou para o céu durante o pôr-do-sol, e ficou extremamente admirado com os formatos das nuvens que passavam. Aquilo fez com que uma alegria de alma invadisse o corpo daquela criança, fazendo com que ele desse o seu primeiro sorriso infantil. E desde então Francisco sempre dedica alguns minutos do seu fim de dia, para admirar as nuvens.
Junto com essa admiração, surgiu um talento nato para o desenho artístico e para a pintura. Muitos diriam até que se tratava de um dom divino para essa arte. Começou ainda no segundo ano, ou na antiga primeira série, quando o pequeno Chico tinha apenas seis anos. A professora pediu que os alunos desenhassem e pintassem uma flor. Todos na escola ficaram impressionados com a flor que o pequeno Chico tinha pintado apenas com tintas guache: uma Margarida plantada em um jardim. A flor era tão perfeita, que parecia uma foto. A professora emoldurou e o desenho ficou por anos dentro da sala. E por causa desse fato inesperado, o pequeno Francisco começou a se tornar uma celebridade no bairro Ponto Novo.
Na adolescência, aos 18 anos, quando já estava no final do ensino médio, se preparando para o vestibular (na capital sergipana, para você conseguir provar que é bom em alguma coisa sem ser rico e sem ser explorado financeiramente, não basta ter talento nato, tem que possuir um diploma, pois sergipanos são iguais a São Tomé: só acreditam vendo), o jovem Francisco, que nessa época já era conhecido como Chico Marques, apresentou em uma feira cultural no colégio Atheneu Sergipense, a sua primeira obra em óleo sobre tela, que fora por ele intitulado de “A Guerra das Criaturas”. No quadro, o jovem retratou com vivacidade, uma guerra entre seres fantásticos como lobisomens, vampiros, demônios, anjos e seres humanos. O quadro era enorme: tinha um metro e oitenta de altura e dois metros e meio de largura. As cenas retratadas eram muito reais, pois pareciam saltar de dentro para fora da tela. O quadro fora levado para a galeria Álvaro Campos e ficou exposto durante dois meses. Os jornais anunciavam um novo nome na pintura internacional. Perguntaram de onde Chico havia tirado inspiração para produzir tal obra, e ele apenas respondeu:
— Eu vi essa cena nas nuvens. Eu estava admirando as nuvens durante um pôr-do-sol há uns dois anos atrás, e lá estava a cena. A demora foi só terminar a minha obra — disse o jovem de dezoito anos, que acabara de se tornar o novo nome da pintura sergipana.
Uma repórter perguntou a Chico Marques se ele tinha um sonho que queria realizar profissionalmente. O jovem, metaforicamente, disse:
— Eu quero um dia me mudar para um de meus quadros. Se eu conseguir fazer isso, vou me sentir o homem mais feliz do mundo.
Rapidamente, os jornais já começaram a chamá-lo de “o admirador de nuvens”, pois ele falava coisas surreais, como se vivesse acima das nuvens. Desse dia em diante, o jovem não teve mais sossego, pois vira e mexe, um repórter aparecia no colégio Atheneu, ou em sua casa para querer entrevistá-lo. Mas isso apenas serviu de alicerce para que em um ano o país conhecesse o nome do representante da arte nacional do século XX. E isso aqui em Aracaju, onde quase não se ouve falar de algum talento em rede nacional.
Não posso deixar de frisar que nesse mesmo ano era ano de eleição, e muitos políticos procuraram Chico para que o mesmo pudesse apoiá-los e participasse de suas campanhas. Até mesmo o governador, que estava apoiando um candidato a prefeito, apareceu com o mesmo em sua casa com várias telas em branco, uma gama de tintas em bisnaga e pincéis de vários tipos e tamanhos. A imprensa estava lá para cobrir essa entrega, muitos vizinhos estavam lá, pessoas desconhecidas e até mesmo alguns parentes distantes da família dele estavam lá. Aquilo deixou Chico muito puto, pois desde os doze anos que ele prefere mais a reclusão que a socialização. O governador, na frente das câmeras, pediu que Chico pintasse uma tela que representasse o sentimento político que ele possuía pelo país. E em nome da arte ele aceitou claro!
Três anos depois, já na faculdade de artes (ele estava cursando artes visuais na Universidade Federal de Sergipe), Chico Marques apresenta ao público, sua mais recente obra em homenagem à política nacional: Ogrolândia. As oito telas possuíam um metro e meio de altura, por dois de largura. Nelas podia-se ver ogros de todos os tipos e tamanhos, furiosos, atacando as pessoas, tomando tudo o que elas possuíam. Chico explicou que os ogros eram os políticos que vivem e trabalham apenas em função de tirar o pouco que as pessoas possuem, deixando-os com nada. O quadro-protesto mexeu com o ego de políticos e empresários assim que foi exposto para o público. Muitas críticas apareceram nas redes sociais e em blogs de arte e política daqui do estado. Mas esse barulho todo por causa das telas, só aumentou ainda mais a fama do jovem pintor, que nessa época estava com seus vinte e três anos.
Quando estava perto de sua formatura, aos vinte e cinco anos, Chico precisava de dinheiro para custear a festa e investir em um ateliê só para ele. Resolveu então colocar a sua primeira obra, A Guerra das Criaturas, num site de leilões americano, com o valor inicial de dois mil dólares. Um dia depois, quando foi ver quanto havia conseguido com o quadro, o susto: o quadro fora vendido por 95 mil dólares (mais ou menos 190 mil reais). O comprador era um colecionador de quadros europeu, que deu fama internacional para o próprio Chico Marques, e o dinheiro deu para custear a formatura e ainda investir em uma grande casa de um andar no conjunto Castelo Branco. A casa ficava localizada em frente à caixa d’água, perto da praça onde fica localizada a mesma. Na parte térrea da casa ficava o quarto dele, um quarto de hóspedes, a cozinha, uma sala e uma área nos fundos. No andar de cima ele mandou quebrar as paredes e fazer um enorme vão, onde instalou seu ateliê. E esse ateliê era algo tão pessoal que ele quase não levava ninguém para conhecê-lo.
Mas para não dizer que ele não levava ninguém, ele levava apenas mulheres para mostrar seus quadros. Não preciso dizer que as mulheres que ele levava eram pura e somente para mostrar os quadros, porque não era. Ele só levava mulheres em que sentia certo desejo de carnal de fornicação. Resumindo: ele só levava mulheres para seu ateliê, quando desejava ter relações sexuais com elas. E era essa outra particularidade do famoso pintor sergipano: desde a adolescência que ele não tinha vocação para ter uma companheira que fosse só dele, pois ele sempre se relacionava com as mulheres do próximo. Mas isso não era algo que ele escolhia, pois eram as mulheres comprometidas que se chegavam até ele.
Talvez fosse pelo fato dele ser pintor artístico e ter pinta de esquerdista que isso atrai as mulheres da capital. Com essas experiências de amante, ele desenvolveu um faro muito apurado para mulheres que traem e reconhecia uma mulher adúltera pelo olhar. Começou com uma repórter do jornal Gazeta de Sergipe. Uma morena de curvas largas, estatura média e muito bem arrumada. Ela foi até a casa dele para fazer uma entrevista para o jornal, e no decorrer da entrevista foi adentrando em sua i********e. Como o pintor não tinha vergonha de falar de sua vida amorosa, ela perguntou se ele poderia mostrar para ela o seu ateliê. Ele disse que não, ela insistiu. Mais uma vez ele negou. Ela então disse que fazia qualquer coisa para ver o ateliê. Ele então subiu e mostrou seus quadros para ela. E enquanto mostrava, segurou-a pela cintura e puxou-a para perto dele, beijando-a ardentemente. Nessa tarde, eles transaram entre os quadros de todas as formas. E ela retornou muitas outras vezes.
Outra vez foi uma curadora de um museu muito famoso, que veio do Rio de Janeiro com uma comitiva de estudantes de museologia, para conhecer o famoso pintor. Era um grupo de quatro mulheres que aparentavam ter entre trinta a quarenta e cinco anos, todas elas casadas e bem aparentadas. Francisco não permitiu que as quatro subissem ao seu ateliê ao mesmo tempo, pois era como um santuário para ele. Então combinaram que uma a cada dia iria conhecer o ateliê. Começou pela curadora, que também era professora das alunas: Uma loira natural de corpo trabalhado pelas academias da vida, s***s fartos, talvez siliconados devido à maciez, b***a média, empinada, coxas grossas. A mulher teve relações sexuais durante uma tarde inteira com Chico Marques, muitas vezes pegando no p*u dele com a mão esquerda, para mostrar o quanto o marido da mesma era corno.
Depois da curadora do museu do Rio, foi a vez das alunas. Uma a uma, elas foram sendo traçadas pelo pintor. A primeira foi uma ruiva de trinta anos, olhos verdes, magra, curvas pequenas, s***s pequenos e tarada por esperma. A mulher chupou o p*u dele e tomou a p***a do pintor umas três vezes. Depois vieram ao mesmo tempo duas morenas de pele branca e cabelos pretos- azulados, escuros como a noite. Essas morenas eram companheiras de quarto numa república perto da Universidade Federal do RJ e eram bissexuais assumidas. Chico Marques propôs que as duas subissem com ele para o ateliê e pela primeira vez ele transou a três. As duas foderam e foram fodidas por ele durante uma tarde inteira. Ao final de uma semana de sexo consentido, a comitiva voltou para o Rio com um arsenal de fotos exclusivas e fizeram um trabalho sobre a vida e as obras do pintor sergipano. Isso aumentou ainda mais a popularidade dele, fazendo o mesmo ser reconhecido ainda mais, Brasil afora.
Com isso, aumentaram os convites para que o pintor comparecesse nas festas da alta sociedade sergipana. E foi num desses eventos (ele estava com cerca de 30 anos de idade) que ele conheceu a mulher que, futuramente, viria a ser a pedra em seu sapato. Apresentada para ele por uma colunista do Jornal da Cidade, a mulher era casada com um poderoso executivo, sócio majoritário de uma conceituada fábrica de ferramentas que ficava situada no interior do estado. Assim que o conheceu, interessou-se por ele e começou a fazer-lhe um monte de perguntas. Chico Marques, com seu faro afiadíssimo para mulheres adúlteras logo reconheceu que a mulher tinha o hábito extraconjugal de trair o conjugue, pois mulheres adúlteras aqui em Aracaju possuem o hábito de falar de sua vida conjugal de forma levemente depreciativa. E com essa não foi diferente.