— Ele O QUE?!
Exclamou Kate com os olhos totalmente arregalados suas bochechas levemente coradas entrega seu rubor pelo os detalhes que lhe proporcionei, queria poder me esconder depois daquele erro fatal no sábado a noite.
— Não grita.
Sussurrei para ela estávamos no corredor e algumas pessoas passavam nos olhando com curiosidade, depois do que aconteceu na minha casa Bruce começou a me tratar com indiferença e frieza eu não sabia o porque mas sua distância estava me incomodando um pouco, já era quarta e ele ainda não havia tocando no assunto.
— Tá bom, mas aqui como ele é?
— Grande… tipo grande mesmo e muito grosso.
Cochichei para ela sentindo minhas partes se contraírem só da lembrança de Bruce em minha boca e seu olhar de dominador sobre mim deixava a submissa dentro de mim em alerta.
— Meu Deus… e por que você mandou ele embora?
— Porque não era certo e eu estava com medo.
Kate fez uma careta para mim entrando na sala da presidência a segui me sentando na cadeira que antes dessa loucura toda meu avô habitava, ah como eu sentia saudade dele e das suas piadas sem graça e seu carinho, ela se sentou na cadeira a minha frente cruzando as pernas fazendo sua saia subir um pouco. Ok eu estava reparando demais nas mulheres da empresa mas depois do jantar com Susan não conseguia evitar.
— Medo de que?
— O cara e enorme, ele poderia simplesmente me partir ao meio.
Ela soltou uma risada meio me deixando constrangida pelo meu medo de ser partida ao meio por Bruce.
— Minha nossa Ray ! isso não iria acontecer mas se acontecesse seria extremamente prazeroso.
— Sabe você precisa sair mais… encontrar alguém para aliviar essa tensão sua Kate.
Ela jogou seu cabelo lindo cabelo castanho para trás fazendo charme, as vezes eu não entendia a facilidade de mulheres como Kate em seduzir os homens ou até mesmo em ir para cama com eles, eu me sentia tão tensa em relação a isso que ainda me perguntava como pude ir tão longe com Bruce.
— Digo o mesmo pra você Ray, vive naquele apartamento vendo filmes de época e comendo pizza. Quando foi a última vez que saiu para se divertir?
— Quando fomos a Barcelona, que convenhamos foi diversão para o resto da vida.
— Está me zoando?
— Não.
Kate se aproximou da olhando bem no fundo dos meus olhos franzindo o cenho e ruguinhas se formaram em seu nariz destacando suas sardas, tentei desviar o olhar para criar uma desconfiança mas ela deu um tapa na mesa me assustando.
— p**a QUE PARIU! RAY!
— O que?
Senti que meu coração poderia sair pela boca a qualquer momento, levei a mão até o alto do meu peito tentando controlar a respiração.
— Como você pode viver assim?
— Depois que você convive com a Dona Claire tende a viver coisas calmas.
Conviver com a minha mãe era uma emoção atrás de emoção eu nunca soube o que esperar dela, então quando sair de casa decidir que viveria dias de silêncio e calmaria. As vezes minha mãe extrapola nas suas loucuras, como no dia em que ela decidiu que iríamos para Londres pois ela queria marcar um dia para tomar chá com a rainha.
— Sua mãe e um amor de pessoa nem vem, sempre animada e cheia de vida.
— Então por que você não é filha dela então?
Ela deu de ombro, uma batida leve na porta anunciou Bruce em seu terno preto maravilhosamente com a gravata combinando, seus olhos verdes se prenderam nos meus com tanta intensidade que me senti nua em sua frente.
— Bom dia Senhorita Mitchell.
Seu tom profissional me fez questionar se ele estava tão puto comigo como sua expressão aparentava, Kate se levantou no mesmo instante me jogando uma piscadela e passando apressada por Bruce.
— Bom dia Senhor Evans, em que posso ajudá-lo?
— Vejo que está bem disposta hoje.
— Sim, teve um domingo agradável.
Bruce arqueou uma sobrancelha mordendo o lábio ele intensificou o olhar e suas íris verdes brilhavam e um desejo dançava sobre eles.
— Você e memorável.
— Obrigada...eu acho. Mas o senhor não me disse o que veio fazer aqui.
— Temos uma visita a nova fábrica hoje a tarde.
— Não me esqueci.
Bruce acenou enfiando as mãos nos bolsos da calça, ele ainda me encarava e eu tinha a total certeza que queria comentar sobre sábado a noite. Sustentei seu olhar até que Bruce decidiu quebrar o silêncio.
— Como consegue agir normalmente depois do que aconteceu?
— Estou agindo como você.
Retruquei o pegando de surpresa, Bruce deu um passo à frente aquele olhar perigoso e dominador apareceu me fazer estremecer ele tinha tanto poder sobre mim que às vezes me perguntava se eu era uma simples marionete sob seus olhos pronta para ser manipulada.
— E mesmo?
— Sim.
Sussurrou mordiscando o lábio, eu não me sentia intimidada por ele mas completamente submissa sobre seu olhar tão dominador, cortante e poderia apostar minha bolsa channel que se Bruce me mandasse se ajoelhar à sua frente igual uma cachorrinha obedeceria sem pensar duas vezes. Não conseguia ser dona do meu corpo perto dele. A porta se abriu com um estrondo e Dona Claire apareceu impecável como sempre com longos cabelos loiros reluziam um brilho natural sua bolsa da Gucci combinava com seu vestido vinho, o barulho do seus saltos Jimmy Choo coava pelo mármore.
— Ray !
Levantei imediatamente observando ela marca até a mim, minha mãe deu a volta na mesa me tomando em seus braços me apertando, ela afastou um pouco me observando sob os óculos Chanel.
— Oi mãe.
— O que houve com você? não atende meus telefonemas e nem os do seu pai.
— Ando muito ocupada acho que a senhora sabe que o vô Lúcio foi para o Havaí.
— HÁ Claro que sabia.
Ela retirou os óculos e a bolsa os jogando em cima da mesa, as vezes minha mãe lembrava a Miranda Priestly de O d***o Veste Prada.
— Mãe, esse e Bruce Evans filho do Johnson Evans.
Dona Claire se virou analisando Bruce de cima a baixo, se não fosse meu pai tão bem apessoado e sua paixão enlouquecedora por ele, minha mãe já teria se divorciado e pegando meio mundo, sua beleza tão natural e animação constante não revelava sua idade. Ela fazia sucesso por onde passava e deixava milhares de corações partidos.
— Oh, e um prazer em conhecê-lo Bruce.
— O prazer é todo meu Senhora Mitchell.
Bruce fez uma pequena reverência levando a mão da minha mãe até os lábios plantando um beijo nas costas da sua mão, seu charme e com toda certeza libido a fez corar.
— Oh que isso pode me chamar de Claire apenas.
— A senhora tem uma filha encantadora Claire. Estava agora mesmo a convidando para jantar mas receio dizer que ela me rejeitou.
MAS QUE FILHO DA MÃE! Ele nem chegou a fazer o convite que com toda certeza iria rejeitar, mas me expor assim para minha mãe que tem o dom de me constranger na frente das pessoas. Dona Claire me lançou um olhar cortante.
— E verdade Ray?
Lancei um olhar mortal para Bruce que sorriu para mim dando de ombro, minha mãe pegou um dos meus cachos jogando para trás da orelha.
— Eu tenho muito trabalho mãe.
— Eu já cansei de dizer para você parar de ser igual ao seu avô e viver mais! Tem apenas vinte dois anos e parece uma velha. Aceite o convite do Senhor Evans e vá se divertir.
Ordenou minha mãe como sempre, respirei fundo agora só o que me faltava minha mãe se simpatizar com Bruce e isso o fazer ganhar pontos aqui.
— Vou pensar.
— Ray!
— Tá bom eu aceito.
Respondi vencida pela insistência, Bruce me lançou uma piscadela se despedindo da minha mãe. Dona Claire se sentou à minha frente e um sorriso orgulhoso tomou conta dos seus lábios pintando de carmim.
— Ele é um rapaz adorável, bastante charmoso e com total certeza bonito.
— Um completo safado, desbocado, cretino, inconveniente,grosseiro e com total certeza manipulador.
— Não diga essas coisas Ray.
— Qual é o motivo da visita mãe?
— E aniversário do seu pai no sábado, você vai.
— Sou obrigada?
— Sim.
Gemi tombando a cabeça para trás fechando os olhos, desde pequena odiei essas festas com gente esnobe e s*******o.
— Leve Bruce.
— Mas ein?