Capítulo Seis

1356 Words
— Ele O QUE?! Exclamou Kate com os olhos totalmente arregalados suas bochechas levemente coradas entrega seu rubor pelo os detalhes que lhe proporcionei, queria poder me esconder depois daquele erro fatal no sábado a noite. — Não grita. Sussurrei para ela estávamos no corredor e algumas pessoas passavam nos olhando com curiosidade, depois do que aconteceu na minha casa Bruce começou a me tratar com indiferença e frieza eu não sabia o porque mas sua distância estava me incomodando um pouco, já era quarta e ele ainda não havia tocando no assunto. — Tá bom, mas aqui como ele é? — Grande… tipo grande mesmo e muito grosso. Cochichei para ela sentindo minhas partes se contraírem só da lembrança de Bruce em minha boca e seu olhar de dominador sobre mim deixava a submissa dentro de mim em alerta. — Meu Deus… e por que você mandou ele embora? — Porque não era certo e eu estava com medo. Kate fez uma careta para mim entrando na sala da presidência a segui me sentando na cadeira que antes dessa loucura toda meu avô habitava, ah como eu sentia saudade dele e das suas piadas sem graça e seu carinho, ela se sentou na cadeira a minha frente cruzando as pernas fazendo sua saia subir um pouco. Ok eu estava reparando demais nas mulheres da empresa mas depois do jantar com Susan não conseguia evitar. — Medo de que? — O cara e enorme, ele poderia simplesmente me partir ao meio. Ela soltou uma risada meio me deixando constrangida pelo meu medo de ser partida ao meio por Bruce. — Minha nossa Ray ! isso não iria acontecer mas se acontecesse seria extremamente prazeroso. — Sabe você precisa sair mais… encontrar alguém para aliviar essa tensão sua Kate. Ela jogou seu cabelo lindo cabelo castanho para trás fazendo charme, as vezes eu não entendia a facilidade de mulheres como Kate em seduzir os homens ou até mesmo em ir para cama com eles, eu me sentia tão tensa em relação a isso que ainda me perguntava como pude ir tão longe com Bruce. — Digo o mesmo pra você Ray, vive naquele apartamento vendo filmes de época e comendo pizza. Quando foi a última vez que saiu para se divertir? — Quando fomos a Barcelona, que convenhamos foi diversão para o resto da vida. — Está me zoando? — Não. Kate se aproximou da olhando bem no fundo dos meus olhos franzindo o cenho e ruguinhas se formaram em seu nariz destacando suas sardas, tentei desviar o olhar para criar uma desconfiança mas ela deu um tapa na mesa me assustando. — p**a QUE PARIU! RAY! — O que? Senti que meu coração poderia sair pela boca a qualquer momento, levei a mão até o alto do meu peito tentando controlar a respiração. — Como você pode viver assim?  — Depois que você convive com a Dona Claire tende a viver coisas calmas. Conviver com a minha mãe era uma emoção atrás de emoção eu nunca soube o que esperar dela, então quando sair de casa decidir que viveria dias de silêncio e calmaria. As vezes minha mãe extrapola nas suas loucuras, como no dia em que ela decidiu que iríamos para Londres pois ela queria marcar um dia para tomar chá com a rainha.  — Sua mãe e um amor de pessoa nem vem, sempre animada e cheia de vida. — Então por que você não é filha dela então? Ela deu de ombro, uma batida leve na porta anunciou Bruce em seu terno preto maravilhosamente com a gravata combinando, seus olhos verdes se prenderam nos meus com tanta intensidade que me senti nua em sua frente. — Bom dia Senhorita Mitchell. Seu tom profissional me fez questionar se ele estava tão puto comigo como sua expressão aparentava, Kate se levantou no mesmo instante me jogando uma piscadela e passando apressada por Bruce. — Bom dia Senhor Evans, em que posso ajudá-lo? — Vejo que está bem disposta hoje. — Sim, teve um domingo agradável. Bruce arqueou uma sobrancelha mordendo o lábio ele intensificou o olhar e suas íris verdes brilhavam e um desejo dançava sobre eles. — Você e memorável. — Obrigada...eu acho. Mas o senhor não me disse o que veio fazer aqui. — Temos uma visita a nova fábrica hoje a tarde. — Não me esqueci. Bruce acenou enfiando as mãos nos bolsos da calça, ele ainda me encarava e eu tinha a total certeza que queria comentar sobre sábado a noite. Sustentei seu olhar até que Bruce decidiu quebrar o silêncio. — Como consegue agir normalmente depois do que aconteceu? — Estou agindo como você. Retruquei o pegando de surpresa, Bruce deu um passo à frente aquele olhar perigoso e dominador apareceu me fazer estremecer ele tinha tanto poder sobre mim que às vezes me perguntava se eu era uma simples marionete sob seus olhos pronta para ser manipulada. — E mesmo?  — Sim. Sussurrou mordiscando o lábio, eu não me sentia intimidada por ele mas completamente submissa sobre seu olhar tão dominador, cortante e poderia apostar minha bolsa channel que se Bruce me mandasse se ajoelhar à sua frente igual uma cachorrinha obedeceria sem pensar duas vezes. Não conseguia ser dona do meu corpo perto dele. A porta se abriu com um estrondo e Dona Claire apareceu impecável como sempre com longos cabelos loiros reluziam um brilho natural sua bolsa da Gucci combinava com seu vestido vinho, o barulho do seus saltos Jimmy Choo coava pelo mármore. — Ray ! Levantei imediatamente observando ela marca até a mim, minha mãe deu a volta na mesa me tomando em seus braços me apertando, ela afastou um pouco me observando sob os óculos Chanel. — Oi mãe. — O que houve com você? não atende meus telefonemas e nem os do seu pai. — Ando muito ocupada acho que a senhora sabe que o vô Lúcio foi para o Havaí. — HÁ Claro que sabia. Ela retirou os óculos e a bolsa os jogando em cima da mesa, as vezes minha mãe lembrava a Miranda Priestly de O d***o Veste Prada. — Mãe, esse e Bruce Evans filho do Johnson Evans. Dona Claire se virou analisando Bruce de cima a baixo, se não fosse meu pai tão bem apessoado e sua paixão enlouquecedora por ele, minha mãe já teria se divorciado e pegando meio mundo, sua beleza tão natural e animação constante não revelava sua idade. Ela fazia sucesso por onde passava e deixava milhares de corações partidos. — Oh, e um prazer em conhecê-lo Bruce. — O prazer é todo meu Senhora Mitchell. Bruce fez uma pequena reverência levando a mão da minha mãe até os lábios plantando um beijo nas costas da sua mão, seu charme e com toda certeza libido a fez corar. — Oh que isso pode me chamar de Claire apenas. — A senhora tem uma filha encantadora Claire. Estava agora mesmo a convidando para jantar mas receio dizer que ela me rejeitou. MAS QUE FILHO DA MÃE! Ele nem chegou a fazer o convite que com toda certeza iria rejeitar, mas me expor assim para minha mãe que tem o dom de me constranger na frente das pessoas. Dona Claire me lançou um olhar cortante. — E verdade Ray? Lancei um olhar mortal para Bruce que sorriu para mim dando de ombro, minha mãe pegou um dos meus cachos jogando para trás da orelha. — Eu tenho muito trabalho mãe. — Eu já cansei de dizer para você parar de ser igual ao seu avô e viver mais! Tem apenas vinte dois anos e parece uma velha. Aceite o convite do Senhor Evans e vá se divertir. Ordenou minha mãe como sempre, respirei fundo agora só o que me faltava minha mãe se simpatizar com Bruce e isso o fazer ganhar pontos aqui. — Vou pensar. — Ray! — Tá bom eu aceito. Respondi vencida pela insistência, Bruce me lançou uma piscadela se despedindo da minha mãe.  Dona Claire se sentou à minha frente e um sorriso orgulhoso tomou conta dos seus lábios pintando de carmim. — Ele é um rapaz adorável, bastante charmoso e com total certeza bonito. — Um completo safado, desbocado, cretino, inconveniente,grosseiro e com total certeza manipulador. — Não diga essas coisas Ray. — Qual é o motivo da visita mãe? — E aniversário do seu pai no sábado, você vai. — Sou obrigada? — Sim. Gemi tombando a cabeça para trás fechando os olhos, desde pequena odiei essas festas com gente esnobe e s*******o. — Leve Bruce. — Mas ein?
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