Sem perder tempo, Cloe vestiu rapidamente o uniforme que lhe deram. As roupas ficaram justas demais, ela precisaria pedir outras depois.
Não havendo tempo pra isso naquele momento, ela pegou a arma e guardou, correu até a porta e a trancou
Enquanto corria pela mesma direção em que havia entrado, pensou que poderia ter outras saídas mas como a casa era muito grande ela não se arriscaria em procurar por outra
Ao chegar na porta da mansão, Cloe viu Nicolas saindo em um carro Bugatti preto, ele passou ao seu lado e piscou pra ela enquanto passava
"Lenta demais, senhorita" ela ouviu ele dizer enquanto passava.
Ela olhou ao redor e viu que Silas estava vindo correndo em sua direção e jogou-lhe uma chave
- É a do Porsche - gritou ele - Não o perca de vista
Cloe assentiu e correu até a garagem. Não deixou de se surpreender quando se separou com diversos carros de luxos. Correu até o Porsche e acelerou
Quando estava saindo, Silas avisou:
- Ele pode ter ido para o Pykes, procure-o por essa direção
Cloe acelerou o carro enquanto ligava a opção de voz do GPS pedindo para que lhe mostrasse o caminho para o Pykes
Certamente já levando algumas multas, Cloe dirigia em disparada atrás de Nicolas
Após alguns quarteirões, Cloe conseguiu avistar o carro de Nicolas. Ela diminuiu a velocidade e o seguiu tentando sair o mais desapercebida possível
"Nesse quesito você não ganhará de mim, garoto" pensou ela
Depois de alguns minutos, ele parou em frente a uma casa noturna. Cloe parou a alguns metros de distância e esperou ele entrar.
Depois de alguns minutos ela entrou também. Embora naquele momento ela devesse ficar por perto para fazer a segurança dele, o papel que ela realmente estava ali para fazer era o de investigação.
Cautelosamente andando pela casa noturna, avistou Nicolas em um sofá em uma mesa particular, aparentemente um dos melhores lugares do bar
Cloe sentou-se em um banco no balcão onde conseguia ter acesso a uma visão boa de onde Nicolas estava
Logo foi servido por whisky por uma garçonete e ficou algum tempo tomando, sozinho.
Após uns 40 minutos, dois homens de terno sentaram-se no sofá com ele. Cloe tentava fazer leitura labial, mas a pouca luz que havia no lugar atrapalhava qualquer tentativa de enter alguma coisa
Após algumas horas de conversas, Cloe percebeu que Nicolas passou uma pasta para um dos homens. Após receber essa pasta, os dois homens foram embora.
Nicolas continuou bebendo, até que uma das dançarinas do lugar sentou ao lado dele. Ele não esboçou nenhuma reação
Ela começou a passar a mão na perna dele e tentou dar-lhe um beijo, mas o mesmo desviou do beijo.
Ela pareceu ter ficado enfurecida e deu pra perceber que ele havia entregado algo a ela também.
Nesse momento ela saiu da mesa. Ele continuou bebendo sozinho. Após um tempo, a mulher que havia ido até ele apareceu no balcão de bebidas pedindo um drink.
Solícita, tentei tirar alguma informação:
- Você está bem? Parece que tem um rapaz que não trata as pessoas bem
A mulher, loira e alta olhou para a Cloe e disse, irritada:
- Ele é um porre, mesmo. Todas já me avisaram, mas eu já sabia que ia acontecer.
- E por que você foi? -
- Porque ele me deu uma boa grana.
Cloe revirou os olhos e disse:
- Ele a trata m*l pra sair com você depois?
A mulher deu uma risada irônica e respondeu:
- Não, ele me pagou pra deixa-lo em paz. É isso que ele faz.
Cloe quase não escondeu a risada que quis dar. Que cara estranho, ela pensou. Nessa idade e com esse dinheiro, ela não imaginaria alguém como ele fazendo isso. Principalmente sendo homem.
Nesse momento, um dos barman colocou um drink na frente de Cloe.
- Eu não pedi isso, senhor. Você se esquivocou.
O barman retrucou:
- Você não pediu. Pediram pra você.
- Quem? - perguntou Cloe, surpresa
O barman apontou para a direção de Nicolas. Ele a olhou levantando o copo em forma de brinde
Cloe se levantou e foi até ele.
- Não pedi sua companhia - disse ele
- Que eu saiba a bebida as vezes é um convite
- Não no seu caso, só queria que você soubesse que não tem como se esconder de mim.
- Eu não estava me escondendo, apenas olhando se não tinha nenhum perigo ao redor
Nicolas sorriu e falou:
- Não há perigo ao seu redor, e sim na sua frente.
Ele levantou e ficou de frente pra Cloe.
- Não pense que vou recuar porque você me ameaça. Vou fazer o meu trabalho.
Nicolas acendeu o cigarro, tragou e jogou a fumaça pra cima
- Você só precisa ficar longe. Não preciso de seguranças. Não quero que me siga - disse ele, passando por ela
Cloe entrou na frente dele, tirou o cigarro de sua boca e pisou
- Não estou aqui por diversão, estou fazendo meu trabalho. Querendo você ou não, nada irá me impedir.
Nicolas ficou sem palavras, mas seu olhar era sério e indecifrável.
- Já que é assim, sente-se e me convença de que eu deva aceita-la