Capítulo 4

1169 Words
Samantha Bastos Eu já tinha terminado com as meninas, ignorei totalmente o que o Bg havia dito, era uma loucura e eu não podia. Júlia desceu comigo e com a Lívia, ficamos esperando o Uber parar na esquina. Por mais que Júlia fizesse questão de ressaltar que sair daqui assim depois do Bg pedir para eu ficar não era bom, na minha cabeça ficar seria pior ainda. Vai saber o que aquele louco quer comigo. — Tá a dois minutos daqui. Eu tinha chamado três carros e dois deles tinham cancelado a viagem, resumindo, eu já estava muito p**a. Me encostei no muro e de relance vi o Bg descendo junto com o outro homem de mais cedo, eu só conseguia pensar “Fodeu amigos!” Me fiz de sonsa e olhei para todos os lugares, menos para ele. — Qual é bruxa, não tem palavra não? — Ele gritou do outro lado da rua. — Vem, vamos subir! — Não cara, meu uber já está chegando. Ele pegou o fuzil que estava com o outro homem e atravessou nas costar com um p**a sorriso estampado no rosto. O Bg caminhou lentamente na minha direção e mais dois caras armados vieram atrás dele, na hora eu senti que não passava nem vento de tanto medo. — Beleza então, se tu não subir agora eu vou rajar o teu Uber de bala. — Amiga, vai por favor. — Júlia murmurou. — Ele tem coragem de fazer e o Uber não tem culpa dessa rixa de vocês dois. — Ela tá certa bruxa. Bufei irritada e comecei a andar em direção a entrada do morro novamente deixando todo mundo para trás, peguei o meu celular e mandei uma mensagem para minha mãe avisando que ia demorar um pouco. Bg apareceu do meu lado, apontou para uma moto estacionada em cima de uma calçada e nós fomos até lá, ele subiu com uma facilidade tão grande, mas eu fui burra de tentar fazer igual e quase cai de b***a no chão fazendo o i****a rir da minha cara. — Tu é patricinha mesmo hein, não vou esperar um ano pra tu subir numa moto pô. — Então some daqui, eu não pedi para ficar mesmo, você que ficou insistindo igual um cachorro atrás de mim. — Eu tô me perguntando por que tu ainda não tá morta, hum? Tu é toda engraçadona, né? Vamos ver até onde dura. Eu queria xingar ele até ficar sem fala? Queria. Eu ia arriscar que as ameaças fossem reais? Nunca. Como eu tinha deixado a mala com a Lívia, estava só com uma bolsinha de ombro, com o minimo para se sobreviver, documentos, dinheiro, celular e absorventes. Assim que eu subi na moto ele deu partida e foi aí que eu vi um filme da minha curta vida passando na minha frente, na velocidade que a moto estava eu só pensava que eu iria morrer. Por onde a gente passava as pessoas olhavam, as ruas eram estreitas e pelas minhas contas nós quase morremos umas quatro vezes dentro de um minuto. Ele parou a moto na frente de uma casa que por fora parecia aquelas de bairros nobre, eu desci da moto e fui seguindo ele para dentro da casa. Se por fora já era bonita, por dentro então era um luxo. Varri o lugar com os alhos admirada com a decoração da casa, era muito linda. — Cuidado para não babar. — Bg zombou. — Por que a gente tá aqui? — Perguntei confusa. — Eu vou tomar um banho para a gente ir, a geladeira é para lá — Apontou para o lado direito da casa. — Pode pegar qualquer coisa que quiser comer. Ele falou e em seguida subiu, como eu realmente estava com fome é claro que eu ia revirar os armarios da casa dele. Fui até a cozinha e abri a geladeira, tinha algumas frutas, peguei três maracujás e saí procurando um liquidificador pelos armarios. Fiz um suco e comi com algumas bolachas que achei no armario, lavei toda a louça que eu tinha sujada e quando olhei para trás quase tive um treco. Uma menina me encarava como se eu fosse um alién, ela colocou uma mão na cintura e ficou batendo a perna no chão. De relance eu vi que o Bg estava saindo do quarto e soltei um suspiro de alivio. — Quem é você? — Ela perguntou co uma cara nada boa. — Quem é essa Eduardo? Eu só consegui prestar atenção no Eduardo, nem ferrando ele tinha cara de Eduardo. Se essa mulher fosse asada com ele ou algo assim, nem adiantaria ele me ameaçar mais, eu ia embora no mesmo instante. — Eu sou a Samantha. — Murmurei. — Uma amiga minha, quando é pra tá em casa, tu nunca tá. — Amiga, sei… Me dá dinheiro que eu te deixo em paz. — Eu sorri, que menina inteligente. Ele tirou duas otas de cem e deu para ela que foi em direção ao corredor no mesmo instante, só agora eu pude repara melhor nele, o Bg estava de calça jeans preta, com uma camisa branca e um air jordan preto com branco. Não dava para negar que estilo ele tinha. — Você vai arrumado e eu assim? — Apontei para mim mesma. — Se quiser tomar um banho eu peça a Lavínia alguma roupa dela, deve caber certinho em tu. — Ela não vai se incomodar não? — Não pô, Lavínia é mimada, mas nem tanto. — Ela é sua irmã? — Ele concordou. — Ô LAVÍNIA. — O morro inteiro deve ter ouvido o grito dele, a menina apareceu na porta com uma toalha no corpo. — A samantha quer uma roupa tua para tomar um banho. Filho da p**a! Como assim eu queria? Ele que tinha dado a ideia. Eu fiquei procuranod um buraco para me enfiar depois dessa. — Vem aqui Samantha. — A Lavínia chamou e eu fui. Entrei no quarto dela, ela abriu o guarda roupa e tirou algumas peças de dentro. — A gente tem estilos totalmente diferentes, mas essas são as que eu acho que combina mais com você. — Obrigada, pode me emprestar esses? — Apontei para uma calça cargo e um cropped preto. — Claro que posso. Espero que você fale para o Eduardo que eu fui muito educada e ele já pode me dar o meu proprio salão. — Falou sorrindo. — Você é bem doidinha, né? — Você que tá com o Eduardo e eu que sou a doida? — Debochou legal. — Eu não tô com ele. Ela me deu uma toalha e disse que eu podia tomar banho no banheiro dela, eu me arrumei em questão de minutos. Usei algumas coisas da Lavínia, ela tinha uma penteadeira com mais coisas do que a minha, tinha produtos e maquiagens para todos os lados. Eu fiz uma make leve, principalmente por não saber para onde a gente ia. Hoje vai render. >>> @aut.izzamarques
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