Capítulo 3 - Angel

1432 Words
Angel Narrando... Eu sinto um golpe forte no meu rosto, a dor é intensa e me deixa sem ar, me jogando no chão com o impacto. Eu ouço a voz dele, gritando e xingando, me chamando de nomes que não mereço. Sinto medo, um medo que me paralisa e me deixa incapaz de reagir. Eu sinto vergonha, uma vergonha que me faz querer me esconder e desaparecer. Eu olho para ele, e vejo um estranho, alguém que não é o homem que eu amei um dia. Eu vejo um homem que está perdido na sua própria raiva e frustração. Sinto uma lágrima rolar pelo meu rosto, e eu a deixo cair. Eu não posso mais segurar, eu não posso mais fingir que tudo está bem. Meu nome? é Angel, moro no Rio de Janeiro. Tenho os cabelos pretos longo, 28 anos, 1,55 de altura, olhos castanhos, meu corpo é bem definido, não sou siliconada, tudo o que eu tenho é meu, peito médio, a b***a também eu considero como média e cintura fina. Agora sobre esse momento que eu tô vivendo? pois é, nunca pensei que ia passar por isso, achei que o Camilo fosse o cara perfeito pra mim, mas quanta hipocrisia não é mesmo? porque agora eu tô aqui apanhando igual uma condenada de quem deveria me proteger. Fui muito otária, acreditei e agora tô sofrendo as consequências. Conheci o Camilo na clínica, detalhe, ele é policial do BOPE. Chegou lá quase morrendo, e eu? eu salvei a vida dele, como médica eu jamais poderia dizer que eu me arrependo de ter feito isso, mas como mulher, eu me arrependo todos os dias da minha vida. Faz 3 anos que estamos juntos, no início era um amor, era romântico, me mimava, fazia de tudo por mim, mas aí começou os ciúmes descontrolados, depois o primeiro empurrão... o primeiro puxão de cabelo, o primeiro tapa... e aí? o gosto de ferro na boca já era presente. Quando completamos 2 ano juntos ele começou a me cobrar um filho, mas acontece que eu não consigo engravidar e quando falei isso pra ele, pronto, foi o motivo da maior surra da minha vida. Eu tava disposta a ir embora da casa dele, tava cansada de apanhar, mas aí o que ele fez? mentiu que ia mudar e eu tola, acreditei. E nesse exato momento eu me sinto sozinha, completamente sozinha, apanhando como se eu fosse uma pessoa r**m, mas eu não mereço isso. Não tenho ninguém por mim, o meu pai? ele me odeia e nunca negou isso, vivia jogando na minha cara que a minha mãe foi embora por minha culpa. Ele vivia me mandando embora da casa dele, dizia que não via a hora de eu completar dezoito anos logo, e quando eu completei a idade que ele queria, ele me deu um valor em dinheiro e me mandou embora. E todo o dinheiro eu investi na minha faculdade de medicina, mas também trabalhei porque eu tinha um objetivo, porque quando eu saí da casa do escroto do meu pai, eu deixei a minha irmã pra trás e eu precisava ter condições pra tirar ela das mãos dele. Pois é, minha irmã, filha do meu pai e de uma outra mulher! Eu lembro que quando eu saí de casa, ela implorou pra eu ficar, mas eu não podia, não era só porque eu não queria, mas porque o Vinícius já tinha me expulsado de lá, e como ele tinha a guarda dela, eu não conseguiria tirar ela daquela casa. Assim que eu botei os pés pra fora do condomínio, ele já proibiu a minha entrada, aquilo cortou o meu coração de um jeito, e desde então eu nunca mais vi a Taynara, isso já faz 10 anos. No início eu até procurei ela, mas é como se ela tivesse sumido do mapa, não sei como ela tá, se está bem, ou o que aconteceu, isso me dói muito, porque eu sinto muita falta da minha pequena. Sou tirada do transe quando o Camilo grita. Camilo — VOCÊ É UMA DESGRAÇADA... ___ brada quebrando uma garrafa no chão. Seu rosto está vermelho de raiva, e eu tô ficando ainda mais angustiada. Eu quero gritar, eu quero chorar, eu quero fugir. Mas eu não posso, eu estou presa nesse relacionamento, presa nessa vida que não é mais minha. Sinto uma dor profunda, uma dor que vai além da física. É uma dor que me atinge no coração, na alma, na minha própria humanidade. Porque estou permitindo ele fazer essas atrocidades comigo. Camilo — SUA PIRANHÄ, TU É UMA FILHA DA PUTÄ DESGRAÇADA... SE EU NÃO TE AMASSE TANTO ASSIM, EU TE MATARIA NESSE EXATO MOMENTO, PORQUE NEM PRA ME DAR UM FILHO TU SERVE... ___ brada alterado. E eu sinto outro impacto forte e doloroso na minha barriga, como se todo o ar tivesse sido sugado pra fora de mim. A dor é intensa e me deixa sem ar. Sinto como se eu estivesse sendo esmagada, como se todo meu corpo estivesse sendo comprimido em um pequeno espaço, estou fraca e vulnerável, como se não tivesse controle sobre o meu próprio corpo. O pânico dele me atingir novamente, assim que eu olho pra cima, e vejo ele, seu rosto vermelho de raiva e sua mão levantada, pronta para me atingir novamente. — NÃO FAZ ISSO CAMILO... PARA CARA... ___ tomo um pouquinho de força que me resta e encaro seus olhos. — Eu não sou teu saco de pancadas, seu ESCROTO... Camilo — Ainda tem coragem de gritar comigo sua filha da putä, tá achando que tá lidando com qualquer um piranhä? ___ rosna vindo pra cima de mim, enfiando a mão por baixo do meu cabelo e me levantando, ele bate meu corpo contra a parede com força. Me fazendo soltar um gemido de dor. Camilo — Tua sorte é que eu te amo muito sua piranhä, porque se não fosse isso... nesse exato momento, eu te mataria e mandava a tua cabeça lá pro teu papai... ah é, esqueci, ele não liga pra você né... ___ diz com sarcasmo, o rosto rente ao meu e eu sinto sua respiração quente próximo a minha boca. Sinto ânsia, embrulho no estômago. — Você é um nojento Camilo... eu te odeio com todas as minhas forças... e pra você me obrigar a ficar contigo novamente, tu vai ter que me pegar a força... porque por vontade própria, eu jamais vou querer ficar com um escroto como você... ___ cuspo as palavras na sua cara, sentindo minha respiração ofegante, meu peito subindo e descendo rápido. Camilo — Tu tá bem pra frente né... será que você esqueceu do que aprontou lá na clínica, a dois dias atrás? o que será que as pessoas vão pensar quando sair nos noticiários que a doutora Angel... envenenou uma senhora em? ___ solta as palavras devagar, eu sinto o nó subir na garganta e ele gruda meu maxilar com força — O que será que vão pensar da princesa aqui? — Você não sabe o que tá falando seu desgraçado... ___ rosno sentindo a dor do seu aperto, mas as suas palavras dói ainda mais. Camilo — Bom, não sou somente eu que tô dizendo... são fotos né, tu injetando medicamentos na veia dela... o que você tem a dizer sobre isso? — VOCÊ SABE QUE EU JAMAIS FARIA ISSO... ___ grito tentando me livrar do seu aperto, mas ele não deixa e aperta ainda mais forte. Camilo — Não é isso que as fotos dizem, porque deu r**m pra velha bem depois que tu saiu de lá... então pensa só, vai dar muito r**m se isso for parar nas mídias... ou até mesmo nas mãos de pessoa errada, porrä, tu tá muito ferrada... por isso que eu tô te dizendo, fica quietinha, comendo na minha mão... porque pelo menos aqui comigo, você tá segura, eu te protejo minha princesa... ___ fala sarcástico, beijando minha boca e eu começo a cuspir nele sem parar. — VOCÊ É BAIXO... EU TE ODEIO CAMILO... TE ODEIO COM TODAS AS MINHAS FORÇAS... ___ grito rasgando a garganta e ele fecha um soco no meu rosto. Sinto o gosto de sangue muito rápido, e ele sai me arrastando dali. Ele me joga dentro do quarto, e tranca a porta, sem se importar com mais nada, o tanto que eu odeio esse cara não tem explicação, se eu pudesse eu mesma matava ele com as minhas próprias mãos, mas eu sei que ele vai pagar, um dia vai, não tem como continuar assim... Contínua...
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