Tigre Narrando...
A porrä de um mês já se passou e nada de trazerem a vädia da médica, ninguém sabe onde a pilantra se enfiou, minha mente fica como? rodando daquele jeito, cada vez criando mais ódio da filha da putä.
Ela mexeu com quem eu amava, se ligaram? a única que teve o meu sentimento real mermo, sangue do meu sangue, mas pode demorar o tempo que for, quando eu colocar as mãos na desgraçada, aí sim, ela vai conhecer o capeta de perto.
Juninho — Fala tu paizão... ___ entra na minha sala, e eu levanto o olhar pro mermo — Aqui as notas... acabei de pegar com os menor lá da boca ...
— Contou? ___ pergunto sério, e ele concorda manjando com a cabeça.
Juninho — Com certeza né pai, brinco em serviço não pô... aqui o corre é certo, né segredo!
— Tendeu... ___ falo abrindo a gaveta, guardando as notas e puxando um balão.
Juninho — E tu ainda não descobriu quem foi a médica que envenenou a dona vera? ___ pergunta e eu n**o, olhando pra um ponto fixo na mesa, só de lembrar dessa porrä me incomoda e me enche de ódio, sem caô — Logo logo nois vai descobrir essa fita, pode crê...
— Cedo ou tarde, eu coloco as mãos nela... aquele dia eu cheguei na clínica com o lobão, só que mano, ninguem tinha resposta nenhuma pegou a visão? se não fosse o Fernando chegando lá, eu tinha acabado de vez com aquela bagaça, papo reto cria, tinha botado fogo em todo mundo e f**a- se o resto, é tenso cria, fodä mermo... ___ dou o papo tragando o balão.
Juninho — Tô ligado... é dificil até hoje de acreditar que a dona Vera se foi... mas na melhor nois vai vingar a morte dela... não só por tu, mas porque geral aqui era amarradão na véia, e a filha da putagem que fizeram com ela foi covardia maluco...
— Papo é esse mermo... ___ falo jogando a cabeça pra trás e soltando a fumaça no ar. — Caralhø, Ln foi füder que tá demorando voltar... ___ solto me lembrando que tinha mandado o filho da putä dá uma olhada no movimento e até agora não voltou..
Juninho — Ihhh pode esquecer, deve tá comendo putä pelos becos... ___ solta sarcástico, e eu já puxo logo o radinho e chamo o Ln.
O mermo já passa logo a visão pra mim que tem moradora nova, achei estranho porque já tem um tempo que não sobe ninguém na favela como moradô. Liberei a entrada da mina e dei o papo pro mermo subir direto pra boca que eu quero bater um lero com ele, quero saber direitinho sobre essa moradora ai.
Juninho — Quem será que é a maluca que subiu o morro? será que é gostosinha? ___ fala esfregando a mão uma na outra.
— Tu não tem o que fazer não, papo reto ___ falo negando, apagando meu balão. O filho da putä continua ali jogando piadinha, deu uns quinze minutos, o Ln chegou na boca.
Juninho — Ai sim chegou quem eu tava esperando... conta pra nois, como que é a moradora nova? não vai dá o papo que é uma véia sem dente, que eu ja brocho... papo reto..
Ln — Pô cria... pior que não em, é uma mina mermo, filézinho, pegaram a visão? aquele tipo de mulher que chega já fazendo o bandido babar, filha da putä é gostosa demais pô...
— Tu levou ela pra onde? barraco afastado das bocas, e qualquer lugar de movimento? ___ pergunto serinho, e o cria confirma.
Ln — Tá ligado lá onde a Raabe tem uma loja? tu tinha um barraco lá, levei a mina pra lá... ela tem cara de ser tranquila, é doutora e tudo, pegou a visão?
— E tu confia só olhando pra cara da maluca? tu vai me passar uma foto da mina e eu vou mandar um dos moleque puxar a ficha dela, não vou ficar dando bobeira não, se liga... ___ dou o papo reto e ele concorda.
Ln — Isso ai paizão, papo é esse mermo... Mas que a mina é gostosa, é, gata pra caralhø... se fosse x-9 dava até dó de estragar um rostinho bonito daquele, na moral...
Juninho — Carai que eu preciso mermo conhecer essa maluca ai, só pra vê se é tudo isso mermo....
— Papo reto, cês dois não devem ter porrä nenhuma pra fazer, sem caô...
Ln — Que isso paizão, trampo nois tem, só que pô, se tu visse a beldade que eu vi, cê ia ficar paralisadão, sem maldade...
Juninho — Se a Tainá te escutar, tenho até dó dos sacode que tu vai levar papo reto... ___ tira onda com o cria que negä.
Ln — Tainá sabe que eu amo ela pô... mas também sabe que eu sou cachorro solto, não vou me amarrar a ninguém...
— Pra isso tem nome cuzão, filha da putä, isso que cê é... ___ dou o papo reto negando com a cabeça.
Ln — Mas eu sou mermo paizão e não n**o, mas não posso prometer pra ela uma parada que eu não vou conseguir cumprir, pegaram a visão? assumo ela como minha fiel e na primeira oportunidade, eu vacilo com ela, porrä, tem como não, eu taria sendo mais filha da putä ainda se fizesse isso pô... gosto pra caralhø dela, sou amarradão mermo, mas pra ser fiel não dá pô, porque ela não vai aceitar a me dividir com as outras, por isso que eu prefiro mermo fica desse jeitão e tá tega também.
Juninho — Eu nem vou falar nada, pô...
— Não vai falar porque sabe que tá no mermo barco que ele né filha da putä... ___ começo a pesar na mente dele, e na hora o cria levanta.
Juninho — Já deu a minha hora, vou trampar que eu ganho mais... já ouvi parada demais por hoje né não paizão... a noite nois se tromba, tem bailão hoje e eu tô ligado que vai ferver...
Ln — Tô metendo marcha contigo já... e paizão, tá tudo em ordem lá embaixo... ___ dá o papo e eu concordo, os dois fazem o toque comigo e metem o pé da minha sala.
Solto um suspiro pesado e fico ali resolvendo minhas paradas, hoje tem bailão, quero só curtir, papo é esse...
Continua...