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1044 Words
Ela se recostou na cadeira, pegando o copo como se fosse juiz de interrogatório. — Tá, agora me diz… vocês todos ainda estão solteiros ou estão de rolo com alguém? Silêncio. Um silêncio suspeito. Zac foi o primeiro a rir, levantando as mãos. — Eu tô solteiro e feliz, obrigado. — Mentira — Leon cortou na hora. — Você ficou de “conversinha” com a fisioterapeuta do time. — Conversinha é diferente de relacionamento — Zac respondeu rápido demais. Lola estreitou os olhos. — Isso foi muito específico. Zac engasgou com a própria bebida. Dante soltou um riso baixo. Dante cruzou os braços, olhando em volta. — Eu também tô solteiro. — Você fala isso como se fosse uma sentença de prisão — Lola provocou. — E é mais seguro assim — ele respondeu simples. Liam soltou um suspiro leve. Liam apoiou o braço na mesa. — Solteiro. — Seco assim? — ela perguntou. — Eu trabalho demais pra ter tempo de drama — ele disse. Adrian ajeitou a postura, tranquilo como sempre. Adrian respondeu sem pressa: — Também solteiro. — Médico bonito, rico, solteiro… isso é ilegal em algum país — Lola comentou. Ele só deu um meio sorriso. — Ainda não fui preso por isso. Leon girou o copo, fingindo pensar muito. Leon respirou fundo. — Solteiro também. — Também? — Zac riu. — Isso soou como se você tivesse quase mentido. — Eu só evito complicação — Leon respondeu. Lola bateu na mesa, animada. — Tá, então todos vocês estão solteiros… Ela olhou um por um, como se estivesse processando a informação. — Isso é perigoso. — Perigoso por quê? — Liam perguntou, desconfiado. Ela sorriu, inocente demais pra ser confiável. — Porque um grupo de cinco homens lindos, ricos e funcionais… sem ninguém pra encher o saco emocionalmente… significa que sobra energia pra aprontar. Zac riu alto. — Ela não tá errada. Dante apontou pra ela. — Principalmente você que é a responsável por metade das nossas decisões ruins. — Eu? — ela colocou a mão no peito de novo. — Você — os cinco responderam juntos. E a mesa voltou a rir. Mas dessa vez tinha algo diferente no ar… Como se a pergunta dela tivesse aberto uma porta que nenhum deles estava com pressa de fechar. O bar já estava mais cheio de risadas, copos batendo, provocações voando entre eles como sempre. Mas quando Lola encostou as costas na cadeira e falou, a energia mudou. — Eu tive um encontro recentemente… péssimo. Na hora, os cinco pararam ao mesmo tempo. Liam estreitou os olhos. — Péssimo como? Zac já inclinou o corpo pra frente, interessado. Leon parou de girar o copo. Adrian ficou sério. Dante soltou o ar devagar, aquele olhar de delegado que já pressentia problema. — O que aconteceu? — Dante perguntou, mais baixo. Lola soltou um riso sem humor, como se ainda não acreditasse. — O cara perguntou se eu não tinha vontade de diminuir meus s***s e minha b***a. Silêncio. Um silêncio pesado. Depois veio o choque. — O QUÊ? — Zac quase levantou da cadeira. — Repete isso — Leon falou, a voz mais baixa… perigosa. Liam passou a mão no rosto, incrédulo. — Ele disse isso pra você? Adrian franziu o cenho. — Em um encontro? Dante já tinha mudado completamente a postura. — Onde foi isso? Lola deu de ombros, como se fosse absurdo demais até pra guardar raiva. — Exatamente. Segundo ele, eu chamo atenção demais. Ela riu de novo, mas agora era uma risada de incredulidade. — Gente, sério… eu entrei no restaurante e basicamente parei o lugar. Todo mundo olhava, até homem acompanhado. Mas eu não tava dando bola pra ninguém. Leon bateu o copo na mesa, mais forte do que devia. — Não. Não. Zac passou a mão no cabelo, rindo de nervoso. — Isso não é insegurança, isso é doença. Liam olhou pra ela fixamente. — E você ficou lá ouvindo isso? — Não, eu respondi mentalmente primeiro — ela disse calma. Dante inclinou a cabeça. — E depois? Lola respirou fundo, como se fosse a parte mais simples do mundo. — Ele ainda disse que ia me chamar pra um sushi… Leon soltou um “c*****o” baixo, desacreditado. — E desistiu. Zac riu sem acreditar. — Ah não… — Porque disse que tinha certeza que não ia dar conta — ela continuou, leve. — “Prefiro evitar”. Adrian fechou os olhos por um segundo. — Isso é… inacreditável. O ar na mesa ficou pesado e ao mesmo tempo cheio de energia. Raiva, incredulidade… e aquela necessidade silenciosa de proteger. Dante apoiou os cotovelos na mesa. — Onde esse homem tá agora? — Dante… — Lola chamou, meio rindo. — Não é brincadeira — ele respondeu seco. Leon soltou um riso sem humor. — Eu ia destruir esse restaurante inteiro só por princípio. Zac apontou pra ela. — E você? O que você fez? Lola deu um gole na bebida, tranquila demais. — Eu levantei, olhei pra ele e falei: “E você não daria conta mesmo não.” Silêncio. Depois… explosão. Zac riu alto, quase engasgando. — NÃO! Leon bateu na mesa rindo de raiva. — EU SABIA! EU SABIA QUE VOCÊ NÃO IA FICAR QUIETA! Liam soltou um sorriso incrédulo. — Você falou isso na cara dele? Adrian balançou a cabeça, impressionado. — Corajoso… ou suicida social. Dante respirou fundo, mas o canto da boca dele entregava que ele aprovava. — E depois? Lola deu de ombros. — Me levantei e fui embora. Ela sorriu, simples. — Como uma boa deusa faz. A mesa inteira ficou em choque por meio segundo… E depois todos começaram a falar ao mesmo tempo. — “Deusa”? — Zac riu. — Você é impossível — Leon apontou pra ela. — Isso foi humilhante pra ele — Liam disse, sério. — Foi necessário — Dante completou. Adrian olhou pra ela com um meio sorriso. — E ele ficou? — Ficou — ela respondeu. — Sentado. Sozinho. Processando a própria falta de noção. Silêncio de novo. Mas agora… era um silêncio satisfeito. Lola cruzou as pernas, tranquila, como se nada tivesse acontecido. E os cinco… já não estavam mais só rindo. Estavam perigosamente quietos.
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