Linda A manhã seguinte trouxe consigo a familiar rotina, um bálsamo temporário para a alma. Levantei-me, arrumei-me, o corpo ainda pesado pela tensão de ontem, mas a mente focada no pequeno furacãozinho que era a Luz. Ajeitei seus cachinhos, dei-lhe o café da manhã, e seguimos juntas até sua escola, o caminho preenchido por sua tagarelice alegre que, por alguns instantes, me fazia esquecer o mundo lá fora. Deixei-a lá, com um beijo estalado e a promessa de que voltaria logo, e segui para a empresa, o nó no estômago apertando a cada passo. Chegando, fui direto ver Mari. Precisava de um café forte, algo que me ancorasse, algo que pudesse dissipar a névoa de raiva e humilhação que ainda pairava sobre mim desde o encontro com o pai de Igor. Mari, com sua sensibilidade habitual, notou meu est

