Deslocada

3720 Words
Justin foi até lá e abriu a porta de vidro, me olhando risonho. Ele devia estar achando muito engraçada a minha reação com a sua casa. Não tinha culpa, nunca tinha visto nada parecido de perto. Nem em filmes. - Você vai gostar de ver essa parte. – ele disse saindo pela porta de vidro, o segui. A piscina era realmente enorme, e linda. Ali tinha uma área de churrasqueira, tinha algumas poltronas, a churrasqueira e mais algumas bebidas. Pude ver um frigobar por ali também. Perto da piscina tinha algumas espreguiçadeiras. - Ual! – foi o que consegui dizer em palavras. - Essa é minha parte favorita dessa casa. – ele disse parando bem ao meu lado. - É a minha também. – ele sorriu. – Por que você ainda vai na minha casa? Eu com uma casa dessa não sairia dela por nada nesse mundo. - Eu gosto de estar lá. Me sinto em um lar de verdade. – ele dá de ombros. - Aqui você não se sente assim? – o olho atenta. - Não muito. A casa é legal, mas me sinto sozinho. O que é compreensível, uma casa gigante dessa só para ele não devia ser tão interessante quanto parece. - Eu entendo, deve ser solitário viver sozinho em uma mansão. – ele concorda com a cabeça. - Você não imagina o quanto. Antes que eu possa dizer qualquer coisa, alguém grita lá de dentro:  - E aí dude. – Justin se vira rapidamente e logo sorri. Me viro também encontrando um moreno alto, vindo em nossa direção. Ok, era o primeiro amigo do Justin, acho que tudo vai correr bem. Assim que ele chega até nós faz um toque estranho com o louro, dando um abraço rápido nele logo depois. Seus olhos escuros vieram de encontro a mim, ele franziu o cenho pra mim. Ele era bem bonito. - Essa é a Lucy. – ouvi Justin dizer. - A garota do parque. – ele diz animado, como se tivesse feito a maior descoberta de sua vida. O garoto abre um enorme sorriso pra mim. – Eu sou o Alfredo. – ele estica a mão para que eu possa apertá-la. - Oi, Alfredo. – aperto sua mão. - Gostei dela dude. – ele apontou pra mim sorrindo, olhando para o Justin. – Achei que não fosse te conhecer já que o Justin estava fazendo mistério. – ele disse para mim. Soltei uma risada. Vendo o Justin negar com a cabeça. - Fazendo mistério nada, só não quis entrar em detalhes sobre ela. Ela é anônima, Alfredo. E é bom que continue assim! - Você sabe que a partir do momento que ela anda com Justin Bieber deixa de ser anônima. As fotos de vocês dois no parque estão espalhadas por todos os cantos. - Sim, mas eles não tiveram nenhuma foto de rosto, só quem conhece a Lucy consegue identificar ela. Isso era um alívio pra mim, eles ainda não terem conseguido me identificar, não queria ficar conhecida por andar com Justin Bieber. Os dois entraram numa conversa sem parar, algo que eu não me preocupei muito em saber, mas pelo o pouco que vi, já pude notar que o Alfredo era gente boa. Voltamos os três para dentro, as pessoas começaram a chegar, uma atrás da outra, não parava de chegar gente nunca. Me sentei em um dos sofás sendo acompanhada pelo Alfredo, que permanecia do meu lado, puxando vários assuntos. Sabia que ele estava fazendo isso para que eu não me sentisse deslocada, já que Justin estava dando atenção a outras pessoas. - Você é daqui mesmo? – ele questiona, enquanto dá um longo gole em sua bebida. - Sim, cresci em Los Angeles. E você? - Sou de Nova Jersey. - Dizem que aquele lugar é lindo. - Bom, eu sou meio suspeito de falar. – ele deu de ombros e soltou uma risada, me fazendo rir junto. - Você faz o quê? – perguntei realmente curiosa. Ele devia ser alguém famoso, mas eu nunca tinha visto seu rosto antes. - Sou diretor, fotógrafo. Essas coisas. – ele disse e deu de ombros. Bebericando um pouco de sua bebida. Sorri animada, eu iria me dar bem com Alfredo. - Sou fotógrafa também! – disse m*l contendo meu sorriso. Depois disso nós disparamos a falar, ele me dizia coisas incríveis sobre áudio visual, e eu fiquei realmente deslumbrada. Minha experiência na fotografia parecia bobagem perto das dele, Alfredo tinha passado por muitas coisas, e acumulava experiências incríveis! Eu estava gostando de ouvi-las, até alguém o chamar. Vi que Alfredo olhou para a moça que o gritava insistentemente, e voltou a me olhar. Ele não queria me deixar sozinha ali. - Pode ir lá. – dei um leve tapa em seu ombro, tentando soar descontraída. Não queria ficar sozinha mas era injusto pedir que ele passasse a festa inteira sentado comigo, nem Justin que me conhecia a mais tempo estava fazendo isso, não é ele que teria que fazer. - Você vai ficar bem? – Alfredo me perguntou como se eu fosse uma criança em seu primeiro dia de aula na creche. - Sim, vai lá. – sorri o mais sincera que pude, tentando passar confiança a ele. Ele me olhou desconfiado mas logo se levantou. - Não vou demorar. – foi o que ele disse antes de sair de perto. Nem tive chance de respondê-lo. No fundo eu sabia que ele iria demorar, mas queria muito confiar que sua conversa com a garota não demoraria mais do que alguns minutos. Noto o ambiente em que estou pela primeira vez, estava distraída demais conversando com o Alfredo para reparar no que acontecia ao meu redor antes. Haviam muitas pessoas por ali, alguns rostos até pareciam conhecidos pra mim, mas não era ninguém que eu conhecesse de fato. Justin estava em um canto, conversando animadamente com um grupo de pessoas, tinha uma garota muito bonita bem ao seu lado, Justin a abraçava de lado. Engoli seco algumas vezes sentindo algo estranho. Aquilo não era nada, mas de certa forma me doeu um pouco, no mesmo instante comecei a me sentir m*l ali, aquele não era mesmo meu ambiente. A música alta, as pessoas bebendo, rindo alto, dançando. Era tudo muito divertido para eles, mas nada divertido para mim. Vasculho todo o local em busca do Alfredo, ou até mesmo do Chaz que eu sequer tinha visto ainda. Alfredo não estava no mesmo lugar que antes, e aparentemente em nenhum lugar dali. Foi ai que me senti deslocada de vez. Senti meu celular vibrando em minha bolsa e o peguei, vendo que a Jen tinha me respondido. Você, 4 horas atrás: Jen?? Me responde! Justin me chamou para uma festa na casa dele, não sei que roupa usar. Jen, agora: QUÊ? Você está numa festa na casa do Bieber? Quer dizer, você está, né? Lucy, me diz que você não dispensou esse convite? Você: Não, eu não dispensei. Estou aqui na casa dele. Jen: Meu Deus! Como você é sortuda! Me diz como está aí? Você: Sei lá, tá ok. Minha vontade era digitar que estava um saco, mas não queria preocupar a Jen. Jen: Como assim ok, Lucy? Você está em uma festa na casa do Justin, cercada de pessoas conhecidas, e está ok? Você: Seria legal se você estivesse aqui. Me sinto deslocada nesse lugar, esse é mais o seu ambiente. Não é o meu. Jen: Estou começando a me preocupar. Você está bem aí? Automaticamente eu n**o, sei que ela não vai ver e é bom que não veja. Você: Sim, mas quero ir embora. Jen: Lembra o que eu te disse sobre não ficar em lugares que não fazem você se sentir bem? Sinto meus olhos lacrimejarem, por que eu estava querendo chorar afinal? Era só uma festa i****a, não era nada de mais. Você: Me lembro sim. Jen: Então, por favor. Se não se sente bem aí, pegue as suas coisas e vai embora! Me surpreendo ao ler sua mensagem. Jen falando pra eu ir embora de uma festa de alguém famoso? Essa é nova pra mim. Você: Você me mandando ir embora de uma festa? O que aconteceu com a Jeniffer que conheço? Jen: Ela continua a mesma. Eu só entendo o seu lado, você não gosta e não se sente bem nesse tipo de lugar, e não tem que se obrigar a estar neles por ninguém. Nem pelo Justin. Você: Quem disse que estou aqui por ele? Jen: Você não está mesmo falando sério, está? É óbvio que você está aí por ele, você não vai a festas nem por mim, Lucy. E olha que sou boa em implorar. Solto uma risada ao ler a mensagem. De repente o Justin faz uma festa e você vai, do nada. Você: Eu até quero ir embora, mas acho que ele vai ficar chateado. Jen: Ele está perto de você agora? Ela questiona, mas no fundo sabe a resposta. Eu não estaria falando com ela se Justin estivesse aqui. Você: Não. Jen: Acho que não preciso dizer muita coisa... Justin nem está perto de você, não é como se ele fosse sentir sua falta caso você vá embora! Leio sua mensagem e sinto como se tivesse levado um soco em meu estômago. Aquilo doeu! Agora entendo porque meus olhos ardiam tanto, não era pela festa i****a afinal, era pelo louro i****a. Você: A festa é dele, Jen. Ele precisa dar atenção à todos! Jen: Faz quanto tempo que ele está longe você? Você: Sei lá, desde que a festa começou. Jen: Eu entendo que ele precisa falar com todos, mas realmente acredito que ele já tenha tido tempo de cumprimentar todo mundo aí. Justin sabe que você não conhece ninguém, o mínimo que ele devia fazer é apresentar você para as pessoas. Pra quantas pessoas ele te apresentou? Você: Uma. Aperto em enviar com uma dor no coração, Jen estava certa. Eu entendia que ele precisava dar atenção a todos os seus amigos, pessoas que provavelmente ele não via a bastante tempo. Mas ele sabe que não conheço ninguém aqui e que se ficasse longe dele ficaria perdida. Talvez ele tenha se acomodado com a ideia do Alfredo me fazer companhia, e achou que eu não precisasse dele. Mas fazia mais de 20 minutos que Alfredo tinha me deixado sozinha, e o Justin sequer olhou pra mim. Estava ocupado demais com a moça que abraçava. Jen: Não acho que eu precise te dizer mais alguma coisa. Você já entendeu. Concordo, olhando para a nossa conversa. Sim, Jen. Eu já tinha entendido tudo. Acho que não faço parte dessa vida do Justin, da outra mais pacata, talvez sim. Mas dessa, definitivamente não. É só observar as pessoas que aqui estão, estava tudo muito claro desde o início. Eu não tenho nada haver com elas, com ninguém aqui! Você: Eu vou embora! É o que mando antes de bloquear o celular e o guardar na minha bolsa. Levanto do sofá, vendo algumas pessoas que também estavam sentadas ali me olharem curiosas, aposto que estão se perguntando porque eu estava tão sozinha em uma festa, quando o intuito das festas é socializar e se divertir. Coisas que eu tenho bastante dificuldade em fazer, por isso evito festas. Argh! Só queria ser mais como os outros as vezes. Caminho no meio das pessoas torcendo para chegar logo na maldita escada, um corpo tromba com o meu, ergo a minha cabeça para ver, encontrando o Chaz. - Loira! – ele disse animado, me abraçando. Estava aliviada por vê-lo ali, alguém que eu conhecia finalmente. Era de fato bom ver um rosto conhecido. - Chaz, achei que não estivesse aqui. – disse alto perto do seu ouvido, por conta da música alta. - Cheguei a pouco tempo. – ele disse e sorriu. Pude observar que ele segurava um copo com um líquido transparente, pelo cheiro forte de álcool que saia daquele copo posso dizer com precisão que aquilo estava longe de ser água. Tinha uma morena parada ao seu lado, me olhando com tédio. Eu estava atrapalhando algo ali. - Depois a gente se fala, não quero atrapalhar. – digo perto de seu ouvido. Chaz apenas concorda com a cabeça e se vira para a morena. Algo me diz que ele nem ouviu o que eu disse, talvez seja só impressão. Chego na escada e a subo rapidamente, me sentindo aliviada por chegar numa parte mais tranquila. A música não estava tão alta ali, na verdade o som estava bem abafado. Vou até a cozinha, só queria um copo d'água, ao passar pela porta encontro Meredith, ela parecia entretida no que fazia. Pigarreio para chamar a sua atenção, ela me olha e sorri. - Lucy, precisa de algo? - Um copo d'água seria bom. Me sento em uma bancada que tem ali, observando melhor a cozinha, ela era enorme, e dava visão a parte de fora, por conta do vidro. Ela pega a água pra mim e me entrega, me olhando atenta. Agradeço. - Você não devia estar lá embaixo se divertindo com os outros? Bebo um gole generoso enquanto a olho. - Sim, mas não me sinto bem lá. – fui sincera, m*l conhecia Meredith, mas gostava dela. - É, você não parece nada com os amigos do Justin, não os que estão aí. Assinto, enquanto tomo mais água. - Acha que o segurança que me trouxe pode me levar pra casa? - Claro! Eu peço a ele. - Obrigada! Meredith não demorou a sair dali, foi pedir para que o segurança me levasse embora. Olho o relógio do meu pulso constatando que já tinha passado das três horas da madrugada. Até que eu fiquei bastante. Ouço passos na cozinha, nem me viro para ver, só podia ser a Meredith. - Você devia estar lá embaixo se divertindo. – ouço aquela voz rouca soar pelo local. Suspiro, queria que ele notasse minha ausência quando eu estivesse bem longe daqui. - Me diverti bastante. – digo, sem olhar para ele. Posso ouvir seus passos se aproximando, logo ele está diante de meus olhos. Justin não parece chateado, nem bravo. Ele parece confuso. - Aconteceu alguma coisa? – é o que ele pergunta. - Não. – bebo mais um gole da minha água. – Estou cansada. – digo tentando não preocupá-lo. - Lucy! – ele estreita os olhos pra mim na medida em que cruza os braços. Sabia que eu não estava sendo sincera. Meredith surge agitada ali. - Senhorita Lucy, o segurança está a sua espera lá fora. Vejo o louro desviar seus olhos de mim para a Meredith, a olho também. - Muito obrigada! – digo e bebo todo o restante do líquido que tem em meu copo, colocando ele na bancada. - Como assim a sua espera? – Justin intercala seu olhar entre mim e Meredith. - Eu pedi pra ela falar com um dos seguranças pra me levar até em casa. – me levanto lentamente, ajeitando o vestido em meu corpo. – Mas se tiver algum problema, eu posso chamar um Uber. Justin olha para a Meredith. - Pode nos deixar a sós? - Claro. – ela diz e sai dali. - Por que está indo embora? – ele me olha. - Estou cansada. – repito o que tinha dito à alguns minutos atrás. - Eu te conheço, Lucy. Me fala a verdade! A verdade? Como vou dizer que me sinto desconfortável perto de seus amigos? Como digo que odiei ver ele tão próximo de outra garota, e que pra mim é difícil ver isso a noite inteira? - Essa é a verdade. – falo baixo. – Se não se importar, eu vou indo. Obrigada pela noite! – disparo a falar, sem dar chance dele retrucar. Dou um sorriso fraco e ameaço a sair dali, mas ele me segura. - Você está bem? – ele me olha nos olhos. - Sim. Sinto sua mão me soltar. - Eu vou indo. Acho melhor você voltar pra sua festa, as pessoas podem sentir sua falta. – digo o mais calma que posso, mesmo que por dentro eu sinta uma tristeza sem tamanho. Isso era novo pra mim, não estava entendendo meus próprios sentimentos, mas estar diante do Justin depois de vê-lo perto de outra garota me dói. Isso não devia me afetar de forma alguma, é perigoso. Ele assente, me olhando de uma forma indecifrável. Caminho em direção a saída da cozinha, soltando todo o ar que por algum motivo eu estava prendendo. Saio da mansão, vendo a SUV parada em frente a casa, o segurança abre a porta assim que me vê. - Obrigada! – digo assim que passo por ele. Vendo ele assentir e fechar a porta. Olho para a entrada da mansão, por algum motivo eu esperava que o Justin saísse dali, mas ele não saiu. Ele estava com os seus amigos agora, e tinha uma garota para lidar, não tinha porque se preocupar comigo. Provavelmente ele dormirá com ela essa noite, e só de pensar nisso meu estômago embrulha. Talvez eu esteja vendo coisa onde não tem, mas de certa forma, não quero estar aqui pra ver o momento que eles vão se pegar. O carro logo se movimenta, vejo a casa se afastar diante de meus olhos e não demora muito até que não estejamos mais ali dentro. O percurso até meu prédio é rápido, confesso que quase cheguei a cochilar em alguns momentos, dando até mesmo algumas pescadas. Estava muito cansada, meu corpo estava implorando por cama. Assim que o carro para sinto meu corpo ser levemente impulsionado para frente, me fazendo abrir os olhos imediatamente. Vejo o motorista sair e abrir a porta pra mim, ele não precisava fazer isso. Saio do carro. - Muito obrigada por me trazer! – digo realmente grata, ele sorri para mim. - Boa noite, senhorita. - Boa noite! – sorrio e me afasto dele, me despedindo com um aceno. (...) Eu estava morta. Jogo a minha bolsa num canto e me jogo em meu sofá. A noite tinha tudo para ser boa, mas não foi. Queria tanto que tivesse sido como a noite do bar, mas foi longe disso. Ouço o meu celular fazendo um barulho de mensagem, me estico e pego a minha bolsa, tirando o celular dali. Eram mensagens da Jen. Jen: Já chegou em casa? Está tudo bem? Eu sei que não devia perguntar isso mas, Chaz estava lá? Você: Acabei de chegar. Sim, estou bem. O segurança do Justin me trouxe! Você realmente não devia perguntar kkk, mas sim, ele estava lá. Jen: Ele estava com alguém? Eu devia ser sincera? Ou devia omitir o pequeno detalhe que Chaz estava muito bem acompanhado? Você: Quer que eu seja sincera? Jen: Obviamente que sim, Lucy. Você: Sim, ele estava com alguém. Uma morena bem bonita. Jen: Ok, a parte do bonita você podia ter omitido. Estou feliz que ele esteja seguindo a vida dele, é melhor assim! Faz tempo que ele não me liga de madrugada. Você: Isso é bom, não é? Ele não podia passar o resto da vida enchendo a cara e te ligando. Jen: Sim, é ótimo! Você: Ele me procurou ontem, Jen... Não sabia como ela iria reagir a isso, mas seria bom que ela soubesse. Jen: Pra quê? O que ele queria? Você: Falar sobre você, não é óbvio? Ele apareceu aqui em casa bêbado. Estava chateado por causa das fotos que você andou postando com outro cara. Ouço alguém bater de leve em minha porta, desvio meus olhos do aparelho em minha mão, olhando para a porta com o cenho franzido. Não devia ser ninguém, pode ser algum vizinho que encostou nela sem querer. Assim que resolvo ignorar, ouço alguém batendo na porta novamente, dessa vez um pouco mais forte. Quem podia ser a uma hora dessa? O Chaz bêbado de novo não. Sinto o celular vibrando na minha mão, mas o largo na mesa de centro sem sequer ver do que se tratava. Caminho em passos lentos até a porta e a abro sem pestanejar. Justin estava ali, Justin está aqui. Suas duas mãos estão no bolso de sua calça enquanto ele me encara, parecia perdido. O olho franzindo a testa, minha cara para ele devia ser de pura confusão. Afinal, ele estava dando uma festa do outro lado da cidade não era pra estar aqui. - O que está fazendo aqui? – pergunto baixo, analisando bem o louro a minha frente. Será que ele estava bêbado? Justin não parecia bêbado. - Eu precisava te ver. É o que ele diz, o que torna toda a situação confusa. - Olha, Justin. Não sei se bebeu demais, mas acabamos de nos ver. Eu estava na sua casa, se lembra? A onde está rolando uma festa que você está dando, era lá que devia estar agora. Ele n**a algumas vezes com a cabeça enquanto me olha sério, por que ele estava me olhando assim? - Você está errada, Lucy. – ele diz como um sussurro. - Não estou não, posso te garantir que estou certa. Percebo que ele não ouve nada do que falo quando seus olhos vão de encontro aos meus lábios, o que ele estava tentando fazer? Meu coração dispara na medida em que ele dá alguns passos em minha direção, sinto como se meu coração fosse sair pela minha boca. E as malditas borboletas estavam saltitantes em meu estômago, que sensação é essa? Não demora muito para que o louro esteja a centímetros de distância de mim, e dessa vez não parecia ser algo para me intimidar, ou me fazer perder o foco. Sinto o cheiro do seu perfume passar pelas minhas narinas, acho que esse era meu cheiro predileto. Abri minha boca para contestar sua súbita aproximação, mas não tive tempo. Senti uma de suas mãos segurar a minha cintura, me puxando para si, acabando com qualquer distância que existia entre nós. Não demorou até que o louro encostasse seus lábios nos meus, eu estava prestes a beijar o Justin Bieber.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD