capítulo 9 parte 2

1900 Words
Novamente Eduardo pega em minha mão me dando força e eu respiro fundo tomando coragem, nessa altura, minha família já me olha preocupados. - Eu não tenho a guarda dela pai, e o Henrique só me deixa vê-la uma vez por mês somente por uma hora. – Falo deixando que as lagrimas caem. - O que? Que absurdo é esse? – meu pai pergunta horrorizado e indignado. - é que eu... eu... eu fui presa e perdi a guarda da Sofia. – Falo e todos ficam silencio e só posso me concentrar em Eduardo acariciando minha mãe. - Do que está falando Malia? – meu pai pergunta com a voz fraca e eu deixo mais lagrimas caírem. - Deem um tempo, ela vai explicar, só é difícil. – Eduardo fala ao meu lado e eu continuo chorando. - Você sabe disso? Sabe o porquê ela foi presa? – meu pai pergunta. - Sim senhor. - Malia, me conte agora o que aconteceu! – ele fala nervoso e eu respiro fundo para continuar. - Eu tinha acabado de ter Sofia, quando Henrique entrou desesperado em casa. Ele dizia que tinha confiado na pessoa errada e me pediu de joelhos para ajudá-lo. Eu não estava entendendo nada, então ele começou a dizer que se eu culpasse ele, eu não conseguiria arranjar um emprego para sustentar Sofia, porque eu tinha acabado de dar à luz. Ele começou a dizer várias coisas na minha cabeça e eu não entendia nada. Eu estava confusa e tentando entendo o que ele dizia, sobre só ele poder cuidar de Sofia e dar o que ela precisava, foi aí que a polícia chegou para me levar. Eu fiquei perdida, me acusaram de tantas coisas, diziam que tinham meus documentos e assinaturas em vários lugares e que aquilo eram provas. Eu não estava entendendo, me levaram presa, fizeram perguntas, me trataram m*l. Mesmo eu dizendo que era inocente, ninguém acreditava, porque tudo apontava para mim. Então me levaram presa, e depois de alguns dias em uma cela eu comecei a compreender. O desespero de Henrique, as acusações. Pedi para falar com Henrique, mas ele nunca compareceu na cadeia, eu queria uma explicação, mas ele nunca foi. Eu achava que era por causa de Sofia, que ele estava dando tudo se para cria-la então eu fiquei quieta. Como era meu réu primário eu não fiquei muito tempo presa, mas assim que sai fui procurar meu marido e minha filha, queria abraçar e beijar os dois. Foi aí que eu percebi que estava sendo usada por ele, porque quando eu cheguei, ele tinha uma ordem de restrição e se eu e aproximasse iria para a cadeia. Eu fiquei louca, compreendi que ele tinha me usado para escapar da prisão, mas eu já tinha pagado a pena, estava mais preocupada com a minha filha, então não me importei de denuncia-lo ou qualquer coisa. Entrei na justiça para ter a minha filha e ele entrou com o pedido de divórcio no litigioso, me deixando sem nada. O juiz vendo meu desespero permita que eu só visitasse Sofia uma vez por mês, e o julgamento demorou muito. Eu queria contar a verdade para a polícia, fui atras de um advogado e ele me aconselhou não fazer isso, disse que se eu fizer isso depois do divórcio e perder a guarda da minha filha de vez, todos achariam que eu estava mentindo para me vingar dele. Primeiro eles todos ficam em silencio, depois os soluços da minha mãe se misturam aos meus e ela dá a volta na mesa para me abraçar. - Menina boba, por que não voltou para casa e pediu ajuda? – minha mãe fala. - Eu não estava pensando direito, eu só queria Sofia e só pensava nela. -Falo a abraçando de volta. - Eu vou m***r aquele desgraçado, esquartejar ele e o advogado que você procurou, onde se viu ele falar que podem achar que você estava mentindo. - Mas ele tinha razão pai. – Falo e vejo que meu pai está muito preocupado, não chora igual a minha mãe, mas também está abalado. - Confiar naquele i****a foi burrice irmãzinha. – Bryan fala, ele é o mais velho de todos nos. - Vamos m***r ele. – Breno falo. - Esquartejar... – bruno continua. - E queimar. – Bryan termina e inevitavelmente eu sorrio. - Não quero pensar mais nisso, estou focada em conseguir a guarda da minha filha e aproveitar esse final de semana com ela e com vocês. – Falo para todos e Eduardo volta a segurar a minha mão. - Mas filha, se você não limpar seu nome, como vai conseguir a pequena Sofia de volta? – minha mãe questiona preocupada. - Eu vou cuidar disso. – Dessa vez é Eduardo quem fala. - Você? É advogado? – Bryan questiona. - Juiz? – Breno pergunta - Político? – Bruno termina de completar os chutes e é inevitável sorri com eles. - Não, eu trabalho mais com o dinheiro. – Eduardo diz sendo vago e sorri. - E como você pretende ajudar a minha filha? – meu pai pergunta para ele e Eduardo me olha por um momento e depois volta sua atenção para o meu pai. - Eu queria fazer isso de outra maneira, podemos sair para jantar? Por minha conta é claro. – Ele diz ainda sorrindo. – Tem algum restaurante aqui? - Tem a dona chica. – Bryan fala. - O melhor restaurante da cidade. – Breno continua. - O único. – Bruno termina revirando os olhos e vejo Eduardo sorrindo. - Aceitam meu convite? - é claro que sim menino, vou mostrar o quarto de Malia para vocês se ajeitarem e vamos todos tomar banho e se arrumar. Até todo mundo estar pronto. – Concordamos e logo estamos sendo levados até o meu antigo quarto. - Obrigada mãe. – Falo. - Não se preocupe, seu pai vai agora conversar com seus irmãos. Só queria que você tivesse pedido ajuda antes. Vocês vão ficar confortáveis, eu vou lá com o meu marido e os paspalhos dos meus filhos. – Ela fala e depois de fazer um carinho em meu rosto vai embora. - Viu não foi tão difícil. – Eduardo fala e se senta na minha cama de casal. – Então esse é o seu quarto de adolescência? – ele pergunta olhando para alguns pôsteres do BTS, bichinhos em cima da cama e minha incrível coleção de canecas na cômoda. - Incrível ne, eu tenho bom gosto. – Falo brincando e ele sorri. - com certeza, vou pegar as nossas coisas no carro, tudo bem? - Tudo sim, eu te espero aqui com a Sofia. - Okay, vou trazer as coisas dela também. – Ele diz e antes de sair deixa um beijo na minha testa e se vai. Para mim é um pouco estranho esse comportamento, mas para ele deve ser normal tratar as pessoas assim. - Filha, você vai ter um padrasto carinhoso. Pelo menos é o que parece. – Sussurro para ela que sorri. Fico no quarto brincando com ela e vejo que Eduardo leva um tempo para voltar, mas assim que ele abre a porta rindo eu o encaro curiosa. - O que houve? - Você tinha razão, são todos uns lobos. – Ele diz entrando com as nossas bolsas. - Ainda bem que a gente estava lá para proteger o nosso cunhado irmãzinha. -Breno fala entrando com algumas sacolas. - Quase não saímos vivos. – Bryan diz seguindo Breno com mais duas sacolas. - Eu morro de medo delas. – Bruno completa me fazendo rir, ele veio só para acompanhar os irmãos, eles três não se desgrudam. - A gente vai se trocar cunhado, mamãe já foi lá falar que o genro dela nos convidou para jantar. – Revirando os olhos juntos, os três sai do quarto nos deixando a sós. - O que aquelas doidas queriam com você? – pergunto sorrindo, já imagino como elas o abordaram. Aposto que o prensaram no carro e jorraram mil perguntas. - Fizeram mil e uma perguntas sobre quem eu sou, onde eu trabalho, onde eu moro, onde eu conheci você, se vou cuidar de você, da pequena Sofia e por aí vai. Tudo o que seus pais ainda não me perguntou. – Ele diz sorrindo, parece ter se divertido. – Elas são engraçadas, mas antes que eu pudesse responder seus irmãos apareceram para me ajudar, achei que elas ia bater neles. - Bem provável, eles adoram irritar elas. - Mas é isso, quase apanhei com eles, aí sua mãe apareceu e eles me ajudaram trazendo tudo para dentro. – Ele ri mais um pouco. – Seus irmãos disseram que sua mãe salvou as nossas vidas. - Não se iluda Eduardo, minha mãe é a líder da gangue. Ou seja, a pior de todas. – Falo e ele continua a rir. Que bom que está se divertindo. Quando trouxe Henrique ele não gostou nem um pouco delas e isso me magoou um pouco. Querendo ou não, elas são parte da minha família, me viram crescer, virar adulta, sair de casa, dar a notícia que estava namorando, depois casando e gravida. Chamo todas elas de tia, pois elas sempre estavam por perto. Se intrometendo, brigando, xingando, mas sempre apoiando também. - Eu posso tomar um banho? – ele me pergunta apontando o banheiro. – Ou você quer ir primeiro? - Pode ir, vou dar banho na Sofia no outro quarto e já deixar ela pronta. – Falo para ele e vou até a sacola pegar uma peça da roupa nova. Ainda bem que no shopping eu já pedi para dar uma lavada nas roupinhas. Levou menos de trinta minutos para ficarem limpas e estão muito cheirosas. - Tudo bem. – Ele fala e pega a sua bolsa. – Como é o restaurante? O que eu devo vestir? – ele pergunta olhando a bolsa. - é um lugar simples, de família, vista apenas algo confortável. – Digo e ele concorda. Saio do quarto com a roupinha e vou para o quarto de hospedes. Minha mãe fez questão que meu pai colocasse um banheiro em cada quarto. Com 4 filhos, três deles homens, meu pai e minha mãe. Seis pessoas, minha mãe achou que era melhor cada um ter seu banheiro e sua privacidade, também evitando as brigas de sempre para tomar banho ou usar o banheiro. Levo minha pequena para lá e me lembro que esqueci o sabonete e o xampu de cabelo dela. Assim como a toalha. Volto para o meu quarto e abro a porta, mas me deparo com Eduardo sem camisa separando sua roupa. - Desculpa. – Falo assim que entro e sei que meu rosto está todo vermelho. Evito olhar muito para baixo do seu pescoço e procuro rapidamente o que eu vim buscar. - Está com vergonha. – Ele diz divertido, não é uma pergunta. - Estou? - esta, sabe não precisa ter, por que eu sou seu futuro marido. - Ainda não me acostumei com a ideia. – Eu digo procurando algo nas sacolas que contêm as coisas de sofia. - Não vai demorar para que isso aconteça malia, logo você se acostuma com a ideia e comigo. – Ele fala terminando de pegar sua roupa e sorri indo para o banheiro. Então quando a porta se fecha, me pego pensando. Eu terei que acostumar ver ele sem roupa?
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