capitulo 37 Continuação

1701 Words

A FAXINA DOS GIGANTES E O PESO DO REAL Eu levei a pequena Aurora no colo fazendo aviãozinho e barulho de turbina até o quarto, tentando arrancar dela o último sorriso sincero do dia. O Murilinho veio logo atrás, num silêncio que me incomodava mais que barulho de sirene de polícia na ladeira. O quarto já tava no esquema: cheirinho de limpeza, lençol esticado e aquela paz absoluta que a gente simplesmente não encontra em lugar nenhum do morro. A Aurora deitou na cama grande, se enfiando debaixo do edredom pesado, e o bico dela voltou a crescer na mesma hora que eu soltei ela. Ela abraçou uma boneca de pano com força e me olhou com aqueles olhos verdes que parecem que leem a alma da gente e descobrem todos os nossos segredos de bandido. — “Tio Faísca... eu tô com muita, muita saudade do pa

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD