Teteu Narrando Três horas e pouca coisa dentro do jatinho e minha mente não parou um segundo. Pilhado, elétrico, coração batendo igual caixa de escola de samba em final de desfile. Desde a hora que o Taquara me deixou na pista de voo, eu já sabia que não ia dormir nem ferrando. Fiquei ali largado na poltrona, olhando pro nada, enquanto a cabeça só fazia replay: como a Malévola ia reagir quando me visse? Se ia fechar a cara, se ia mandar eu vazar, se ia fingir costume… ou se aquele olhar dela ainda ia ter o mesmo peso de antes. A real é que eu podia até tentar meter o louco, mas desistir nunca foi comigo. Quando o jatinho pousou no Mato Grosso do Sul, já tinha gente do comando me esperando. Tudo no esquema, sem barulho, sem exposição. Os cria me levaram direto pra casa dela. Pelo caminho

