**Capítulo 46** **Fabiene narrando** Eu estava vivendo esses dias meio por viver. Estava feliz por estar de volta ao morro, como nunca tinha me sentido antes, pela a******a da minha confeitaria e pelo prestígio dos moradores de onde eu cresci. No entanto, por dentro, eu me sentia perdida, uma agonia constante, como se tempos horríveis estivessem à espreita. Não sabia se era por causa da convivência com Imperador, pela incerteza sobre Eduardo, ou pela inquietante dúvida de seus planos. A última invasão e tudo que aconteceu, a arma apontada para a cabeça do meu filho, me fez baixar a guarda aqui dentro. Eu sabia que, de alguma forma, estávamos protegidos. — Que susto — eu digo, vendo Imperador parado na porta da cozinha da confeitaria. — O que está fazendo aqui? Cadê Miguel? — Está com M

