Lar doce inferno

3325 Words
Quando retornado para dentro tremendo de frio, Jimin foi acolhido por um casaco muito quente que o secou de imediato. Os seis estavam entretidos em uma conversa quando Jimin se encolheu no sofá, incomodado com a dificuldade que seus pés tinham pra se aquecer, Hoseok lhe ofereceu uma xícara fumegando que foi recebida com gratidão. – Se temos que fazer os dois, eu escolho descer ao inferno primeiro. — Dizia Jin, andando inquieto na sala e vez ou outra olhando os pingos grossos de chuva açoitar o teto e as janelas do castelo. – Porque se roubamos de Deus agora, talvez uma vez chegado no inferno ele não permita voltar, como castigo pela traição. – Não é traição uma vez que a profecia é sobre nós. — Contestou Yoongi, ele havia tomado como sua a poltrona preta de veludo do lado direito da sala. – É SOBRE nós, mais é PARA nós? — Questionou Namjoon gesticulando com as mãos magras de dedos pálidos. – Afanar de Deus é tão r**m quanto ir ao inferno por livre e espontânea pressão. Não faz nem vinte e quatro horas que estamos juntos, mais já fiz uma tolice que não pode ser desfeita e caminho tranquilamente para a insanidade no inferno e a fúria do todo poderoso. – Quem é o responsável por essa chuva afinal? — Prorrompeu Yoongi de repente. O vento forte deixava difícil ouvir claramente a conversa. – Que temporal terrível. – Não é ninguém em especial, mais um pacto como o que fizemos precisa ser lavado com uma tempestade de uma noite inteira, não há nada a fazer agora. Jimin levantou os olhos para Namjoon ao ouvir tais palavras, seu sangue gelando mais em nada tinha a ver com o frio cortante. – Disse que durará uma noite? É possível um demônio menor se treletranporte para cá em meio à esse caos? — Eu diria que se o demônio é Morad, sua dama de companhia, ele não poderá vir essa noite — Adivinhou Namjoon. – acho também pouco provável que ele consiga entrar nesta régia, não quando cada centrimetro foi feito de pedra celestial, seu demonizinho não é forte o bastante. Você mesmo vistes, durante o pacto das doze cordas ele e os demônios que Taehyung trouxe estavam muito inquietos, mesmo estando de fora da casa e a uns bons dez metros de distância. De fato, Morad ficou muito desconfortável durante o pacto, no início Jimin acreditou que pra um demônio tão fraco como ele, está na presença de Taehyung era assustador: mais notava agora que a simples presença de Jungkook e o poder que emanando da casa o fazia m*l. Nenhuma das crituras estava feliz com o pacto afinal, a maioria sentia o perigo que um acordo como esse emitia, até mesmo a única humana, amiga de Seokjin, parecia presentir algo errado, e ela não sabia qual era a intenção do pacto no fim das contas, Jin esquecera acidentalmente de mencionar o mais importante. Perdendo a cor rubra de seu rosto e deixando a xícara vazia no sofá, Jimin ficou de pé apertando os braços para manter no lugar o casaco que lhe fora jogado, caminhou a esmo até a escadaria. – O que o demônio legião trazia para você Jimin? — A voz cruelmente sedosa de Taehyung sendo dirigida a Jimin pela primeira vez, o fez parar no terceiro degrau, onde fitou seus pés com pontas rosadas sobre o carpete sangue. Sentiria uma vergonha infinita dizendo a verdade e perderia tempo contando a mentira uma vez que não lhe dava com criaturas inferiores e sim reis de suas próprias raças. Virou lentamente, as maçãs do rosto atingindo um tom violento de vermelho. – Morad traria o sangue que te alimenta? — Perguntou Yoongi retoricamente antes que Jimin formasse as palavras. Jimin possuía dentes brancos brilhantes que reluziam como pérolas junto ao rubi de seus lábios voluptuosos. Ele os abriu em engasgar, até formar a resposta que deslizou com sua voz melodiosa pela sala. – Sangue de unicórnio é o que me alimenta, uma vez por mês Taehyung os manda para mim, eu não trouxe nada comigo porque não pensei por um segundo que viria para não mais voltar. – Jimin... — Jungkook sussurrou seu nome muito baixinho, o anjo brilhava em meio ao cenário sombrio que a tempestade agressiva deixou na casa, era uma luz no vazio e emanava uma energia quente que Jimin sentiu como um abraço quando a voz angelical o atingiu. – É errado beber sangue de unicórnio. Embevecido pela ideia de conhecer o cerne do anjo como conheceu o da vida e o do demônio, Jimin tardou a entender as palavras ditas. – Não, ele é dado de bom grado a minha vida toda, Taehyung disse a Morad e ele contou para mim. – Não acho que seres orgulhosos como os unicórnios daria seu sangue poderoso a Taehyung, ele teria que ser tomado. — Havia uma certa dúvida na voz de Namjoon ao concluir seu raciocínio, mais ele sabia o que dizia, era a ele que os unicórnios pertenciam e respondiam, e os boatos de que satanás ordenava os demônios a invadir o vale onde as crituras habitavam e roubar o sangue circulavam a duzentos anos. Idade exata do inferme. Jimin mirou fixamente seu padrinho, cujo dedos com unhas afiadas enrolavasse destraidamente nos cabelos longos e negros, desenvolto. – Você ainda cabia na palma da minha mão quando soube pelos seus olhos lindos e doces que seria bom Jimin, gentil e digno, e foi com base nisso que enderecei a Namjoon um pergaminho onde pedia a ele o sangue de unicórnio porque você merecia o melhor. — Taehyung caminhou majestosamente até seu afilhado. – ...e eu educadamente respondi que embora fosse minha criação, não era eu quem decidia. — Completou Namjoon solenemente. – ...então eu pedi as os próprios que rejeitaram, e embora tenha sua bondade gravada em meus sombrios pensamentos, lembrei-me também que não somos iguais, quando eu quero algo, eu tomo, então fiz o que precisava ser feito e nem mesmo seu olhar de decepção me fará sentir o mínimo remorso, porque não sou capaz de sentir tal coisa. Jimin se afastou do toque do padrinho, subindo alguns degraus e vendo o demônio de alguns centímetros acima, mesmo que ainda fosse intimidador. – Eu não esperava isso de você Taehyung. – Não sei porque estas tão supreso, acha que sou um anjo caído porque era bonzinho? Não lestes a bíblia? — Ao separar os lábios escarlates para abrir um sorriso talhado em mármore branco de tão frio, Jimin notou que Taehyung também possuía caninos afiados. – Eu não li a bíblia, esperava conhecê-lo e odia-lo ou ama-lo por quem é, sem me basear em um livro escrito por homens numa época remota. — Ele deu as costas ao demônio, deixou o casaco cair em seus pés e subiu graciosamente os lances de escada que restava, sendo seguido de perto pelo gato prateado de Hoseok que miava audivelmente, exigindo atenção do dono que escolherá. Com seu gato no braço direito Jimin tentou abrir uma porta vermelha, falhou tanto nela quanto na seguinte, apenas a terceira se abriu pra recebe-lo. O quatro parecia esculpido em cristais azuis, ônix e quartzo, não havia outra cor além do branco e era acolhedor apesar de tudo. Deixando o gato pular na cama e escolher seu cantinho, Jimin tirou as roupas e o seguiu, se escondendo nos edredons macios e brancos. Não tinha necessidades físicas como comer ou dormir, mais algumas vezes por mês sua mente precisava de uma pausa, então se deixava cair no sono dos mortos, era o momento que ficava totalmente vuneral, mais sentiu que não tinha com o que se preocupar, sentia-se até mesmo seguro com as companhias, embora não os conhecesse de fato. Ainda chovia como o fim do mundo lá fora, ainda era possível ouvir o vento ameaçar arrancar as árvores pela raiz e agora raios caiam ao redor da casa com frequência assustadora, mais nada disso fez os olhos do inferme se abrir, apenas o rasgar na garganta e a fome o despertou para o dia seguinte. Jimin se recusou a deixar a cama e encarar o dia, mais precisava procurar alimento, não era questão de escolha. A sede sim era uma necessidade fisiológica, a gengiva doendo, a sede de anos no deserto e um desejo maligno de tomar do primeiro ser que via, era assim que começava, precisava se alimentar duas vezes por semana e pela primeira vez na vida não sabia como faria isso. Beber sangue roubado de criaturas mágicas estava fora de questão. Saiu da cama em um arroubo, vestiu-se com elegância, uma calça preta confortável e um sobretudo vermelho pelo dia fria. Havia um baú de madeira sob a mesa no canto do quarto, Jimin reconheceu como a caixa onde guardava as joias que ganhou de Taehyung em seus aniversários, era vaidoso e Taehyung soube disso antes do próprio. Havia 143 brilhantes de primeira água, incluindo um que era chamado de “Grão-Mogol” e dizem que era o segundo maior do mundo; havia 97 finíssimas esmeraldas, 170 rubis, alguns pequenos, quarenta diamantes, 210 safiras, 61 ágatas e uma grande quantidade de ônix olho-de-gato, turquesas e outras pedras, cujos nomes Jimin nem sabia. Além disso, havia quase trezentas pérolas finíssimas, 12 das quais montadas numa pequena coroa. Quando atravessou a sala ignorado as estátuas de mármore, tinha a mão direita enfeitada de anéis finos de ouro, nas orelhas brincos de safira, sempre fora elegante e delicado. O silêncio no castelo o fez lembrar de sua própria casa, cujo único habitante além do dito, era um demônio legião que não sabia o que era diversão. O silêncio também dava a falsa impressão que havia outros membros na casa descansando em sono solto, mais Jimin não se deixou enganar, apenas Seokjin dormia e Namjoon em certas ocasiões, os demais estavam ali em algum lugar, e o silêncio não podia ser um bom sinal. O gato prateado se espreguiçava a miava alto, tentando pegar algo nos galhos das árvores, Jimin ignorou a inquietação ao olhar para sala e ver que os seis estavam ali e aparentemente nenhuma guerra mortal fora travada. Jin e Hoseok forma os únicos a dar indícios de que notará a chegada do inferme, Jimin sabia que os demais notou assim que ele acordou para aquela manhã belamente melancólica. Namjoon que estava mais perto, estendeu um embrulho branco pra Jimin, que aceitou com um movimento confuso da sobrancelha perfeita. – É uma túnica Jimin, Jungkook gentilmente destribuiu algumas. – Oh, e por que? – Você deu a entender que gostaria, ganhou o direito. — Jimin fixou os mirantes levemente felinos em Seokjin, confuso em suas palavras. – Você vai para o inferno. — Esclareceu o humano com um sorriso charmoso nos lábios fartos. – A túnica angelical vai ajudar em imprevistos. – Até ontem eu não podia, o que mudou? — Seu olhar foi parar no demônio, trajado em um tipo de manto vermelho sangue, os cabelos enfeitados com uma coroa espinhosa. – O motivo de nada importa. Vista o manto e partiremos, não precisa usar o argumento: "não haveria sete sem mim, sou parte disso, mereço ir" que sei que pensou antes de dormir. Jimin vestiu o manto com magia e o deixou se ajustar sozinho em seu corpo, evitando o olhar do demônio que hoje se mostrava tão tempestuoso quanto ontem. De fato Jimin pensou nesses argumentos para ganhar o direito de ir até o inferno, mais sentia agora uma dose de pânico subir por sua espinha. – Antes eu gostaria de organizar minhas coisas na casa, assim que a tempestade passar Morad as trará para mim. — Houve um som de concordância e no segundo seguinte só Namjoon permanência na sala com Jimin. Morad trouxe para Jimin seus pertences, como um demônio inferior como ele não poderia entrar na construção feita de poder angelical Hoseok se ofereceu para busca-los. Jimin organizou seus objetos pela casa, seu relógio com estrelas substituindo as horas, os quadros que pintou, a vassoura antiga que carregava e vários outros. Havia colocado a vassoura no canto da sala quando lhe ocorreu algo, olhou para Namjoon sentado no sofá entretido em um livro, hoje ostentando lindos chifres brancos como marfim, casaco de seda azul mar e pulseiras de raízes com pequenas margaridas. – Namjoon, por que contou-me sobre o pacto das doze cordas? — Achei que fosse óbvio. — Respondeu Natureza sem tirar os olhos do livro. — Você gosta de história, de informações. Não deu a Seokjin um grimório escrito por você mesmo contando um pouco sobre o mundo que Jin naquela época ainda desconhecia? – Não, refiro-me a ocasião, disse um pouco antes da chegada ao céu onde vimos a árvore que representa a vida. Não acho que seja coincidência. – Eu não sei ao certo a quem pertence a árvore, a mim ou a Hoseok. — Ele deixou o livro de lado, que agora Jimin pode ler o título "Pequeno Príncipe" — Mais faz dez anos que ouço o lamento daquela árvore, o pedido de socorro. Na minha procura incansável por ela por cada canto do mundo, nunca me ocorreu que estivesse no céu. Os lamentos estão mais fortes que nunca desde que nos reunimos, contei na frente de todos pra que alguém sugerisse fazer o pacto. Ou qualquer coisa igualmente útil. – Não poderia sugerir você mesmo? — Questionou Jimin sentando-se ombro a ombro com Namjoon, o mesmo abriu um sorriso divertido, deixando evidente os furos atraentes nas duas bochechas na pele impecável. – Um segredo só nosso, não quero que pensem que me importo com humanos, afinal eles estão me matando com a poluição. E também eu precisava distrair Jungkook ou teria que explicar o que é dar uns amassos. Agora é minha vez, por que você tem uma vassoura tão velha e porquê a deixou ali? – Embora os bruxos modernos tenham meios modernos eu ainda prezo pelos antigos. Quando a vassoura de um bruxo cai, é porque algo perigoso se aproxima, ela fica onde posso vê-la. Namjoon concordou com um gesto e se afundou no livro novamente, deixando que o inferme se destraisse tocando com leveza algumas notas do piano. Embora a casa fosse agora habitada por criaturas que se odiavam, tudo estava uma verdadeira paz, e até um pouco triste, Jimin sempre se sentia solitário nos dias chuvosos. A fome ainda deixava sensível os caninos; ele se perguntava que gosto teria o sangue de Namjoon, ele ainda se recusava a beber mais uma gota do sangue que fora roubado por duzentos anos. Taehyung surgiu na sala nesse momento, um olhar voraz que antecede alguma tragédia. Os demais chegaram depois, a maioria vestidos em túnicas angelicais. – Não vamos mais adiar o inadiável, o inferno aguarda. — Taehyung virou -se bruscamente para a janela de vidro, e seu olhar fez com que todos o imitassem. A divisão dos mundos não era nada além de uma ilusão mágica, as portas se abriam correspondendo o desejo de que se jogasse do penhasco, e por ser uma ilusão, não chovia embora formasse nuvens pesadas. No entanto a não ser que Jimin e mais seis criaturas estivessem insanas, chovia no penhasco. Eram grossos pingos de chuva e vento violento, tão intensa quanto a tempestade no mundo humano que começará noite passada e se estendia até agora. O mundo caiu numa escuridão estranha e sombria. – Oh, por Deus, diga-me que esta tempestade na divisão dos mundos não tens a vez conosco. — Pediu Jungkook praticamente colando o rosto no vidro. – Ora, e por que mais seria? Não conheço mais ninguém que possa desestabilizar um mundo tão poderoso. — Namjoon tinha os braços cruzados em frente ao peito, o tamanho evidente devido ao aperto dos braços grossos. – E a tempestade está refletido no mundo humano também, sinto que a chuva se intensificará ainda mais. Isso é um péssimo sinal, realmente r**m, nossa relação conturbada já está tendo consequências. Achei que o pacto deixaria as coisa equilibradas, pelo menos até resolvermos a situação. Como se esperasse a revelação de Namjoon, o sons contra o telhado aumentaram como se alguém ligasse uma TV no volume máximo de repente. – Então partiremos. — Disse-lhes Jimin afastando-se. – Só há um meio de resolver isso, não? Não houve resposta ou hesitação, em fila indiana com Jimin na liderança eles atravessaram a sala, a sala das estátuas e as portas se abriram, o vento soprou pra dentro gotas finas de chuva, e protegendo o rosto Jimin se obrigou a caminhar, cavando o salto com força na grama a cada passo, a força do vento o fazia temer ser arrastado. A túnica o impedia de se molhar e ele não ousou olhar pra trás, por isso não viu seu gato miando, como se pedisse pra ir também. Ao alcançar o fim de terra firme, os sete pararam lado a lado, contemplado o abismo, ali a chuva era tão forte quanto. – Como chegamos ao inferno? — Gritou Seokjin pra se fazer ouvir em meio ao assovio do vento. A resposta não precisou ser gritada, a voz de Taehyung viajava sobre qualquer som, se fazendo ouvir como um sussurro quente na nuca: – Eu sou o próprio inferno. — E segurando a mão de Jimin que estava do seu lado, ele pulou para o desconhecido. Sem precisar pensar Jimin agarrou a mão de Yoongi que estava ao seu alcance e o movimento se repetiu até que todos caiam velocista, sem esperanças de encontrar um fim. Taehyung caía com um sorriso malcriado no rosto, os cabelos agora na altura dos ombros e loiro reluzente. Ele deu uma piscadela pra Jimin e gritou mais alto que a chuva, o vento, o fim do mundo: – Para as profundezas! — E de repente tudo parou, como se nenhum som fosse ouvido a muito tempo. Jimin viu-se de pé em algum lugar, e lugar nenhum, não havia nada, ou havia uma terra cinza? Como se estivesse morta a muito? Era difícil dizer, o silêncio era sufocante, até que um rosnado fez Seokjin berrar de choque e se esconder atrás de Namjoon, que olhava fixamente um ponto acima da cabeça de Jimin. O inferme sentiu um bafo terrível de coisa morta, e se virou muito devagar. Parado a frente dos portões que não parecia ter fim havia o cachorro mais feio que Jimin já vira. No mínimo cinco metros de altura, couro escamoso e verde vomito, os olhos tão vazios que poderiam ser o abismo, boca tão grande que alcançava as orelhas de morcego gigante, e dentes grandes e afiados o suficiente para partir Seokjin e Jimin em uma mordida. Se parecia muito com um mastim preto, com exceção das três cabeças. Se aquele era o Cérbero as portas logo atrás dele eram os portes do inferno. Taehyung acenou displicentemente com a mão e Cérbero afastou-se o suficiente para permite-lhes passar, ainda rosnando para todos exceto Taehyung e Yoongi — que frequenta o inferno desde que Eva e Adão deram frutos aos primeiros humanos. Caim inaugurou o inferno para os humanos. Jimin pegou o caminho mais longo com Seokjin e Hoseok, buscando evitar qualquer tipo de aproximação com à criatura que tinha músculos no lugar de patas comuns. Jimin colou as costas contra parede da porta e arrastou-se para dentro, nela gravações contando histórias macabras de torturas, ele se arrependeu imediatamente, o material que foi feita a porta era sem dúvida ossos humanos, alguns ainda no esqueleto, a boca aberta denunciando o pavor que sentirá durante os últimos suspiros de suas vidas. Teria Taehyung feito pessoalmente aqueles horrores? Se não fez, permitiu que fizessem. Não seria insanidade de Jimin nutrir quaisquer sentimentos por alguém cuja crueldade não podia ser descrita. – Lar doce inferno. — Sussurrou lúcifer. Notas: Os capítulos seguinte são proibidos a quem é sensível a passeios no inferno e safadeza extrema.
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