Após um momento de silêncio Hoseok apontou uma cadeira ao desconhecido, que se sentou educadamente. Embora fosse evidente que Taehyung tinha intenção de forca-lo a explicar como ele simplesmente atravessou uma proteção tão poderosa, Hoseok era contra violência.
Assim os sete se acomodaram diante do desconhecido e Hoseok questionou: – Sebastian, desculpe nossa recepção descortês, mais você nos pegou de surpresa. Como atravessou nossa proteção?
– Se não incomodar meu lorde, eu gostaria de responder está por último.
Hoseok não mostrou descontentamento, por outro lado, Yoongi e Taehyung expreitavam com desconfiança. Taehyung exigiu imperiosamente: – Este lorde se importa. Diga como passou e quem es.
Sebastien olhava Taehyung com inegável admiração e respeito, respondendo obedientemente: – Minha raça é bastante antiga meu lorde, fomos criados para servir grandes casas onde grandes famílias vivem, mais eu sou o único que resta agora. Por muito tempo esperei uma casa digna de meus deveres e lealdade, até que finalmente os lordes se juntaram, por isso tenho acesso a sua propriedade magnanima.
Enquanto Jimin tentava entender o que ele queria dizer, os outros estavam focados em outra coisa. Yoongi gritou em fúria: – Família? Quem é família aqui?!
Taehyung balançou as mãos pálidas: – Maten-no logo.
Seokjin ficou de ré de repente: – Não sejamos tão apressados, ele não disse nada ainda. Por favor Sebastian, explique o que nós temos a ver com você conseguir passar tão facilmente pela barreira.
Sebastian ainda tinha a mesma admiração nos olhos pretos, mesmo após ameaça de morte. – Meu lorde, mordomos como eu são destinados a uma única casa e uma única família, eu não poderia entrar se não fosse escolhido pelo destino para estar aqui.
Yoongi sentou-se novamente: – Tolices, ele é louco ou muito inteligente. — Hoseok tinha seus olhos amertiza na morte.
Seokjin ignorou o m*l humor frequente de Yoongi e falou ainda olhando Sebastian: – Como você nos encontrou?
– Estou aqui por recomendação do lorde Astaroth.
Os olhos de Seokjin brilharam e compreensão: – Entendo, entendo. Parece que tudo está resolvido, Astaroth nos presenteou com um mordomo, foi uma ação gentil.
Todos notaram a mudança nas ações de Seokjin. Afinal Jin esteve em contato com Astaroth por menos de algumas horas, que sua relação com um dos Reis demônios estivesse tão boa era extremamente suspeito.
Astaroth embora inteligente e calmo, ainda era um demônio e não cultivava amizades, ao logo dos muitos séculos Taehyung foi o único presenteado por ele e tal ocasião só aconteceu uma única vez.
A sobrancelha esquerda de Taehyung deu uma volta, e de seus lábios tentadores escapou um suspiro fingido: – Que bondade dele, certamente mandarei agradecimentos apropriados. Todavia, Sebastian, nós sinceramente não precisamos de um mordomo, mas agradecemos suas intenções, guardaremos você em nossos corações, um velhinho tão querido.
Estranhamente, Sebastian ainda não parecia ofendido. – Meu bom lorde, imploro que repense, posso cuidar de sua propriedade e dos animais. Sem esse trabalho eu não tenho nada.
Seokjin se voltou para Taehyung: – Você pode fazer tudo com seus poderes incríveis, eu não posso, porque não dá a ele esse trabalho?
Embora Namjoon nunca concordasse com Taehyung, suas palavras surpreenderam desta vez: – Tudo que quiser só precisa pedir, um mordomo desconhecido não é sábio.
Hoseok, como em todas as vezes anteriores, apoiava Seokjin que agia com as emoções muitas vezes esquecendo a razão. – Você tem muito a fazer natureza, deixe que o mordomo fique com Seokjin. Jimin também pode precisar e Jungkook ainda não está adpitado a terra.
Jimin girava com o polegar um anel em seu dedo do meio: – Se Sebastian quer desesperadamente o emprego, ele o tera. E no fim das contas ele ainda pode entrar e sair daqui com facilidade, alguém assim precisa ser mantido por perto.
Mesmo com o semblante sério e as palavras racionais, Jimin não estava de fato sendo sincero. Por não sentir nenhuma intenção assassina em Sebastian mais sentir sua sinceridade, e acreditar firmemente na palavra 'família' que o mordomo disse, Jimin estava agindo pela emoção. Entretanto, deixar seu lado emocional evidente em uma situação como essa diante de seres tão firmes em sua decisão de se odiar não era inteligente.
Sebastien pareceu notar sua intenção e ficou de pé fazendo uma profunda reverência: – Meu lorde, muito obrigado, eu não decepcionarei.
Taehyung não deu sinais de notar a verdadeira intenção de Jimin, mais ainda não desistiu: – Se não chegamos a um acordo, Sebastian pode fazer um teste.
– Qualquer coisa que meu lorde desejar.
Taehyung sorriu: – Hoje a noite faça um jantar que agrade a todos. Embora não precisamos de fato comer, certas comidas são interessantes, faça o jantar e veremos qual sua utilidade.
– Sim senhor meu lorde.
Jimin abriu a boca na intenção de interferir. A maioria deles comia coisas estranhas como flores e cada um tinha sua própria dieta, deixar que Sebastian faça tal teste não era o mesmo que declarar seu fracasso? Mais Sebastian aceitou afinal, portanto nada podia ser feito.
Como Seokjin fora o único a ir a cozinha ele aceitou a tarefa de mostra-la a Sebastian. Quando o assunto do qual o sete tratava era resolvido, eles desapareciam da sala tão rápido quanto surgiram e desta vez não foi diferente.
Decepcionando com o fracasso de unir o sete, Jimin procurou seu gato para voltar a sua torre, todavia o gato prateado não estava em lugar nenhum. Ele nunca havia saído de perto de Jimin, portanto era estranho seu sumiço repentino. Jimin o chamou pela sala e biblioteca, mais a maioria das portas estavam trancadas, ele só poderia ter subido as escadas ou escapado pra fora. Seguindo seus instintos Jimin abriu a porta e atravessou para fora, um rápido olhar nos animais e ele concluiu que ele não estava com os outros, ontem mesmo ele deixou claro que não gostava de outros animais.
Com o som de seus passos sendo abafado pela grama verde Jimin deu a volta na casa, seus olhos voaram para uma construção na lateral da casa que não estava ali antes. Não era uma casa, mais tinha quatro paredes de madeira branca e um telhado.
Jimin ponderou se deveria entrar, mais seus pés já o guiava porta a dentro. A madeira de dentro era clara, os pequenos cômodos divididos com uma a******a onde os pegasos podia colocar a cabeça. Um celeiro.
A voz que escapou por uma das portas era do tipo que destraia: – Você deveria ser mais gentil com eles, abra seu coração.
Namjoon.
Namjoon esperou por um momento, Jimin não ouviu resposta mais Namjoon riu: – Eles não vão roubar seu Jimin, ele gosta muito de você e todo mundo vê.
O coração de Jimin parou antes de bater loucamente.
Houve outra pausa e o som de água caindo antes de Namjoon continuar: — Jimin é doce e tem muito amor para dá, não seja um ciumento chato. Embora eu esteja meio preocupado, ele está diferente depois que seu núcleo foi corrompido? Carregar quatro calamidades deve ser um desafio e tanto, seja mais gentil.
Não havia como Jimin não ouvir a voz da outra pessoa, afinal Namjoon falava baixo então ele só poderia estar por perto. No entanto, mesmo com esforço ele só podia ouvir a voz de Namjoon.
Outra pausa, dessa vez mais longa. Namjoon pareceu suspirar, coisa da qual Jimin nunca o tinha visto fazer: – Entendo, não houve grandes mudanças por fora além do cabelo e olhos, mais o núcleo é diferente agora, precisamos cuidar dele com carinho.
O sons ficaram mais baixo, e assumindo que Namjoon terminará sua tarefa Jimin deu um passo atrás, planejando sair antes de ser pego. Quem diria que Namjoon abriria a porta neste exato segundo. Ambos se encaram supresos antes de Jimin gaguejar desculpas:
– Eu estava procurando meu gato, não queria ouvir você e...com quem você estava falando? N-Não importa, desculpa, vou indo!
Namjoon o segurou gentilmente pelo pulso: – Tudo bem Jimin, eu queria mesmo falar a sós com você.
Jimin engoliu um suspiro enquanto Namjoon o soltava e saía para fora. Lá dentro um pegasos que acabará de ser escovado e deitado na parede com um olhar indiferente o gato de Jimin. Era com ele que Namjoon falava?
Namjoon pareceu ler sua mente: – Eu estava conversando com ele, ele tem muitas reclamações a seu respeito.
Jimin sorriu, ainda nervoso: – Ah é? E quais são elas?
Namjoon fingiu um olhar acusatório: – Você não dares um nome a seu filhote?
– Realmente...realmente não fiz!
– Trate de resolver isso, e ele disse que quer um nome que anuncia o perigo.
Enquanto segurava o riso Jimin fingiu pensar muito profundamente, após vários segundos de contemplação ele olhou o gato: – Sim, eu tenho um nome verdadeiramente terrível. Baby!
Um miado alto cortou o silêncio do celeiro, Namjoon não precisava traduzir pra Jimin saber que ele odiou o nome.
Rindo Namjoon e Jimin andaram lado a lado no corredor, Namjoon fazendo crescer capim dentro do estábulo para cada pegasos: – Como você tem estado Jimin?
– Achei que o fofoqueiro contares tudo.
– Gatos são seres extremamente sensíveis. Humanos tem cristal de quartzo dentro de si, os gatos tem tantos mais. Ele pode vê como você está melhor que você mesmo, por isso achei apropriado perguntar a ele porque você poderia não estar a vontade para falar disso.
Os dedos pequenos de Jimin tocaram carinhosamente nos pegasos ao longo do caminho, antes de uma resposta sincera lhe escapar: – Tudo é diferente agora. Não digo que sou ignorante sobre o mundo, digo que fiquei por muito tempo em meu próprio mundo, escondido na asa do Taehyung, mais agora eu vejo de forma diferente e sinto de forma diferente. Eu sou eu, mais eu sou agora uma pessoa que só pensaria assim com quinhentos anos ou mil!
– Porquê quando perguntado ontem você disse que se sentia bem?
– Não menti, sinto-me tão vivo, tão livre. Se eu me concentrar agora, posso ouvir o sangue correr nas veias de Seokjin e ele está na sua própria torre, a mais de vinte metros do chão e bem longe de nós nesse momento.
Namjoon parou os passos vagarosos para olhar Jimin: – Esses poderes são dos quatro cavaleiros?
Jimin negou: – São meus, sempre foram meus, eu só tinha tanto medo e timidez em usar.
Eles saíram juntos do celeiro, caminhando para longe da casa, passando por árvores verdes, pisando no capim da floresta. O som do vento nas árvores os manteram em silêncio por vários minutos, um silêncio doce e íntimo.
Na copa das árvores pássaros de canto melodiosa olhavam para as duas figuras solitárias em meio ao verde e marrom das árvores e as alterações ocasionais de cor quando passaram por flores e ervas.
Um vulto branco passou pelo céu naquele instante, leve como o vento. Jimin se deteve para observar com cuidado: era um jovem rapaz vestido em branco, sua pele escura e os cabelos longos, ele tinha um olhar perdido, vagando sem rumo.
Jimin falou para Namjoon: – Ele está pairando acima de nossa proteção.
Namjoon seguiu seu olhar e contraiu as sobrancelhas: – Do que fala? Não vejo nada.
– Um homem de branco no céu.
Namjoon continha o mesmo olhar confuso: – Não vejo... — Ele interrompeu a si mesmo e caminhou até uma árvore, tocando o tronco. Ele usava a árvore para identificar criatura próximas. – Sinto a essência da morte...
Jimin olhou para o céu, muito supreso: – Um ceifador aqui?
Namjoon voltou a caminhar: – Agora você vê ceifadores também já que parte de você é a Morte. Talvez o Yoongi te ensine algo, se o encontrar de bom humor.
– Se você pedir a ele...
– E porque eu?
– O Yoongi pode ficar intimidado com sua altura.
Namjoon gargalhou para o céu, uma risada encantadora e genuína. – Não se engane, mesmo sendo o mais baixo entre nós ele não é menos perigoso.
Jimin riu baixinho: – Você está muito certo.
Mas parte de Jimin se preocupou com Yoongi, já que ceifadores não costumam seguir a Morte com tanto trabalho pra fazer. Jimin quebrou o silêncio novamente, sua voz tão baixa que poderia ser um pensamento, mais Namjoon o ouviu: – Quanto tempo ele ficará?
– Não muito, principalmente agora que todos se odeiam menos.
Jimin duvidou: – Odeiam? Você ainda parece querer jogar o Jin no pacífico.
– Mais eu não joguei não é? Ele é quem parece prestes a assar todos os coelhos daqui apenas para me afetar.
– Olhe olhe, você está perseguindo-o agora, Jin é vegetariano.
– Vocês dois e o Hoseok claramente se uniram contra o resto do nós.
– Você está muito errado, nos unimos para o bem maior, se você for mais bonzinho talvez receba um convite.
– O quê vocês estão aprontando?
Jimin cobriu a boca e sorriu sapeca: – Ah, eu não conto ou você ficará escandalizado!
Namjoon riu mais não insistiu: – O quê faço para receber o convite?
– Seja mais amoroso, gentil com o Seokjin e menos frio com o Taehyung.
– É o Taehyung que você tem que adestrar, não a mim.
Enquanto brincavam eles saíram da floresta, voltando as árvores das estações. Namjoon pareceu refletir e voltou ao tema anterior, falando sério: – Ele ficará Jimin, desta vez ele não tem escolha.
O ele de quem Namjoon falava não poderia ser mais ninguém. Jimin questionou a Namjoon dentro da floresta quanto tempo levaria até que Taehyung partisse para o inferno e Namjoon respondeu agora. Mais Jimin certamente duvidava disso, Taehyung conseguiu o evitar por duzentos anos mesmo sendo padrinho de Jimin e agora não seria diferente.
A verdade é que desta vez Jimin é quem pretendia evitar Taehyung. Como Hoseok havia dito, durante a possessão dos quatro cavaleiros eles deixaram de existir, deixando para trás seus poderes maliciosos que o núcleo de Jimin absorveu, corrompendo a si mesmo. Em outras palavras: Jimin matou os quatro filhos de Taehyung.
Quando liberou seu corpo para os quatros cavaleiros usarem como hospedeiro Jimin intencionava protege-los de ira justa de Miguel, afinal Taehyung era pai e mãe das quatro calamidades e se importava o suficiente pra esconde-los em um mausoléu e dar a eles quatro caixões coloridos, tão atenciosamente.
Nunca lhe ocorreu a destruição dos quatro no processo. Taehyung pareceu feliz ao vê-lo mais em algum momento ele se daria conta de que seus quatro filhos estavam mortos, ele não odiaria Jimin quando tal dia chegasse?
Notando o desconforto de Jimin, Namjoon mudou de assunto: – Jimin se lembra do livro que deu a Seokjin em nosso primeiro encontro?
Aliviado Jimin aceitou com animação a mudança: – Oh sim, ele estava parcialmente escrito. Era uma observação sobre seres não humanos.
– E Jimin lembra das páginas que me mencionavam, o que tinha nelas?
– Oh não, minha memória não é boa com detalhes, eu tenho duzentos anos afinal.
– Por favor faça um esforço, já faz um tempo que quero saber disso.
– Lamento. Mais eu não sei muito de você agora então sabia bem menos antes. Morad quem me contava um pouco de você e dos demais, e eu sequer sei se são todas verdade, noventa por cento dos demônios são obcecados pelo Taehyung e consequentemente distorcem as coisas fazendo mudanças pra que Taehyung seja sempre o intocável.
– Não, por mais irônico que seja a fofoca do inferno é de confiança.
Jimin entendeu o que Namjoon queria saber: – Se está preocupado com eu ter escrito algo que não quer que Jin saiba pode relaxar, ele mesmo disse que não leu.
– Você certamente não acredita nisso. Seokjin ficou tão animado com as novas descobertas, não tenho dúvidas que ele devorou aquele livro.
– Você tem um ponto. Mais Seokjin ainda tem o livro, posso pedir a ele.
– Não, esqueça, não tenho nada a esconder de um humano.
Aquilo não era verdade dada sua curiosidade e ambos sabiam: – Mesmo que a fofoca do inferno seja confiável Morad exagera. Ele até diz que foi sugestão de Taehyung quando ele ainda era estrela da manhã de criar você.
No entanto a resposta de Namjoon chocou Jimin: – É verdade, foi ideia dele que a vida e a natureza tivessem consciência e corpo físico. Taehyung fez coisas incríveis, sabemos de muitas mais não todas, há coisas que ele faz e assina embaixo, há outras que ele atua nos bastidores.
– Ele era O Lúcifer no fim das contas, podia fazer tudo do céu à terra.
O que Namjoon falou a seguir fez Jimin quase tropeçar nas raízes de uma árvore.
– Ele não é tão terrível. — Namjoon disse.
Supreso Jimin o olhou, afinal Namjoon nunca perdeu uma oportunidade de acusar Taehyung. Namjoon escolheu uma árvore de bordô, criou uma mesa e duas cadeiras, onde ambos se sentaram. Ele continou: – Você certamente ouviu falar do Vaticano no Reino humano.
Jimin confirmou: – Vaticano, igreja católica, sim sim. — Sebastian de forma muito eficiente se aproximou e lhes serviu um chá de abóbora que Namjoon adorou enquanto Jimin sequer provará.
Namjoon continuou: – Bom, no Vaticano há livros, escrituras antigas que são proibidas, você já se perguntou o porque?
Jimin respondeu sinceramente: – Não, mais agora que fala não tenho dúvidas que o tem lá chocaria o público e mudaria o mundo que os humanos conhecem.
– Talvez relatos de coisas incríveis que as mulheres fizeram ao longo da história, talvez histórias que relatam que a bíblia não condena a homossexualidade.
– Mais a bíblia condenada.
– Será? Jimin, e se os humanos a muito tempo atrás simplesmente mudou algumas, não todas, mais algumas coisas na bíblia que eles não julgavam certas?
Jimin arfou em choque e sussurrou totalmente convencido: – Eles podiam facilmente mudar a forma como as mulheres eram retratadas e colocá-las na posição de submissa.
– A igreja católica tinha muito poder antes e as pessoas pouco conhecimento, se eles mudassem as escrituras poucas pessoas notariam se sequer notassem.
– E é claro que essas pessoas estão mortas a séculos, não poderiam contar a ninguém. Você tem ideia de quem seria o homem por trás de uma façanha tão podre Namjoon?
Namjoon tomou um gole do chá antes de falar novamente: – Não, mais não deve ter sido só um e eu apostaria noventa por cento de chance de ser a igreja católica, afinal se eles espalhassem o medo as pessoas todas fugiriam para onde se não a igreja?
Jimin girou o anel nervosamete: – Você não está insinuado o que acho que está não é?
– Estou sim. Se eles retratassem Lúcifer como a pior criatura que existe e o inferno o pior lugar que existe as pessoas ficariam apavoradas e se apegariam a religião com medo de ir para o inferno.
Embaixo da árvore de bordô Jimin olhou para entrada da casa, Taehyung vinha caminhando da floresta nesse momento: ao passar por baixo de uma árvore de inverno, pequenos flocos de neve se agarraram a seus cabelos negros, ele sequer notará porque nesse momento um gato atravessou seu caminho. Suspirando Taehyung o pegou em seus braços e apesar do olhar frio, ele o acariciou na barriga.
Enquanto flocos de neve enfeitavam os cabelos de Taehyung, folhas de bordô choviam em Jimin e Namjoon, sentados em um chá da tarde. Jimin sorriu enquanto seu coração estremecia.
Namjoon continou: – Não estou dizendo que ele não é m*l, sabemos que é. Mais talvez ele não seja tão terrível, talvez até sinta algo em algum lugar.
Neste momento Taehyung se voltou para floresta. Depois que a casa foi erguida Namjoon afastou as árvores forjando uma caminho verde por onde eles poderiam chegar, onde terminava o círculo de proteção da casa começava a entrada feita por Namjoon. Foi desta caminho que um casal surgiu, ambos de cabelos curtos, a mulher com rosto rígido. Sebastian se aproximou e após se apresentar perguntou quem eram os visitantes.
Tanto Taehyung quanto Jimin e Namjoon podiam ouvir a conversa sem dificuldades. A mulher respondeu: – Eu sou Hana, vim de longe pra falar com seus senhores, sou a única sobrevivente da cidade sem luz e quero contar o que aconteceu.