Antes da queda de Lúcifer
Hoseok vagou e vagou sem destino certo, sendo ele a vida ele não se importava em ter um lugar próprio, mais Yoongi precisava se manter secreto, desta forma não lhe restava opção se não construir uma pequena e confortável cabana.
Ele procurou o sopé de uma montanha e construiu uma casa bonita de cômodo único para Yoongi, depois a escondeu com magia. O mundo estava no início, desta forma tantas coisas eram diferentes: o lugar que Hoseok escolheu passava nuvens flutuando da altura da janela com frequência.
Por um tempo ambos se acomodaram naquele lar temporária e Hoseok até mesmo plantou flores ao pé da janela. Vezes ou outra ele inventava espécies novas unindo duas espécies existentes, como Natureza nunca apareceu para repreende-lo, ele assumiu que o mesmo não se incomodava.
Em uma manhã específica ele uniu três espécies diferentes e o resultado era encantador: viola tricolor, a primeira tinha um tom de amarelo nas bordas e vermelho escuro no centro, todas as outras a partir dali nasceram com igual diferença.
Hoseok se virou para Yoongi que estava sentado na janela a observa-lo e disse alegremente: – Vejas Yoongi, que bela. Devo chama-la de amor-perfeito ou erva-trindade?
Yoongi não respirava, falava, pensava, ou vivia, ele era praticamente inanimado, entretanto, naquele momento: – Sim.
Os lábios de Hoseok tremeram em supresa antes de formar um sorriso mil eras mais bonito que o jardim onde ele estava naquele instante: – Tu falaste Yoongi, falastes por si mesmo!
Hoseok voou para fora do jardim com um sorriso tão belo quanto as nuvens que flutuavam ao seu redor naquele instante. Enquanto isso ele chamava por um nome conhecido por cada ser existente. De fato um homem extremamente belo surgiu da forma incomum de duas nuvens vestido em vermelho sangue, sua amada espada na cintura e as flechas douradas de seu arco nas costas. Lúcifer estrela da manhã.
Seus passos eram leves e os cachos loiros amanhecer estavam presos em um alto penteado por uma fita azul céu. Ele sorriu para a Vida: – Hoseok, tenho imensa alegria em por meus mirantes em ti após uma longa pausa.
Hoseok capturou a mão do arcanjo e o arrastou até a pequena e graciosa cabana que construirá para Yoongi: – Ó Lúcifer, perdoe pelo chamado, não duvides que era de imensa importância.
Yoongi estava exatamente onde fora deixado, suas vestes brancas na pele pálida reflugia como o luar. Lúcifer o observou com vivido interesse. – Belíssimo.
Hoseok sorriu radiante: – Todos vêem. Ele falou "sim" a uma questão que lhe dei, é a primeira vez.
Lúcifer fez uma pausa, esperando que Hoseok continuasse, como ele não o fez: – Me chamas aqui para que veja ele a dizer "sim"
– Certamente que sim e não ouse rir, eu o chamaria mesmo se ele estivesse apenas suspirando.
– Me permita dizer, há um casal de animais no paraíso, gatos é como se chamas. Não achas que Yoongi tens uma certa semelhança com os ditos?
Hoseok agitou sua cabeça com cabelos negros sedosos: – Certamente Luci é deveras observador.
Hoseok ainda segurava a mão do arcanjo, então o levou para o jardim, seu sorriso gradualmente desapareceu e seus olhos amertiza ganhará um tom frio: – Como andas o céu?
— Nunca perguntares sobre o céu. Ele está pacifico e belo.
– E tua punição Lúcifer?
– O céu ainda não sabes de Yoongi, mais não tardará a saber.
– Entendo a paixão pela ajuda dos anjos e arcanjos, mais a tua Lúcifer, me confudes. Quando olho para esse mundo ao qual estamos, penso que tudo nele é limitado. Há muitas árvores, muitas nuvens, mesmo assim á de se ter um fim. Os arcanjos devem ser assim, são seres vivos como eu e deve de se ter compaixão por si mesmo.
Lúcifer sorriu enquanto caminhava ao lado da Vida: – Tantas palavras para dizer que não entende os anjos e arcanjos do senhor.
– Tantas palavras para dizer que não entendo vós.
Hoseok ergueu no ar sua mão no momento que uma nuvem passou por ambos, cristais de gelo foram deixados para trás em sua mão derretendo lentamente, o que ficou em seu lugar fora o desenho de uma criatura de formato estranho. Já havia nos mares uma criatura como aquela, apenas uma e seu canto deveras triste tocava Hoseok frequentemente.
O paraíso fora criado e todos os animais tinham um par para si, todavia aquele em especial não tinha. Por uma razão desconhecida da Vida, Natureza fizera uma única baleia Whalien. Sua espécie era única, seu canto era único e portanto as outras baleias não eram capazes de compreende-la.
Incompreendida e solitária, Whalien lembrava Lúcifer.
Hoseok recolheu sua mão e se voltou para o arcanjo: – Lembra-se que eu vos disse que as vezes vejo coisas ainda não aconteceu?
Lúcifer concordou: – Decerto.
– Deste vez vejo vós e o céu ardendo em chamas enquanto vós cai para um abismo vermelho.
Lúcifer não reagiu as palavras da Vida, não demonstrando alarde ou descrença: – Este arcanjo estás bem.
– Temos que teu castigo por ajudar este eu seja terrível Lúcifer.
Lúcifer olhou a baleia em seu braço depois o olhou nos olhos: – Lúcifer não irá de cair no abismo Vida, não temas.
Enquanto olhava o arcanjo Hoseok não pôde deixar de lembra-se do tom vermelho nos olhos de Lúcifer no dia do nascimento de Yoongi. Todavia, Lúcifer não mentia e suas palavras carregavam mais certeza que o universo carregava estrelas. Pensando nisso Hoseok não o incomodou mais.
Assim Lúcifer o levou para longe da cabana sem revelar o motivo, mais Hoseok reconheceu de imediato a figura que surgiu do tronco de uma árvore trajado em vestes de seda rosa fúcsia. Seus cabelos cobre avermelhados longos eram agitados mecha por mecha, como se o espírito do vento brincasse com ele, o mesmo era longo até a cintura. No meio das madeixas um par de chifres branco marfim dava a Natureza um ar animalesco visceralmente lindo.
Hoseok o viu no céu duas vezes, em ambas ocasiões sentiu o desejo de gritar que Natureza era tão esplêndido que beirava a imoralidade, mais a maioria dos anjos ainda não conheciam tal palavra e causaria espanto.
Hoseok sabia que as mudanças em Natureza aconteciam com a mudança das estações que também afetava sua personalidade. Mais isto era tudo, Hoseok não sabia quais eram as estações que influenciavam tanto o mundo.
Hoseok tinha conhecimento infinito mais interesse medíocre. Sabendo muito do que poderia ser considerado questionável e nada do que se poderia ser considerado de suma importância.
Se quiser ele pode citar todas as flores existentes e as que não existem ainda, mais não sabe as estações. Hoseok alimenta o sol, mais sabe que a terra gira entorno dele apenas porquê Lúcifer lhe dissera.
Natureza aproximou-se da Vida pela primeira vez e sob os pés dos três a terra tremeu enquanto brotava dela uma árvore de folhas rosa. Natureza e Vida tinham núcleos semelhantes o suficiente para se unir em perfeita harmonia mas diferente o suficiente para formar uma mutação.
Foi desta forma que em seu primeiro encontro ambos criaram por acidente o cervo que a princípio não faria parte do paraíso.
Pensando agora Hoseok se perguntou se a baleia Whalien não teria nascido como uma mutação resultante do primeiro encontro de Lúcifer com Natureza.
Hoseok sorriu para o novo visitante: – Natureza.
– Vida.
Lúcifer gentilmente explicou: – Eu pedi a Natureza que se junte a nós Vida, isto se dá é claro, com o fato do nascimento de um novo ser.
Hoseok olhou de um para o outro: – Ele sabe do Yoongi?
– Este arcanjo não pode estar à responder seu chamado todo tempo. Precisa de Natureza.
Hoseok se preparou para perguntar a Lúcifer mais nesse exato momento uma pequena pedra voou rápido como a luz acertando Natureza. Um bac escapou quando a pedra bateu no peito firme, pedra sobre pedra. Namjoon olhou friamente um ponto acima da cabeça de Hoseok.
Hoseok reconheceu o cheiro de flor de lótus, portanto quando se virou não ficou supreso ao ver Yoongi. O que o surpreendeu foi o mesmo estar encima do galho de uma árvore com pedras na mão. Seus longos cílios negros batiam malevolamente e seu lábio inferior estava preso entre os dentes brancos. Totalmente dedicado em sua tarefa de agredir um homem inocente.
Yoongi saira de seu estado inanimado apenas para jogar pedras em Natureza sem motivos aparentes.
Namjoon não se absteve de dizer: – Quando Lúcifer dissera ser um caso complicado eu questionei. Mais vejo que es tão grave quanto, um caso nunca encontrado de animal louco atirador de pedras.
– Este eu pede desculpas Natureza, ele é jovem e está apenas a brincar. Sinta a essência tranquila dele.
– A essência sim, o olhar, no entanto...
De fato, de cima da árvore Yoongi olhava diretamente para Namjoon com um olhar agressivo e frio como estrelas. Seu olhar suavisou apenas quando Hoseok entrou em sua linha de visão.
Era a primeira vez que ambos se olhavam e havia realmente um sentimento no olhar de Yoongi. Um arrepio tomou Hoseok dos pés a cabeça, o fazendo esquecer tudo exceto aquele brilho vivo e agressivo nos olhos de corvo de Yoongi. Em plena luz do dia com o sol brilhando na copa das árvores, um raio caiu partindo a árvore ao lado de Yoongi em duas.
Qualquer coisa que o nascimento incomum de Yoongi realizou não poderia se comparar com o que seu olhar passou naquele instante. De fato a Morte nasceu naquele momento enquanto olhava para Vida.
O pombo de Adão de Hoseok subiu e desceu lentamente. O mesmo caminhou com seus passos tão leves que sequer tocava o chão e tirou Yoongi da árvore: – Agora sabes falar sim e atirar pedras, grande evolução Yoongi.
Como pedido de desculpas pelas ações de Yoongi, Hoseok convidou Lúcifer e Natureza para um chá, ambos aceitaram mesmo que não soubessem o que era chá. Hoseok garantiu que Yoongi estava comportado na cama antes de olhar para chaleira para que ela sozinha preparasse o chá.
Hoseok fez pessoalmente a chaleira e as xícaras que a acompanhavam, todas tarefas que ele poderia fazer rápido como o som, ele escolhia fazer com as próprias mãos por ser uma coisa que lhe ocupava corpo e mente.
Natureza e Lúcifer aprovou o chá e antes de partir Natureza garantiu manter oculto o nascimento de Yoongi. Mais tempo se passou e a cada momento Hoseok tinha mais conhecido e certeza das diferenças entre ele e Yoongi.
Hoseok falava por todo o dia, cantarolava e não se cansava de rir. Yoongi falava tão pouco que parecia apenas guardar voz e seus sorrisos eram tão raros quanto lua de sangue, embora fosse tão bonito quanto.
Hoseok era exatamente o que se mostrava ser, tudo que se espera da Vida e um tanto mais, enquanto Yoongi revelava uma aparência doce, delicada como orvalho, todavia, seu olhar, sua fala e sua personalidade eram indiferentes e misteriosos.
Mesmo assim Hoseok nunca se cansava de olhar para ele, nem de pensar que embora sua aparência dê a impressão de que ele pode ser facilmente quebrado, ele era capaz de tirar vidas apenas com sua presença.
Sempre que olhava Yoongi, Hoseok era tomado por uma sensação inquietante e um desejo desconhecido de tocá-lo, de olhá-lo um tanto mais perto. Nada parecia suficiente.
O céu acima deles ia se agitando com acontecimentos importantes e a relação de ambos mudava com frequência, mais íntima e especial. Entretanto, um dia o caos veio a tona pela primeira vez, o paraíso ameaçado, a existência da morte finalmente revelada: neste mesmo dia Yoongi partirá e Hoseok nunca mais o viu, até o dia que Darius lhe mandou um pergaminho.
Atualmente
As palavras do vampiro foram recebidas com um movimento brusco de Hoseok que deixou a cadeira a qual estava sentado virar a bater no chão com um estrondo. Hoseok não arrancou a máscara, mais ele já não estava mais fazendo o papel de ceifeiro bem comportado.
– Trocar seu destino? Que brincadeira é essa?!
Yoongi apertou a faca que segurava: – Fofocas do inferno sem sentido.
– Não insulte minha inteligência Yoongi, não esqueça quem estava lá quando nasceu!
A verdade era que Yoongi nada precisava dizer, se ele tinha pensado em trocar o próprio destino não seria apenas pelo trabalho torturante de levar almas que se negavam a morrer.
O que ligava Hoseok e Yoongi era vida e morte, se um deles não fosse a Vida ou a Morte, então o laço que os fazia ser gêmeos seria cortado e Yoongi poderia alcançar Hoseok como homem.
Desta vez quando a tristeza apertou o peito de Jimin, Taehyung não estava lá para acalma-lo.
Percebendo o ar pesado Von ficou de pé: – Por favor ceifador, mantenha os modos, Morte é seu mestre.
Hoseok jamais levantou a voz, mais naquele instante nem mesmo seus olhos estavam amertiza, eles estavam lentamente ganhando um tom violeta agressivo: – Cala-te vampiro, isso é conversa de família!
Sentindo o poder das palavras do ceifador por trás da máscara verde e dourada, Von caiu na cadeira totalmente assustado. Por serem inferiores Von e Pandora não suportava qualquer carga de energia da Vida, ambos estavam clamante sufocados.
Jimin foi cauteloso o suficiente para se afastar de Hoseok puxando Jungkook pelo pulso, ele olhou para SeokJin mais Namjoon já havia o afastado. Lá fora um vento violento açoitava os pinheiros contra a janela. Com a audição de Jimin ele podia ouvir uma chuva louca de raios la fora, deformando o cenário tranquilo de antes.
Yoongi olhou para Jimin, Jungkook, Jin e Namjoon antes de se voltar para Hoseok: — Falemos disso depois.
– Todo o inferno sabe que quer trocar seu destino, não me peça descrição agora!
Hoseok apontou para Von com sua mão e braços cobertos de símbolos desconhecidos e desenhos vivos de animais: – Tu vampiro, agora tens permissão para falar, diga o que sabe sobre a troca de destino.
Von estava morto, mas mesmo assim empalideceu quando foi colocado entre a Morte que claramente não queria contar a verdade e o ceifador extremamente e estranhamente poderoso que lhe ameaçava com um olhar.
No fim ele não tinha opção, com um olhar envergonhado ele disse: – Há trezentos e dez anos uma bruxa chegou ao inferno, vítima de um feitiço feito por ela mesma que deu errado a matando no processo, até mesmo sua alma foi quebrada e ela só repetia a mesma coisa "eu troquei o destino daquela v***a" meu lorde supremo da morte pareceu muito interessado em suas palavras, não sei a que fim levou, nenhum demônio sabe. Mais todos lembram de qualquer coisa que um supremo fale ou faça não importa quanto tempo leve.
Os olhos de Hoseok faiscavam em fúria: — Você conseguiu uma resposta dela Yoongi?!
Jimin não esperava que ele fosse responder, mais surpreendentemente: – Se eu tivesse obtido sucesso não estaria aqui agora.
Apesar das palavras rudes de Yoongi, Hoseok pareceu aliviado, a tempestade de raios parou mais o vento ainda era impetuoso: – Resolva o que precisa com este vampiro velho e venha para casa comigo Yoongi, agora.
Como suas palavras foram uma sentença sem espaço para questionamentos Yoongi olhou para Von como se nada tivesse acontecido e mudou de assunto: – A ideia de usar um sugador de sentimentos, foi originalmente sua?
Assim como Jimin, Von estranhou a pergunta e ele ainda estava assustado mais respondeu: – Foi um sonho, na verdade. Achei que era um sinal divino porque vampiros não sonham.
Yoongi devia ter pensado o mesmo que Jimin porque seus lábios peônia tremeram em um sorriso irônico: – Sinal divino? Primeiro alguém mata uma cidade inteira apenas cortando a ligação entre deus e devoto. Agora meus ceifadores são sequestrados por causa de um sonho. Se Jimin e SeokJin não fossem ótimos em conseguir problemas para si mesmo tudo estaria um caos com almas errantes soltas.
Namjoon se manteve observando tudo em silêncio, mas sua mente trabalhava igualmente rápido: – Acha que o caso da cidade sem luz tem ligação com seus ceifadores sequestrados?
Yoongi olhou para Namjoon: – Dois casos onde uma força maior e oculta causa caos sem precisar fazer muito. Não acho, tenho certeza que o responsável ou a responsável é a mesma pessoa.
Namjoon duvidou: – E quem poderia ser?
– Se eu soubesse estaria agora à mata-lo. — Yoongi se voltou para o vampiro enquanto ficava de pé. – Van, sendo sua ideia ou não, ainda foi sua escolha fazer, não posso deixar de imputar seu crime por perturbar minha paz e interferir em meu trabalho.
Assustado Von baixou os olhos: – Meu supremo...?
– No purgatório há uma árvore morta com tronco extremamente resistente, você irá até lá Von, forjara um chicote com pedaços da madeira da árvore dentro e depois dara a Pandora para que ela o castige com chicotadas o suficiente para o chicote se partir ao meio. Como prova disso, é claro, plante o chicote em um cemitério enquanto implora meu perdão e cita com respeito e arrependimento sincero o nome dos duzentos e vinte cinco ceifadores que foram sequestrados. Mais eu sou justo e misericordioso, você só precisará enterrar o chicote se sobreviver as chicotadas.
Enquanto Pandora estava radiante e Von tremendo, Yoongi acenou para os outros e partiu na frente, sendo seguido de perto em uma fila indiana.
Como a chegada foi demasiada desconfortável viajando pelas sombras, Namjoon abriu um portal na pequena fonte de água da pequena cidade medieval para uma volta mais confortável.
Jungkook tinha a mente fraca para lembranças ou não levava a sério à fúria, porquê no meio daquele silêncio tenso ele inocentemente disse: – Namjuni, acabo de lembrar que você não me disse ainda o que é dar uns amassos.
Namjoon parou, as pálpebras tremendo enquanto sua mente trabalhava em uma resposta. O próprio Jimin não tinha uma resposta, ele não queria ser comparado com Jungkook em termos de conhecimento, mais também não fazia ideia do que era "dar uns amassos". Todavia, sua mente insistia em trazer a tona a cena de Namjoon e SeokJin em uma ilusão, mãos e bocas entrelaçadas.
Seu rosto esquentou como brasas no momento que Namjoon consegui soltar com muita dificuldade uma mentira: a própria presença de Jungkook impedia as mentiras, mais Namjoon podia se esforçar para espremer uma: – Dar uns amassos é fazer a-amizades, amizades inquebráveis!
Jungkook não notou nada e sorriu agradecido: – Quero dar uns amassos em todos vocês!
Jimin tropeçou nos próprio pés, mais Jungkook estava ao seu lado e o segurou com o mesmo sorriso doce e os olhos de brilho único.
Namjoon acenou desesperado: – Jungkook, não diga isso. Amizades devem ser formadas naturalmente entre pessoas especiais, não peça isso a qualquer um!
Jungkook assumiu um olhar sério enquanto guiava Jimin: ele tinha entendido que Jimin era atrapalhado ao caminhar e o segurava para garantir que não cairia: — Namjooni, não pedirei a ninguém, não se preocupe. Dedicarei meus amassos apenas a vocês.
Foi realmente bom que Jungkook o segurasse, porque Jimin sentia que ia desmaiar.
Jungkook foi o primeiro a entrar em casa e subir correndo para sua torre: assim como Jimin ele não usou seus poderes para decora-la e ao invés disso fazia tudo com as próprias mãos.
Jimin ficou para trás esperando Namjoon terminar de remover a máscara para dizer: – Namjoon, sei que quer preservar a inocência do Jungkook mas foi uma escolha inteligente mentir? Quero dizer que nós cuidamos dele mais outras pessoas podem se aproveitar dessa inocência. A verdade não é sempre a melhor opção?
Namjoon o olhou em espanto mas então seu olhar suavisou e ele sorriu revelando o par incrivelmente fofo de covinhas que modelavam seu rosto bonito: – Você está certo Jimin, em meio ao nervoso eu não pensei desta forma. Vamos cuidar do Jungkook até que eu conte a ele a verdade.
Jimin suspirou aliviado e também removeu a máscara: – Obrigada por me ouvir Namjoon.
O rosto de Namjoon se inclinou para o lado enquanto fitava Jimin de toda distância que a diferença de altura de ambos impunha: – Quem vê-lo tão sério vai até pensar que entende do assunto.
Jimin corou um tanto mais: – Eu sei um pouco, não sou ignorante.
Namjoon tocou com a ponta do dedo em seu nariz e lhe piscou o olho direito antes de sair para sua torre rindo. Seu riso maroto.
Jimin caminhou para dentro, enquanto caminhava ele acariciou alguns animais que veio lhe cumprimentar, aproveitando que seu gato ciumento não estava a vista. Nesse momento uma voz conhecida gritou dentro de casa:
– Ele é meu supremo antes de ser seu, portanto cabe a mim cuidar das tarefas dele!
Outra voz respondeu, rude e educado ao mesmo tempo: – Eu sou o mordomo deste lar, portanto cabe MIM a incumbência de cuidar de meu lorde e suas tarefas!
Jimin entrou nesse momento com passos rápidos: no salão ao pé da escada a vassoura velha que Jimin carregava consigo estava quase se partindo em duas pela força posta por Sebastian de um lado e os puxões de Morad do outro.