Caeli

4766 Words
Sebastian e Morad baixaram a cabeça em e uma atitude complacente. Jimin pegou a vassoura e a colocou entre os braços antes de suspirar: – O que está acontecendo? Sebastian tinha assumido seu ar cortês e levemente submisso: – Um m*l entendido sobre certas tarefas meu lorde, nos perdoe pelo comportamento inadequado. Jimin acenou: – Morad, é realmente ótimo vê-lo mas achei que não podia entrar aqui. Morad estava radiante, ele sempre olhava Jimin com respeito, admiração e afeto: – Meu rei supremo Taehyung me trouxe até aqui para continuar com minhas tarefas com você meu lorde. – E você se sente bem estando no mesmo ambiente com os outros selos? – Meu rei resolveu isso também. Jimin finalmente relaxou: – Eu não pensei que você sairia da fortaleza Morad, nunca saiu antes. Morad sorriu: – Eu seguirei meu lorde onde quer que vá. Agora diga-me, como está sua alimentação? Seus aposentos correspondem a suas necessidades? Lá no fundo Jimin sentiu falta dos cuidados exagerados de Morad: – Estou ótimo, apenas de castigo por tempo indeterminado. Morad pareceu extremamente surpreso: – Meu rei pôs meu lorde de castigo? – Não, a Morte fez. Morad não conhecia Yoongi e portanto não tinha uma opinião formada sobre ele, então aceitou o castigo de Jimin em silêncio. Jimin procurou um lugar na sala onde deixou a velha vassoura então mostrou alguns cômodos da casa a Morad. No corredor das estátuas Morad estagnou, admirando a beleza e precisão das obras que eram fiéis até os mínimos detalhes. Ele perdeu muito tempo apressiando cada uma das sete. Após olhar e olhar Morad pareceu hesitante: – Não é muito reveladora essas estátuas? Meu lorde está quase desnudo, um tecido fino como esse não deve de ser considerado roupa. Jimin sorriu enquanto se sentava aos pés da estátua de Hoseok: – Elas são inspiradas em obras gregas, essas são roupas gregas. Quanto a todo resto, é apenas minhas pernas e abdômen desnundo, e o resto nem deve ter sido esculpido. – Meu lorde sabe quem fez estas obras? – Não, mais certamente um anjo. – Por que um anjo saberia tantos detalhes sobre o corpo do sete selos? O sorriso de Jimin desapareceu, a preocupação e o questionamento o substituindo. Ele nunca parou para pensar como um anjo poderia conhecê-los tanto ao ponto de esculpir obras tão fiéis. Jimin nunca foi visto por muito tempo por nenhum anjo além de Darius e Jungkook e estava devidamente vestido. Morad notou seu olhar mais não parou para tranquiliza-lo, deixando ao invés disso, seus próprios temores para Jimin ouvir: – Um anjo pode fazer uma estátua como está sem nunca tê-lo visto? Além de tudo meu lorde, o corpo masculino é uma obra de arte e embora seres como eu não saibam apressiar, outros como os seis supremos, sabem. No primeiro momento que viu a estátua de mármore Jimin quis escondê-la mais não levou a ideia adiante, afinal todos os sete estavam igualmente despidos, apenas um tecido fino em uns e uma saia delicada em outros, no fim havia a mesma quantidade de pele revelada. Todavia, agora percebia que aquele era seu corpo afinal e todos os outros seis podiam ver! Jimin pensou em mil formas de explodir sua estátua de mármore, e imediatamente as colocou em prática. O mármore do céu havia de ser resistente, mas não tanto! Primeiro ele a empurrou para que caísse no chão, se tornando mil pedaços de uma obra. Infelizmente a estátua sequer afastou um centímetro mesmo com a força absurda colocada no empurrão. Com a primeira tentativa falha Jimin pediu sugestões de Morad, que lhe sugeriu um lança chamas. Tanto Sebastian como Morad tinham a capacidade de responder e atender a tudo com muita eficiência, não importa pelo que fosse procurado, eles de alguma forma teriam. Então Morad entregou a Jimin um líquido inflamável e um lança chamas. O líquido sequer tocará o mármore e o fogo passou pela mesma como se o artista imaginasse o que viria e cobrisse com magia a mesma. Foi um fracasso. A terceira tentativa foi igualmente falha, a magia jogada por Jimin ricocheteou fazendo um buraco na parede onde um segundo atrás estava a cabeça de Morad. As outras dez tentativas falharam também, nem um único arranhão a atingiu. Partindo para algo mais extremo Jimin pensou em dinamites já que sua magia ricochiteava, mas nesse momento Sebastian surgiu na porta do cômodo de entrada da sala de mármore. Sebastian olhou a bagunça de objetos no chão totalmente inexpressivo: – Meu lorde, me permite dizer algo? – Claro Sebastian, diga. – Estas obras foram feitas de mármore angelical, elas são ligadas ao artista que as fez, então não pode ser destruida sem a permissão dele ou se ele próprio não for destruído. Aquilo fazia sentido afinal, os anjos eram ótimos em fazer terceiros serem obrigados a viver como eles queriam. Jimin se sentiu exasperado: – Neste caso vou encontra-lo para pedir que destrua minha obra. Está linda, realmente um trabalho como esse só poderia ser feito por um ser angelical, mas estou usando um tecido fino nas partes mais íntimas e nada em todo resto! Enquanto isso, Sebastian, você pode cobrir minha estátua por favor? Antes de Sebastian responder, Morad já tinha em mãos um tecido vermelho fino que ele usou para cobrir a estátua deitada de Jimin, apenas sua mão permaneceu no ar porquê estava conectada a estátua de Taehyung. Sebastian olhou para Morad mais logo se voltou para Jimin: — Meu lorde, devo servir o jantar está noite? Dois dos meus lordes não estão na casa e não sei se chegarão para o jantar. Jimin olhou confuso pra Sebastian: – Dois? Alguém além de meu padrinho não está? – Lorde Jungkook subiu aos céus para responder por seus atos. Jimin estapeou o próprio rosto levando Morad a quase ter um ataque: – Como pude esquecer disso? Será que Jungkook ficará bem? Sebastian se desculpou: – Eu não saberia responder. – Sirva o jantar Sebastian. Você precisa de Morad para algo? Sebastian respeitosamente negou: – Meu venerável Taehyung está certo, devo conquistar meu lugar neste lar portanto preciso passar no teste. Mas obrigado pela preocupação meu supremo. Quando Sebastian saiu Morad pareceu extremamente humilhado: — Ele é tão orgulhoso que n**a a ajuda que ofereço, acha ele que cozinha como eu? Jimin sorriu antes de avisa-lo: – Eu quero que Sebastian fique Morad, então deixe-o fazer o jantar em paz desta vez, amanhã você pode brigar com ele. Até que a noite chegasse Jimin passou o tempo no quarto ascendendo as brasas que aqueciam a pedra e deitado na cama com Baby no colo. SeokJin estava dormindo depois dos dias agitados e sem Taehyung para fazer barulho e todos os outros ocupados, tudo estava no mais completo tédio. Enquanto vivia na Fortaleza Jimin gostava do silêncio e um bom livro, agora preferia estar fazendo qualquer coisa para usar sua magia e exercitar o corpo. As sete da noite Sebastian serviu o jantar. A mesa farta e organizada de forma incomum, tudo parecia ótimo. Jungkook desceu dos céus bem a tempo e Taehyung veio do inferno apenas para isso. Havia muitas frutas frescas mergulhadas em doces, diversos pratos salgados que Jimin nunca viu e pétalas de flores e folhas de árvore que fazia parte da alimentação diária de Namjoon. A mesa agravada o paladar de todos e até mesmo os pratos inventados por Sebastian foram provados por Taehyung. Não só a apresentação era impecável, o sabor da comida de Sebastian também era. Jimin o elogiou de forma contida para não magoar Morad. Os outros não foram tão cuidadosos, Taehyung foi o único que não elogiou, mas não criticou também. Sebastian tinha passado como já era de se esperar. Jimin queria perguntar a Taehyung e Jungkook como foi no céu e inferno, mas Taehyung partiu tão rápido quanto voltou, olhando rapidamente para Hoseok e Morad. No entanto, Jungkook não subiu novamente e sentou-se no sofá, um bico rosa crescendo nos lábios. Ele não vestia a túnica branca essa noite, ao invés disso vestia um conjunto de calça pantalona e camisa cinza. Ambas calça e camisa se transformaram em um conjunto digno de passarela no corpo bem torneado e cintura fina de Jungkook. Depois de Jungkook, Jin foi o que mais se fartou dos pratos de Sebastian, ele se jogou no sofá meio morto, até notar Jungkook do outro lado com os olhos baixos: – Jungkook, seu castigo é vestir cinza? Não parece um castigo, parece que você acaba de sair da Louis Vuitton. Jungkook não fazia ideia do que era Louis Vuitton: – Essa cor é para os anjos que estão sob trabalho fora do céu. Usarei ela até que cumpra com meus deveres. Interessado Jin sentou-se: – E qual é o castigo? – Preciso mudar o destino de alguém. Encontrar uma alma corrompida e convencê-la e seguir um caminho diferente. Tenho até o meio dia do Reino mortal para finalizar a tarefa, se não... Jin estremeceu com as reticências: – Se não...? Jungkook estava com olhar vago e mente toldando: – Ah, o Rafael não disse, deixou em aberto. SeokJin relaxou, mas não: – Não parece difícil, você é um anjo. Se fosse comigo, iria com você a qualquer lugar, precisava apenas sorrir para mim. Jungkook m*l suportava segurar uma conversa naquele momento: – É minha primeira missão fora do céu, não saberei por onde começar. Ouvindo a conversa em silêncio Jimin ponderou por um momento, mais o olhar perdido de Jungkook o fez jogar a prudência fora: – Não se preocupe Jungkook, Jin e eu iremos com você! Ele não tinha dito nada de antemão a SeokJin, mais o mesmo concordou de imediato. Jungkook pareceu genuinamente encantado, seus olhos brilharam. Mas a alegria foi tão rápido quanto chegou: – Vocês estão de castigo. SeokJin ficou de pé na sala muito confiante. Ele ainda tinha a trança que ganhou no Reino das fadas, seus cabelos bagunçados charmosamente e vestido em camisa rosa e calça mom preta: – Tenho certeza que Yoongi irá entender. Jungkook não acreditou: – Ao fim desta noite, estaremos os três de castigo. SeokJin parecia muito com um adulto mais velho e responsável naquele momento: – Você carrega a responsabilidade Jungkook, o Jimin a inteligência e eu a beleza, que trio incrível não? Nesse momento uma voz veio do salão: – Eu vejo Yoongi dando uma surra em todos os três, bumbum vermelho, incrível não? Jin gritou de susto, um som agudo, e caiu no sofá arfando. Como a audição dos sete não perdia nada, Namjoon enfeitiçou as paredes da casa para preservar a privacidade de cada um. Com cada um ocupado em suas torres ou em outros cômodos não seria possível ouvir a conversa da sala, mais se algum deles estivesse passando pela sala, ouviria com facilidade. Eles tinham se esquecido disso e Hoseok estava de passagem ou mantendo o olho neles. Hoseok se aproximou com suas vestes verde jade sentou-se ao lado de Jungkook e continuou: – Estão a um dia de castigo e pensando em fugir. Pegos em flagrante Jimin não tentou esconder: – Nossa intenção é ajudar o Jungkook. Hoseok jogou para trás seus cabelos pretos, a marca de lótus da morte ainda em sua testa. Ela oscilava com frequência, como se a Morte lutasse para manter seu lugar e a Vida quisesse expulsa-lo a qualquer custo. Hoseok é claro, estava totalmente indiferente a isso: – Eu ouvi a história, mas o que exatamente ambos podem fazer pelo Jungkook? Jimin trocou um olhar com Jungkook antes de falar: – Amigos fornecem apoio moral. Jin complementou: – No mundo humano apenas a presença da outra pessoa ajuda. Jimin acrescentou, seus dedos puxando a barra do robe vermelho de flores douradas: – Eu também pensei que talvez buscassemos outra criatura para o Jungkook ajudar. Uma não muito difícil porque o tempo é limitado, mas não tão fácil para que Jungkook tenha mais pontos no céu. Hoseok olhou de Jin para Jungkook e Jimin: – Estão tentando atigir meu coração com fofura para me fazer ajuda-los? Porquê está dando certo. Vistam-se com casacos, luvas e botas, saímos em dez minutos. Vestidos em casacos grossos, luvas e botas altas os quatro atravessaram uma matriz feita por Hoseok. Assim que chegou Jimin estremeceu de frio, um vento gelado agitou seus cabelos e a fita que prendia a trança única. Hoseok tinha levado os três para algum lugar do oceano, onde nada podia ser visto além das águas se agitando na noite fria e um céu estrelado totalmente deslumbrante. Assim como a chuva, o céu deixava Jimin melancólico. Hoseok apontou para o outro lado e eles viram na costa rochosa uma velha casa. Ela parecia solitária e assustadora naquele cenário. SeokJin olhou para baixo e chorou baixinho: – Estamos andando sobre as águas?! Jungkook achou sua escolha de palavras um tanto desrespeitosas, mais eles estavam de fato de pé no meio do oceano, caminhando como fariam em terra. Cortesia de Hoseok. SeokJin falou de forma contínua, como se por um breve momento sua boca e cérebro não estivessem ligados: – Esse lugar me lembra Harry Potter e Harry Potter me lembra o Namjoon. Ultimamente tenho pensado tanto no Namjoon. Não do jeito que estão pensando! Mais ele é um homem bonito e poderoso e é difícil não lembrar. Mais não é interesse, só um comentário, chamo muitos homens de bonito, não significa que quero todos eles! Ah, droga, desculpa, o frio me deixa ainda mais falante. Até mesmo no cenário noturno era possível ver as orelhas vermelhas de SeokJin. Jungkook como sempre, não notou nada: – Jin, você devia dizer a Namjooni que o admira tanto, desta forma não voltarão a brigar e certamente darão uns amassos. Se Jungkook continuasse a falar Jin teria uma parada cardíaca. Hoseok interveio na conversa, seus lábios se contraindo para não rir: – Estamos trabalhando, por favor, concentração. Jungkook obedientemente perguntou: – O que fazemos aqui? – Está é a casa de um meste de marionetes, ele é um dos poucos e é o mais velho. A maioria dos mestres de marionetes trabalham com peças escolhidas a dedo ou materiais feito por eles mesmo. Este é diferente, ele prefere outro tipo de mão de obra. Ele viola túmulos de fadas, centauros, vampiros e muitos outros para roubar pele, olho, boca e tudo mais que julga reutilizável. O calafrio que tomou Jimin não foi pelo frio: — Como podes que ninguém o tenha contido? Isso é repulsivo e uma falta de respeito com a família. Hoseok concordou: – Como eu disse, ele é velho então tem experiência no assunto. Se ninguém sabe quem ele é não pode reivindicar os direitos da vítima. SeokJin não hesitou em questionar: — Você sabia Hobi, por que nunca fez nada? – Esse é um assunto que cabe a Morte decidir, se ele ignora eu não posso fazer muito. Eu o procurei quando soube do mestre de marionetes, mais Yoongi me evita desde os primórdios, séculos não é nada para ele. Notando a delicadeza do assunto Jimin contornou a pergunta a fim de evitar o nome de Yoongi: – O corpo dos seres "imortais" não são como os humanos que a alma segue depois da morte deixando o corpo físico para trás. A maioria de nós tem corpo e alma ligados mesmos após a Morte, violar o corpo é violar a alma. – Este é nosso argumento essa noite, esperemos que ele tenha alguma empatia em algum lugar, já que pelo menos ele teve a delicadeza de esperar morrer. Todavia, estejamos prontos para tudo, tudo isso pode apenas significa que ele não quer problemas ao pegar os vivos. Jimin sussurrou: – Taehyung apenas o ameacaria até que ele sentisse muito medo para fazer novamente. – Infelizmente Taehyung não pôde vir, e além disso o céu não gostaria de ameaças, Jungkook seria castigado com... Eles não puderam deixar de rir com as reticências deixadas por Hoseok insultando o mistério que Rafael fez. Jimin estava com o coração aquecido naquela geada, Hoseok foi delicado o suficiente pra lhe dar uma resposta gentil sem criticar o jeito tirano que Taehyung lidava com as situações. Sob o céu estrelado e o oceano quatro belas figuras caminharam sob as águas lado a lado. Naquela escuridão o brilho natural solar de Hoseok se ascendeu com o brilho da auréola de Jungkook e ambos entraram na casa abrindo um caminho seguro para SeokJin e Jimin. Por fora a casa estava em pedaços, por dentro no entanto, ela parecia totalmente nova. A decoração em rosa e azul, totalmente infantil. As marionetes daquele titereiro não eram humanas então não havia cordas ou cruzeta, apenas chaves de brinquedo. Nenhuma marionete estava a vista também. O lugar isolado dificultava a localização e a aparência externa evitava que outros se aproximassem. A casa era resumida em um cômodo com mesas cheias de objetos, esboços de desenhos não terminados, materiais para pintura e duas cadeiras de madeira. Havia também pedaços de todas as cores de porcelana e olhos coloridos de vidro armazenados dentro de potes de vidro. Um rápido olhar e ela poderia se passar por uma casa de boneca em tamanho real. SeokJin fechou a porta para se livrar do vento frio. Nesse momento um som melodioso substituíu o som das ondas. SeokJin gritou e correu para perto de Hoseok, mais era apenas uma caixa de música. A mesma tinha começado a tocar sozinha. Jimin caminhou a passos lentos e olhou a caixinha rosa, dentro dela uma bailarina com asas de anjo girava lentamente. A canção era muito agradável aos ouvidos, deixando um ar sonolento na casa. Jimin a desligou no mesmo instante que a porta se abriu com um estrondo e um jovem homem entrava com capa de chuva. Ele tranquilamente tirou a capa molhada, as botas e olhou os visitantes. Parte de seu rosto estava coberto por uma máscara de porcelana cuidadosamente pitada. A outra parte era o rosto de um homem de trinta anos com olhos claros. Ele não ficou supreso ou assustado e sorriu com alegria. Sua voz dava sinais de ser muito pouco usada: – Louvado seja deus, vocês são tão tão belos qu- Hoseok o interrompeu: – Não somos marionetes e estamos aqui para uma rápida visita, nos perdoe entrar sem convite. A maioria dos mestres de marionetes viviam em isolamento, isto porque o trabalho com as marionetes os afetava ao ponto de em um determinado momento eles não saberem mais diferenciar pessoas normais. Isso não acontecia com aquele em especial, ele vivia entre os outros com outra identidade, era assim que sabia quais túmulos poderia furtar. Ele estendeu as mãos limpas e bonitas para comprimenta-los, mais as palmas das mesmas estavam costuradas com linhas. Jimin não ousou se aproximar e o titereiro recolheu as mãos ao lembrar de seu próprio estado. – Desculpa, eu não tenho visitas a tanto tempo que não sei como me comportar, eu ofereceria um chá mais estou sem ervas. Pelo menos me deixe ascender a lareira, o frio daqui é realmente horrível. Assim ele ascendeu a lareira e limpou os dois bancos para que eles se acomodassem. Jimin sentou-se apenas porque Hoseok acenou em positivo. Jin acomodou-se ao seu lado e Hoseok e Jungkook permaneceu de pé logo atrás deles. Hoseok começou: – Soube do seu trabalho com marionetes humanas, isso não faz parte do meu setor porque não sou a Morte, mais confesso que suas ações não me agradam. O titereiro continuo calmo: – Para ter vindo aqui vocês não devem ser uma família qualquer. Diga-me o nome do seu famíliar e eu devolverei tudo que foi roubado. – Não sou da família de nenhum deles mas vim interceder por todos. – Eu não tenho tudo que peguei dos mortos, algumas marionetes apodreceram por completo ou parcialmente, material bom é difícil de achar. Desta vez Jungkook assumiu a conversa: – Talvez não tenhas conhecimento, mas muitos dos corpos que roubou são ligados à alma, suas ações feitas aqui resultam em suas almas. O meste de marionetes pareceu surpreso: — Eu realmente não sabia. Mais essa é minha linha de trabalho agora, não posso mudar porque é assim que pago minha comida. Jimin empalideceu e Jungkook disse muito supreso: – Por isso não tens nenhuma marionete aqui, você as vende! O titereiro ficou muito nervoso: – Ouca-me por favor, não vendo para nada horrível. Meu trabalho é bem feito e homens e mulheres compram para enganar outros ou até mesmo as adotam, não é nada repulsivo! Jungkook estava visivelmente indignado: – Como tens de tanta certeza, o mundo é tão c***l. E mesmo que digas a verdade ainda estás a violar o corpo de outros seres, isso é um crime terrível e sua sentença será muito muito r**m! Jungkook falava o idioma lindo dos anjos quando estava nervoso, mas por mais belo que fosse, poucos eram capazes de compreender. Ele estava misturando e Hoseok assumiu a conversa enquanto SeokJin puxava delicadamente os dedos de Jungkook para destrai-lo: – Mestre de marionetes, como tem tanta certeza do futuro das marionetes? O titereiro estava muito confiante de suas palavras: – Minhas obras são incríveis então apenas deuses gregos, titãs e reis do inferno as compram, não posso afirmar no que as usam, mais não tenho dúvidas que muitas são tratadas como filhas e outras tem uma boa vida. SeokJin puxava e puxava os dedos de Jungkook um por um enquanto Hoseok questionava: – Disse que algumas apodreceram, por que e o que fez com elas? Ele precisou pensar antes de responder: – Três ou quatro, eu usei pele humana em algumas, de sátiros em outras, combinações horríveis. Eu as joguei no fundo do mar porque meu controle não antige as profundezas dos mares. Hoseok olhou para a casa antes de dizer muito sério, suas palavras ameaçadoras no meio do som quebrado das ondas: – Quando chegamos você falou de Deus, então acredita nele. Vou dizer a você com base no que sei que Ele é, ao invés de contar a você como vai viver uma vez que morrer, o que tenho certeza, os deuses e reis com quem trabalham não contaram. Deus não vai receber um bastardo como você lá. As palavras de Hoseok penetraram na mente de Jimin, então foram ainda mais eficazes na cabeça do titereiro, seu olho refletiu medo e desespero enquanto sua tranquilidade era levada com o vento. Jungkook não achou suficiente, e acrescentou: – Eu vivo no céu jovem meste de marionetes, lá não há homens que rouba túmulos e usam restos mortais pra forjar um novo ser que vive sob o controle de outros. Tremendo o meste de marionetes caminhou pela casa a esmo, inquieto e assustado. Jimin achava que aquele homem não deveria herdar o céu sob qualquer circunstância, mais não disse nada. SeokJin parou de puxar os dedos de Jungkook então Jimin assumiu seu lugar. A mão do anjo era macia como nuvens e quente como café em um dia frio. Jimin gostava mais não queria gostar. O mestre de marionetes caminhou até a caixinha de música e ligou a mesma. Novamente a melodia mordorenta preencheu a casa, ele falou com sinceridade: – Eu vou parar, eu prometo mais preciso ter uma garantia. Caso eu não suba preciso ter algo para trocar com Lúcifer estrela da manhã pra que ele seja misericordioso comigo. Suas palavras eram uma alerta mas tudo que ele fez foi ligar a caixinha de música. Jimin só entendeu quando a mão de Jungkook circulou seu pulso com uma força que ele jamais usou. Os olhos do anjo estavam azuis cintilante, ele estava em chamas e olhava fixamente para Jimin. Claro que a melodia escondia um efeito sinistro que atingiu Jungkook. O titereiro continuou a falar nevorsamente: – Está melodia eu soube por um deus titã que afeta os anjos, durante uns minutos posso controla-lo para ser minha marionete. Sei que todos vocês são divinos. Preciso de uma marionete nova para oferecer a Lúcifer, e vocês são tão tão belos que Lúcifer me dará uma tranquila passagem no inferno. Será a última vez. Jimin olhou para Jungkook que estava lutando contra o controle da melodia. Hoseok apontou para caixa e a explodiu em vários pedaços que voaram pela casa. Mais já era tarde, Jungkook ouviu a melodia duas vezes e já não respondia por si mesmo. Jungkook estava tentando arrastar Jimin para perto de potes de vidros cheios de líquido de cor duvidosa. Só poderia ser sonífero nos melhores dos casos e veneno no pior. Jungkook tinha muito mais força do que revelou porque seus braços circularam a cintura de Jimin e o levou com extrema facilidade mesmo com a relutância do mesmo. Nem Hoseok nem SeokJin reagiram contra Jungkook, eles não podiam machuca-lo sabendo que aquelas ações não eram dele. Hoseok estava pálido e sem ação, ele nunca lidou com situações assim: — Jimin, devo reagir? Jimin discordou agitadamente: – Não, não podemos machucar o Jungkook, eu vou ficar bem! Jimin se deixou ser levado por Jungkook, que usou a mão livre para tatear pela prateleira até um líquido vermelho. Seu rosto se contorcia em uma clara luta pelo controle de si mesmo. Ele começou a sussurrar: – Não irá doer Jimin, vai ser uma marionete linda, vou encontrar uma mistura apropriada para seu corpo e você dormirá, não sentirá nada. Eu conheço seu corpo, eu esculpir seu corpo. Em meio ao pânico Jimin tropeçou em si mesmo: – Jungkook disse que me esculpiu? Com uma única mão Jungkook misturou o líquido vermelho a um verde: – Eu esculpi as sete estátuas, posso adivinhar os detalhes do corpo de qualquer um vendo-o apenas uma vez. Eu esculpir você e todos os outros. Vou esculpir novamente. Jimin não tinha tempo para pensar nisso e sua mente trabalhava incansavelmente. Eles não machucariam Jungkook tampouco podiam machucar o titereiro sem ter ideia se isso refletiria negativamente em Jungkook. As águas lá fora pareciam cada vez mais agitadas e as portas se abriram com a força do vento. Jimin sabia o que fazer! Com um único pensamento ele explodiu os potes de vidro enquanto SeokJin e Hoseok penduravam o mestre de marionetes de cabeça para baixo contra parede. Jimin acenou para o vasto oceano e uma onda invadiu a casa levando Jungkook e ele para o fundo do mar. A água gelada torturou a pele de Jimin enquanto ele mergulhava fundo puxados por uma onda controlada por ele mesmo. O poder de controle do mestre de marionetes não funciona no fundo do mar. Jungkook lutou contra seu aperto, mais Jimin o envolveu pela cintura com as pernas e os pescoço com os braços, ambos afundaram rapidamente. Nada podia ser ouvido além do som da água maltratando seus ouvidos e finalmente o tom azul dos olhos de Jungkook se apagaram, seus cabelos parecendo um sonho na escuridão do oceano. Ele piscou confuso. Jimin olhou para ele e sorriu antes de controlar a água para leva-los para cima novamente. No rochedo SeokJin e Hoseok estavam a beira do desespero e o titereiro havia sofrido com golpes de SeokJin. Jungkook ajudou Jimin a subir para o lado de SeokJin e Hoseok: – Jimin, você perdeu o juízo? Nunca, nunca mais pule no mar desse jeito, não importa se você controla a água! — Vocês estão bem? Eu sinto que meu coração vai bater até explodir. Que situação! Jungkook estava com tamanha vergonha que apenas secou Jimin depois a si próprio com seus poderes. Jimin nada disse, toda situação ele levou com calma até o momento que viu o titereiro caído no chão molhado e tremendo. As quatro calamidades estavam sempre calmas e silênciosas dentro de si, nem mesmo Jungkook despertou sua ira, até o presente momento. Jimin olhou o meste de marionetes de cima, seu olhar frio como geada: — Achas que vai para o céu sendo esse bastardo que es? – Eu vou mudar, já disse a eles dois que lamento! – Você sabe nadar? A pergunta foi tão inocente que o mestre de marionetes m*l pôde acreditar: – Sei mais o que iss- Silenciosamente Jimin o chutou para o fundo do mar: – Então nade bastardo, eu quero ver. Jungkook congelou em surpresa e Jin gritou em choque: – Jimin, caramba, estamos ferrados, este louco era pra ser salvo! Hoseok já não brilhava como sol, consequência de sua preocupação: – O céu dará um castigo terrível a Jungkook. E Yoongi, Taehyung e Namjoon vai nos torturar para sempre. Totalmente apático e cego pela irá da guerra Jimin gritou para o céu: – Castige o Jungkook, eu te desafio!
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